Piscina pública com plantas filtrantes é aberta no Canadá- Esta é a primeira piscina externa pública sem produtos químicos do país.

Fonte: Site Ciclo vivo




Um espaço livre com parque infantil, muitas árvores, áreas para piquenique e até obras de arte. Assim é o Parque Borden, localizado em Edmonton, capital da província de Alberta, no Canadá. O local acaba de reinaugurar uma piscina que agora é totalmente natural.  
Esta é a primeira piscina externa pública sem produtos químicos do país. O processo de limpeza da água é realizado por meio de variadas combinações: pedra, cascalho, areia e plantas. Tudo isso aliado a uma bela estética visual, idealizada pelo escritório de arquitetura gh3, que integra perfeitamente com o ambiente ao redor.  

O projeto buscou montar um ecossistema equilibrado em que materiais vegetais, micro-organismos e nutrientes se unem no processo criando o que eles chamam de “água viva”. A filtragem ocorre por meio de duas técnicas basicamente: o sistema de Tratamento Mecânico Biológico e uso de plantas aquáticas (simulando o Pântano), cascalho e zooplâncton, que remove as bactérias e algas em excesso. No longo processo de circulação, a água percorre um lago de areia e pedra, depois um lago hidro botânico, além de um filtro granular cercado por paredes de gabião.


O resultado do sistema está dentro dos regulamentos do Canadá para piscinas públicas. Há também piscina infantil e, ao lado da estrutura, um edifício abriga vestiários, chuveiros e banheiros. Tudo aberto ao público.
O espaço ainda possui deck de madeira e até areia, que remonta ao ambiente natural. O projeto rendeu ao escritório um prêmio em Excelência em Inovação em Arquitetura.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA,
– Regularização ambiental,
– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental),
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica,
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA,
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio,
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas,
– Processos para obtenção de IPTU Verde,
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Manter vegetação nativa em propriedades rurais rende ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – Os 270 milhões de hectares de vegetação nativa preservados em propriedades rurais – entre áreas desprotegidas e de Reserva Legal – rendem ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano em serviços ecossistêmicos, como polinização, controle de pragas, segurança hídrica, produção de chuvas e qualidade do solo.

O cálculo foi publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation e endossado por 407 cientistas brasileiros, de 79 instituições de pesquisa.

“O artigo tem o objetivo de mostrar que preservar a vegetação nativa não é um impedimento ao desenvolvimento social e econômico, e sim parte da solução. É um ativo para o desenvolvimento sustentável do Brasil, de uma forma diferente do que foi feito na Europa há 500 anos – quando o nível de consciência ambiental era diferente”, disse Jean Paul Metzger, do Departamento de Ecologia da Universidade de São Paulo (USP) e primeiro autor do artigo.

O trabalho usou estudos de valoração de serviços ecossistêmicos e aplicou esses valores aos 270 milhões de hectares de vegetação nativa dos biomas brasileiros. Essas estimativas estão consolidadas e vêm sendo aplicadas há anos, inclusive pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês).

“Esse artigo é importante, pois reúne um conjunto sólido de informações para rebater argumentos que, embora não tenham fundamento, são usados como justificativa para alterações no Código Florestal e nas exigências sobre Reserva Legal”, disse Carlos Joly, coordenador do Programa BIOTA-FAPESP e um dos cientistas que endossam o artigo.

Joly afirma ser importante ressaltar que Reserva Legal e Área de Preservação Permanente têm papel complementar. “Uma não substitui a outra. A Reserva Legal tem uma importância para a manutenção ou restauração de serviços ambientais. Elas são essenciais não só para a questão da biodiversidade, mas também para a proteção e permeabilidade do solo, recarga de aquíferos, proteção de recursos hídricos, estoque de carbono e para manter a população de polinizadores, que é de interesse do próprio agricultor”, disse Joly.

No Brasil, o tamanho da área que deve ser preservada como Reserva Legal varia de acordo com a região: 80% no caso da vegetação florestal da Amazônia, 35% na transição entre Amazônia e Cerrado e 20% nas demais regiões como Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Atualmente, a área de Reserva Legal representa quase um terço de toda a vegetação nativa do país.

“O Brasil preserva bastante, tem mais de 60% de cobertura de vegetação e tem uma legislação rigorosa. Se olharmos o ranking do Banco Mundial, estamos na trigésima posição, atrás da Suécia e Finlândia, com cerca de 70%. Mas é preciso chamar a atenção de que preservar não é ruim”, disse Metzger.

O artigo foi elaborado em resposta ao Projeto de Lei n° 2362, de 2019, apresentado no Senado Federal. O texto, posteriormente retirado pelos autores, pretendia alterar ou eliminar a exigência de Reserva Legal. Uma versão do artigo em português será levada ao Congresso e apresentada aos deputados, senadores e auxiliares técnicos.

Se o projeto de lei fosse aprovado, uma área de 270 milhões de hectares de vegetação nativa poderia ser perdida, sendo 167 milhões em áreas de Reserva Legal, que se somariam aos 103 milhões atualmente não protegidos pela Lei de Proteção da Vegetação Nativa (conhecida como Novo Código Florestal), nem como Reserva Legal, nem como Área de Proteção Permanente (por não serem margem de rio, topo de morro, área de encosta e outros ecossistemas considerados sensíveis).

Perde-se dinheiro

Um dos argumentos apresentados no artigo é o impacto de polinizadores na produtividade das lavouras de café. “Um estudo realizado pelo nosso grupo mostrou que a produção dos frutos de café é maior com a presença de abelhas, e que isso representa um ganho de R$ 2 bilhões a R$ 6 bilhões por ano no Brasil. Sem o trabalho das abelhas, continuaria tendo produção de café, mas 20% menor”, disse Metzger.

O serviço de polinização, no entanto, ocorre apenas em áreas adjacentes à vegetação natural, geralmente a uma distância inferior a 300 metros, o que exige a criação de interfaces entre culturas agrícolas e mata nativa.

É importante saber que todo ecossistema tem um ponto de equilíbrio. Não adianta perder um Cerrado inteiro para plantar soja e ficar sem esses serviços. Essa é a base da Reserva Legal”, disse Paulo Artaxo , membro da coordenação do Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais, que também endossa o artigo.

“Quem tem uma visão de curto prazo, como parte do agronegócio, pensa em três ou quatro anos de lucro pessoal, e depois o país fica com um prejuízo enorme. Essa filosofia tem de acabar e o artigo deixa isso bem claro”, disse Artaxo.

O artigo Why Brazil needs its Legal Reserves (doi: 10.1158/0008-5472.CAN-19-0490), de Jean Paul Metzger, Mercedes M.C. Bustamante, Joice Ferreira, Geraldo Wilson Fernandes, Felipe Librán-Embid, Valério D. Pillar, Paula R. Prist, Ricardo Ribeiro Rodrigues, Ima Célia G. Vieira, Gerhard E. Overbeck, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S253006441930118X#bib0625.
 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA,
– Regularização ambiental,
– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental),
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica,
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA,
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio,
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas,
– Processos para obtenção de IPTU Verde,
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Nova espécie de peixe-elétrico descoberta na Amazônia emite 860 volts, descarga mais forte já registrada em animal

Fonte: bbc.com

Por: Letícia Mori Da BBC News Brasil em São Paulo

Electrophorus voltai no rio Xingu
Image captionO Electrophorus voltai é uma das duas novas espécies de peixe-elétrico descobertas na Amazônia

Para capturar e pesquisar espécimes do peixe-elétrico poraquê, o pesquisador brasileiro Carlos David de Santana precisou entrar em igarapés na Amazônia e, mesmo usando luvas de borracha, alguns choques foram inevitáveis.

Mas valeu a pena: a pesquisa de cinco anos resultou na descoberta de duas novas espécies de peixe elétrico – uma delas que capaz de dar uma descarga de até 860 volts, a maior voltagem já registrada em um animal. Até então, o recorde era de 650 volts.

Pesquisador associado do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington DC, nos EUA, Santana acaba de publicar a descoberta em um artigo na revista Nature Communications em conjunto com um grupo de diversos cientistas, incluindo diversos brasileiros.

O poraquê é um peixe-elétrico que vive na América do Sul e pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Há cerca de 250 tipos de peixes-elétricos, que produzem descargas fracas, usadas para navegação e comunicação. O poraquê é o único que produz descargas elétricas fortes, usadas para caça e defesa. Elas são produzidas por três órgãos elétricos no corpo.

Até agora acreditava-se que existisse apenas uma espécie de poraquê: a Electrophorus electricus, descrita em 1766 pelo naturalista sueco Carl Linnaeus. Mas duas novas espécies foram descobertas, diferenciadas pela voltagem das descargas elétricas emitidas e um processo de sequenciamento de DNA.

O “fato de duas novas espécies terem sido descobertas 250 anos depois da primeira do grupo ter sido descrita é um exemplo da enorme biodiversidade que existe na Amazônia”, diz Santana.

Professor Carlos David de Santana e poraquê de 2,1 metros
Image captionCarlos David de Santana chegou a tomar choque capturando poraquês, que podem ter mais de 2 m de comprimento; esse espécime de poraquê será levado ao Museu Natural de História Natural em Washington

“E não só da Amazônia. A gente só conhece uma pequena porção da biodiversidade do planeta. E conhecemos menos ainda a biologia dessas espécies – animais e vegetais”, diz ele. “E não podemos deixar isso ser destruído. É uma perda muito grande a longo prazo.”

“A pesquisa com essa biodiversidade é essencial. Muitos dos componentes dos remédios comerciais que se usam hoje são derivados de plantas e animais descobertos através de pesquisas com essas espécies. Cada uma delas é um depósito genético imenso.”

Quatro vezes uma tomada

Embora uma das novas espécies descobertas, a Electrophorus voltai, seja capaz de produzir um descarga de 860 volts, ou seja, quase quatro vezes a voltagem de uma tomada doméstica de 220 volts, ela não é letal para o ser humano por causa da baixa amperagem, explica Santana à BBC News Brasil.

“Não é suficiente para matar uma pessoa. A tomada produz uma corrente constante. O E. voltai dá uma descarga alternada. Quando ele descarrega da primeira vez, o choque dura de 1 ou 2 segundos, e ele precisa de um tempo para recarregar”, diz ele, que sentiu pessoalmente mais de um choque do peixe.

“Claro que dói, você sente uma contração muscular”, diz ele.

Teoricamente, se uma pessoa estiver em um rio cercado desses peixes, aí sim o problema pode ser bem mais sério. Segundo Santana, quando um peixe descarrega, todos os outros descarregam também e, nesse caso, um ser humano nas redondezas poderia ter uma parada cardíaca ou morrer por afogamento.

Diferentemente do que se acreditava antigamente, a espécie não é solitária, pode viver em grupos de até 10 indivíduos.

“Mas nunca ouvi falar disso acontecer”, diz ele.

Electrophorus varii
Image captionA outra espécie descoberta é o ‘Electrophorus varii’

Electrophorus voltai foi batizado em homenagem ao físico Alessandro Volta, criador da bateria elétrica. A outra espécie descoberta foi batizada de Electrophorus varii, tributo ao zoólogo Richard P. Vari, pesquisador do Smithsonian que morreu em 2016.

A pesquisa fez parte de um projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que financia expedições a lugares remotos com o objetivo de encontrar, descrever e entender espécies. Também teve financiamento da National Geographic Society e apoio de outras instituições, como o Museu de Zoologia da USP.

As duas novas espécies descobertas estão distribuídas nos rios Xingu e Tapajós, e por enquanto não são consideradas ameaçadas, mas a atual situação de crise ambiental na Amazônia pode mudar essestatus.

“O rio Xingu está sendo destruído pela hidrelétrica de Belo Monte, o que vai afetar impactar as populações do poraquê que vivem no Xingu”, afirma Santana. “E a biodiversidade da Amazônia está sob ameaça como um todo. É realmente uma pena que isso esteja acontecendo, com tantas espécies ainda por se descobrir.”

Segundo a Fapesp, há diversos grupos que estudam aplicações das pesquisas feitas com os poraquês, incluindo a análise do uso das enzimas para produção de medicamentos e modelo para criação de baterias.

Atualmente, outros grupos estudam possíveis aplicações das pesquisas sobre poraquês, seja em análises das enzimas produzidas pelos órgãos elétricos, a fim de testá-las como componentes para produção de medicamentos para possíveis tratamentos de doenças neurodegenerativas como Alzheimer, ou como modelo para a criação de baterias para próteses e sensores implantados em humanos, por exemplo.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB  
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Dança da chuva — parte 1: Rios voadores

Fonte: Revista FAPESP

De onde vem a água que chega às torneiras das cidades no Sudeste brasileiro? O que explica a escassez que causou alarme nos últimos meses, num país renomado pela abundância de água doce? Sem a possibilidade de chegar a uma resposta simples e incontestável, aspectos diversos do assunto foram tratados na reportagem de capa da edição de dezembro de Pesquisa FAPESP. E não cabe num único vídeo. Fomos perguntar ao pesquisador Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre a importância da Amazônia na formação de rios voadores que levam água para regiões distantes dentro do Brasil e nos países vizinhos. O que ele contou, na conversa realizada no jardim do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), é essencial para as reflexões da engenheira Monica Porto, da Escola Politécnica da USP, sobre a importância da chuva para abastecer os mananciais paulistas. As entrevistas foram realizadas em novembro de 2014.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB  
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Deserto do Saara encobriu antiga cidade romana, preservando-a por séculos

Fonte: Revista National Geographic


Antigo e próspero posto militar no norte da África, Tamugadi ficou esquecida sob as areias, até um explorador escocês resolver procurá-la séculos depois. segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Por Rubén Montoya

O Arco de Trajano, construído para homenagear o imperador romano, domina as ruínas de Tamugadi, localizada na Argélia moderna.FOTO DE IVAN VDOVIN/AGE FOTOSTOCK

Não é sempre que cidades inteiras somem sem deixar vestígios, mas foi exatamente o que aconteceu com o posto romano de Tamugadi. Fundada pelo imperador Trajano por volta de 100 d.C., a cidade, também conhecida como Timgad ou Tamugas, estava localizada na província norte-africana de Numídia.

Lar de veteranos da Terceira Legião de Augusto, Tamugadi prosperou durante centenas de anos e tornou-se, assim, um alvo atrativo para invasores. Após uma invasão dos vândalos em 430 d.C., sucessivos ataques enfraqueceram a cidade, que nunca se recuperou totalmente e foi abandonada durante os anos 700.

As areias do deserto entraram em ação e encobriram Tamugadi. Mil anos se passaram antes de a cidade receber a visita de uma equipe de exploradores liderada por um escocês aventureiro, por volta de 1700.

O teatro de Tamugadi foi construído no século 2 d.C. Retratado nesta foto de 1893, uma década após o início das escavações, ele ainda estava incrivelmente bem preservado. Biblioteca do Instituto Francês, Paris.FOTO DE GÉRARD BLOT/TMN-GRAND PALAIS

Representante do governo e intelectual

Hoje em dia mais conhecido por sua controversa descoberta da nascente do Nilo Azul, na Etiópia, o nobre escocês James Bruce ocupava o cargo de cônsul britânico na cidade costeira de Argel (atual capital da Argélia), em 1763.

Imponentemente alto e encorpado, Bruce era um intelectual voraz, de mente curiosa. Antes de sua chegada a Argel para assumir o cargo, ele passou alguns meses na Itália pesquisando sobre a história da região africana e seu papel na antiguidade.

O pavio curto e as opiniões fortes de Bruce logo causaram conflitos com seus superiores em Londres. Em 1765, ele foi exonerado e, em vez de voltar para a Grã-Bretanha, ele e um artista de Florença chamado Luigi Balugani embarcaram em uma aventura pela África. Durante a jornada, suas anotações e ilustrações retrataram as pessoas e os lugares extraordinários que conheceram.

Um tempo no deserto

Nos estágios iniciais dessa odisseia, eles haviam viajado ao sul do deserto argelino para procurar vestígios de civilizações antigas. Bruce e Balugani já haviam visto várias ruínas romanas, pois exploraram as mais remotas áreas da região.

Em 12 de dezembro de 1765, eles chegaram ao local que identificaram como sendo Tamugadi. Muitos acreditam que eles foram os primeiros europeus, após séculos, a visitar o local, próximo à encosta norte das montanhas Aurés. “Era uma cidade pequena, mas repleta de construções elegantes”, escreveu Bruce em seus diários. Ele estava convencido de que essas ruínas eram o que havia sobrado da cidade fundada por Trajano mais de um milênio atrás.

Este mosaico do século 4, que retrata o deus romano dos mares, Netuno, em uma carruagem puxada por hipocampos (seres mitológicos metade cavalo e metade peixe), foi encontrado em uma casa de banho no leste de Tamugadi. Museu Arqueológico, Tamugadi.FOTO DE DEA/ALBUM

No primeiro dia, Bruce descreveu e Balugani desenhou “o arco triunfal” de Trajano. Eles voltaram no dia seguinte para continuar a exploração e identificaram um anfiteatro. Bruce removeu a areia e revelou esculturas do imperador romano que sucedeu a Adriano em 138 d.C., Antonino Pio, e sua esposa, Faustina, a Maior, trabalhos que ele descreveu como de uma “beleza refinada”.

Bruce enterrou novamente as esculturas na areia e continuou viajando. Ele documentou outros locais por todo o norte da África e Etiópia, alegando ter encontrado a nascente do Nilo Azul. Balugani faleceu em 1770 e Bruce voltou a Londres em 1774. Quando ele relatou suas descobertas, elas foram recebidas com ceticismo e descrença. Incrédulo com tal reação, Bruce permaneceu recluso na Escócia. Em 1780, começou a escrever memórias da época em que passou na África, uma obra de cinco volumes intitulada Travels to Discover the Source of the Nile(Viagens para descobrir a nascente do Nilo, em tradução livre). O livro foi publicado em 1790. Quando Bruce faleceu, quatro anos depois, a maior parte dos britânicos ainda se recusava a reconhecer suas proezas.

Esplendor romano

Tamugadi permaneceu completamente esquecida nas areias do deserto até 1875, quando foi visitada por Robert Lambert Playfair, cônsul britânico em Argel. Em seu livro de 1877, Travels in the Footsteps of Bruce in Algeria and Tunis (Viajando pelos caminhos de Bruce na Argélia e Tunísia, em tradução livre), Playfair fez uma homenagem a seu antecessor consular, visitando alguns dos locais que Bruce havia registrado.

A descrição de Tamugadi feita por Playfair apresenta mais detalhes do que a de Bruce. Suas observações revelaram a importância regional da cidade, indicando que foi construída na interseção de seis estradas romanas. Na opinião de Playfair, a arquitetura superava a da cidade romana vizinha Lambésis, capital militar da Núbia. Playfair concluiu que Tamugadi foi um “centro de atividade comercial e agrícola”.

Ele também admirou a magnificência do Arco de Trajano na cidade. No chão debaixo do portal de mais de seis metros de altura ainda se pode ver o desgaste causado pelo tráfego das movimentadas estradas imperiais que cruzavam a cidade.

Os franceses assumiram o controle da área em 1881, alguns anos após a visita de Playfair, e mantiveram sua presença até 1960. Durante esse período, o local foi sistematicamente escavado. Por ter ficado encoberta durante séculos sob a areia e sem que nada fosse construído sobre ela, Tamugadi é uma das poucas cidades romanas escavadas em sua totalidade.

De grão em grão

A pesquisa realizada por Playfair e por acadêmicos franceses permitiu que os historiadores reconstituíssem a história da cidade. Originalmente chamada de Colonia Marciana Trajana Thamurga, em homenagem à irmã do Imperador Trajano, Tamugadi foi construída para que suas ruas tivessem uma disposição ortogonal.

Na metade do século 3 d.C., a população da cidade atingiu o auge de 15 mil habitantes. Eles desfrutavam de belas instalações públicas, incluindo uma biblioteca impressionante e um total de 14 casas de banho. O conforto das construções de Tamugadi e a presença de mosaicos muitas vezes levam a comparações com Pompeia.

A localização da cidade era estratégica para proteger as fronteiras do sul do Império Romano. O norte da África era um centro de produção de grãos e a Terceira Legião de Augusto de Roma ficou posicionada em Tamugadi para proteger os grãos e seu transporte a Roma. Diversas centenas de homens eram dispensados da legião a cada dois anos e se instalavam em Tamugadi como uma forma de pagamento pelos seus serviços. A presença deles também servia como um empecilho aos invasores.

A cidade era uma manifestação do poder romano na fronteira sul do império. Em sua população marcada pela diversidade, pessoas que veneravam deuses antigos conviviam com cristãos. Por um tempo, foi um reduto da seita de cristãos hereges, os Donatistas.

A crise geral que se acumulava nas fronteiras do Império Romano acabou atingindo Tamugadi. Após ser saqueada pelos vândalos durante o século 5, a cidade começou a entrar em ruínas. Depois da queda do Império Romano ocidental, Tamugadi vivenciou um breve ressurgimento como centro do cristianismo e um forte foi construído nos arredores da cidade, em 539. Porém, a cidade foi abandonada antes ou durante as invasões árabes dos anos 700.

A partir de então, o Saara foi encobrindo Tamugadi pouco a pouco, que permaneceu oculta por mil anos até James Bruce e outros exploradores redescobrirem sua glória enterrada. Em 1982, Tamugadi foi considerada patrimônio mundial pela Unesco.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB  
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Pensadoras ocultas – Iniciativas no Brasil e no exterior tentam recuperar a obra de filósofas e investigam a sub-representação feminina nessa área do conhecimento

Fonte: Revista FAPESP

A presença de mulheres na história da filosofia é tão remota quanto a própria história da filosofia – há registros de pensadoras desde a Grécia antiga. “Edith Stein [1891-1942], Hannah Arendt [1906-1975] e Simone de Beauvoir [1908-1986], as célebres representantes do século XX, não apareceram do nada; elas estão sobre ombros de gigantes femininas antes delas”, afirma Ruth Hagengruber, diretora do Centro para a História de Mulheres Filósofas e Cientistas, da Universidade de Paderborn, na Alemanha, uma referência mundial no assunto. “Ao criá-lo, em 2006, nosso objetivo era renovar o discurso acadêmico sobre a longa tradição das mulheres filósofas.”

No Brasil, o tema vem ganhando força nos últimos anos. Sucessivas conferências acadêmicas têm dado frutos como o blog Mulheres na Filosofia e a Rede Brasileira de Mulheres na Filosofia, que surgiram do II Encontro Vozes: Mulheres na Filosofia, realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2018, em sequência da primeira edição realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2017. “A proposta é intensificar a conversa entre alunas, pesquisadoras e docentes de todas as regiões do país e criar espaços para uma discussão ampla que questione as razões do silenciamento das filósofas do cânone e da absurda desigualdade de gênero na área de filosofia”, informa uma das coordenadoras do projeto, Yara Frateschi, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH-Unicamp).

Frateschi tem como parceiras na Rede professoras e pesquisadoras de várias universidades brasileiras, formando o grupo empenhado em criar o blog Mulheres na Filosofia, que deverá integrar o portal de blogs científicos da Unicamp a partir de setembro. A pesquisadora prevê um espaço virtual de contatos que permita produzir e manter atualizado um mapa de gênero, ou seja, da participação feminina no ensino de filosofia. Outra aba do blog reunirá – a exemplo da enciclopédia on-line mantida pela Universidade de Paderborn – verbetes sobre mulheres filósofas brasileiras e estrangeiras e também das várias correntes do feminismo. Estarão ainda vinculados ao blog canais de podcast e de vídeos no YouTube.

A troca de informações e experiências alcançou um marco importante no mês de junho, quando Frateschi, Hagengruber e outros cerca de 30 pesquisadores estiveram reunidos na I Conferência Internacional Mulheres na Filosofia Moderna, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), organizada por Katarina Peixoto, pesquisadora da instituição, e Pedro Pricladnitzk, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que estuda a obra da cientista e filósofa inglesa Margaret Cavendish (1623-1673).

Na conferência evidenciou-se a multiplicidade de iniciativas e correntes de pesquisa sobre o assunto no Brasil e em várias partes do mundo. Um dos pontos frequentes de investigação é a origem do apagamento da presença feminina nos livros de história da filosofia. “Há várias mulheres que produziram filosofia, conversando entre si e com filósofos homens”, diz Frateschi. “Algumas são lembradas nominalmente na literatura, como Elizabeth da Boêmia [1596-1662], importante interlocutora de René Descartes [1596-1650], mas não são lidas nem consideradas filósofas. A primeira pergunta é: por que não entraram para o cânone, que precisa ser repensado?” Uma das pistas é recuperar o ambiente de produção intelectual de uma área muito restrita, como a filosofia, o que contribuiu para que a participação feminina tenha se dado fora dos espaços de saber tradicionalmente reconhecidos.

Em parte, a atuação à margem do cânone ao longo dos séculos refletiu o menor acesso das mulheres à educação formal e às discussões intelectuais – não por acaso, os nomes mais conhecidos, como Elizabeth da Boêmia, Sophie Charlotte (1678-1749), Anne Conway (1631-1679) e Émilie du Châtelet (1706-1749), pertenciam à nobreza europeia ilustrada. Elas dialogavam com filósofos e cientistas de seu tempo por meio de cartas – um dos poucos formatos de escrita tolerados às mulheres naquele período, como lembra Tessa Moura Lacerda, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). “Era costume que as cartas escritas por rainhas, princesas e mulheres nobres fossem queimadas após sua morte, para que passasse para a história apenas o que os homens relatavam”, conta Lacerda, citando um dos motivos que dificultam o justo reconhecimento da contribuição teórica dessas mulheres. Conway e Du Châtelet escreveram tratados, mas mesmo assim sua contribuição foi minimizada pela história oficial.

A participação por meios incomuns no cânone das obras filosóficas, como é o caso das cartas, chama a atenção para a necessidade de adoção de critérios e métodos de pesquisa mais amplos do que os tradicionais. “As cartas são um material cru e imerso em contexto histórico”, lembra Katarina Peixoto, que, ao preparar uma proposta de trabalho para um workshop em Paderborn, identificou na correspondência entre Elizabeth da Boêmia e Descartes e em estudos escritos por mulheres sobre esse diálogo um papel fundamental da pensadora na elaboração do Tratado sobre as paixões da alma, a última obra publicada pelo filósofo, em 1649.

Situação atual reforça risco de criação de estereótipos, diz Yara Frateschi

Frateschi – que ministra cursos sobre filósofas contemporâneas como Arendt, Seyla Benhabib e, mais recentemente, Angela Davis e Bell Hooks – aponta a importância de adotar a “interseccionalidade” para uma revisão contemporânea do cânone, citando a inclusão, por exemplo, da filósofa norte-americana Angela Davis, professora da Universidade da Califórnia, cuja trajetória é marcada por estudos sociais da situação da mulher e do racismo, além de uma militância direta em causas de emancipação. “No Brasil, ainda não reconhecemos Davis como uma filósofa digna de ser estudada e lida nos cursos de graduação e é bem provável que isso se deva ao fato de ela ser não apenas uma mulher, mas uma mulher negra”, diz Frateschi.

Assim, estão no radar dos estudos brasileiros sobre as mulheres na filosofia nomes como a escritora Clarice Lispector (1920-1977), a crítica de arte Gilda de Mello e Souza (1919-2005), a educadora feminista Nísia Floresta (1810-1885) e a pioneira romancista negra Maria Firmina dos Reis (1822-1917). “Há um incontornável elemento etnográfico na busca por uma filosofia de mulheres no Brasil, um trabalho não estritamente analítico”, diz Peixoto. “Por outro lado, sem o treino específico da filosofia, ou seja, sem a capacidade de reconhecer a contribuição dessas pensadoras para essa área do conhecimento, a identificação do legado de mulheres intelectuais na nossa história se torna irrelevante ou folclórico.”

Nessa tarefa Frateschi confere peso específico à discussão de gênero e raça – segundo ela, “um aporte do qual não se pode mais prescindir”. Para a pesquisadora, a presença feminina escassa na filosofia “exige dados empíricos, mas há uma dimensão propriamente filosófica, o modo como as pensadoras abordam sua situação social”. Peixoto observa que “as mulheres não passaram a reivindicar presença ou a introduzir a luta feminista na filosofia, simplesmente”. “O que está acontecendo é que filósofas qualificadas resolveram recuperar a verdade factual e as feministas, discutir filosoficamente.” A pesquisadora desenha, desse modo, o que chama de duas vertentes contemporâneas na discussão sobre a filosofia das mulheres. Uma mais voltada à recuperação histórica e outra tributária da teoria crítica, como é conhecida a produção intelectual originária da Escola de Frankfurt, iniciada na década de 1930.

Entraves na formação
A questão que mobiliza mais urgentemente os estudos da presença feminina na filosofia, entretanto, é o conjunto de entraves que pode ser resumido na pergunta: por que tão poucas mulheres ingressam nos cursos de filosofia e, sobretudo, por que tão raramente prosseguem na pós-graduação e se tornam professoras? A questão foi esmiuçada nos estudos da pesquisadora Carolina Araújo, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ), divulgados parcialmente em 2016, com dados do ano anterior.

Pela primeira vez haviam sido analisados estatisticamente os números oficiais sobre a presença feminina em todos os 58 cursos de pós-graduação em filosofia do país, revelando, naquele ano, uma participação de 27% entre discentes e 21% entre docentes. “Como a carreira em filosofia é eminentemente acadêmica, esses números retratam os padrões de sucesso profissional na área e indicam que as mulheres tinham 2,5 menos oportunidades de chegar ao cargo mais alto do que seus colegas homens”, explica Araújo. Uma evidência do fenômeno é que hoje, no Departamento de Filosofia da FFLCH-USP, o total de professores na ativa seja composto de 33 homens e 2 mulheres.

A pesquisadora ampliou seu estudo com a análise da série histórica entre 2004 e 2017. Os resultados foram publicados neste ano e detectam um aumento de ingressantes na graduação, de 34,10% para 39,12%, com uma média de conclusão de 36,44% durante o período. No entanto, para considerar o ciclo de formação completo, com mestrado, doutorado e licenciatura, Araújo comparou as trajetórias imaginárias de dois alunos, um de cada sexo, e concluiu que, para a geração que ingressou na graduação em filosofia em 2005, cada homem teve o dobro da oportunidade de cada mulher de chegar ao topo da carreira profissional. Frateschi observa que, “em uma área majoritariamente masculina e em uma cultura ainda muito machista”, é visível em sala de aula que as alunas tenham mais dificuldade em falar em público e articular ideias com segurança.

Para Araújo, falta entender em detalhes as razões que levam as mulheres a ser minoria entre candidatos e alunos da graduação em filosofia e por que o caminho se estreita rumo à profissionalização. Ela sugere que o monitoramento constante dos dados relacionados à questão seja tomado como “tarefa da comunidade filosófica como um todo” e que cada unidade de ensino procure as próprias explicações para o desequilíbrio. A atual situação “não é boa para ninguém”, segundo Frateschi.  “Quando a maioria das pessoas que produz teorias é composta de homens, referindo-se a uma literatura majoritariamente masculina e forjando hipóteses que também serão testadas por homens, há um risco tremendo de reforço de estereótipos e construção de um conhecimento parcial”, conclui.

Artigo científico
Araújo, C. Quatorze anos de desigualdade: Mulheres na carreira acadêmica de filosofia no Brasil entre 2004 e 2017Cadernos de Filosofia Alemã. v. 24, n. 1, p. 13-23. jan.-jun. 2019.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB  
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Aos 92 anos, brasileira recebeu o principal prêmio de agricultura orgânica mundial

Fonte: Site Razoes para acreditar

Por Ana Victorazzi

agricultura orgânica
Ana Primavesi –
4 anos atrás anos atrás

A engenheira agrônoma Ana Primavesi, atualmente com 97 anos, luta pela saúde de nossos solos há 72 anos. Enquanto a maioria de nós nem existia, ela já se preocupava em que mundo deixaria de legado para a humanidade. E como reconhecimento por todo seu esforço, ela foi a primeira brasileira a receber o One World Award, o principal título de agricultura orgânica mundial em 2012.

O prêmio, conferido pela International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), honra ativistas que impactaram positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos, com seus trabalhos.

Mais que merecido, afinal, ela é uma das pioneiras do movimento orgânico no Brasil e, segundo os organizadores do prêmio, a austríaca naturalizada brasileira impulsionou os movimentos agroecológicos não só no Brasil, como na América Latina, contribuindo para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.

“O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Ana dedicou sua vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e das suas necessidades.

Quer se familiarizar um pouco mais com o trabalho desta agrônoma? Pode ler o livro Manejo Ecológico do Solo escrito por ela e considerado uma das bíblias da produção orgânica e leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do país.

Ou, assistir o documentário O Veneno Está Na Mesa, com falas de Eduardo Galeano, que você confere na íntegra abaixo:

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB  
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Apoio para enfrentar o fogo – Estados começam a utilizar novas ferramentas para analisar dados de queimadas e incêndios florestais

Fonte: Revista FAPESP

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) incrementou seu sistema de divulgação e análise de informações sobre queimadas após um processo de modernização concluído em dezembro de 2017. O banco de dados disponível no site da instituição ganhou funcionalidades como a geração instantânea de gráficos que mostram focos de incêndio em todo o país nos últimos 20 anos. Também foi feita a integração com a ferramenta Google Maps, o que permite identificar com precisão se o fogo atingiu uma área florestal ou agrícola. “A evolução dos sistemas geográficos de informação e da internet obriga o instituto a atualizar a cada cinco anos seus mecanismos de divulgação e processamento de imagens de satélites”, explica o engenheiro Alberto Setzer, coordenador do Programa de Queimadas do Inpe.

Outra novidade é o lançamento da plataforma TerraMA2Q, que adapta os dados de monitoramento de queimadas às necessidades de cada usuário. “O software dá mais autonomia para gestores municipais e estaduais acompanharem a ocorrência de fogo irregular”, explica Setzer. O TerraMA2Q possibilita a verificação em tempo real da situação de uma região, integrando dados fornecidos por satélites com informações meteorológicas ou a localização de carros de bombeiros. O financiamento desses projetos foi feito pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido, que por meio do Banco Mundial concedeu US$ 1,53 milhão ao Inpe.

A plataforma TerraMA2Q foi adotada pelas secretarias estaduais de Meio Ambiente do Acre, do Tocantins e do Piauí. Por meio da ferramenta, é possível sobrepor dados gerados pelo Inpe aos de órgãos públicos dos estados, diz Maria Amélia Maciel, gerente de Informações e Inteligência Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins. “Algumas instituições de pesquisa sediadas em Tocantins fazem coletas locais e isso ficava de fora da fiscalização feita pela secretaria”, conta Maria Amélia. Essas informações regionais, ela explica, muitas vezes são mais refinadas e dizem respeito a variações de temperatura e umidade. “Agora, é possível inserir esses dados gerados localmente na nova plataforma e, com isso, obter um quadro mais detalhado dos efeitos das queimadas.” A gerente diz que o novo software possibilita identificar a chamada “cicatriz do fogo” com mais exatidão, isto é, medir o seu impacto na biodiversidade e na vegetação.

O Inpe oferece treinamentos a funcionários dos órgãos estaduais que usam suas ferramentas de acompanhamento. Vera Reis, diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente do Acre, conta que a plataforma TerraMA2Q dispõe de mais recursos que podem ajudar na elaboração de estratégias para combater e prevenir incêndios irregulares. “Antes de aderir a esse sistema, a secretaria obtinha dados apenas sobre focos de calor, disponíveis no site do Inpe. Fazíamos manualmente uma distribuição espacial das queimadas no mapa”, diz. “Conseguimos estimar o risco de fogo na região ao cruzar dados meteorológicos como indicadores de seca e de acúmulo de chuvas. E agora também é possível avaliar o perigo de inundações.”

O banco sobre queimadas do Inpe oferece dados regionais desde 1998, mas isso era feito até agora de maneira limitada. Entre os principais órgãos interessados nessas informações estão os responsáveis por fiscalizar e combater incêndios florestais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e os governos estaduais. O governo do estado de São Paulo desenvolve desde 2011 a Operação Corta Fogo, que utiliza dados do Inpe para nortear o trabalho da Polícia Militar Ambiental na fiscalização do uso irregular do fogo em áreas agrícolas e florestais. No ano passado, o valor das multas aplicadas no estado ultrapassou R$ 25 milhões.

O Inpe recebe cerca de 250 imagens por dia, enviadas de 10 satélites estrangeiros. Parte deles é de satélites geoestacionários, como o Goes-16, que orbita a Terra a 36 mil quilômetros (km) da superfície – os demais são os de órbita polar e estão a 850 km de altitude. Por estarem mais distantes, os geoestacionários costumam produzir imagens com resolução mais baixa, de 2 km. A vantagem é que esses satélites enviam imagens a cada 15 minutos e conseguem detectar queimadas de grandes proporções, como incêndios florestais que podem se propagar por dezenas de quilômetros.

O Inpe tem conseguido mostrar que esse tipo de degradação avançou no país nos últimos anos. Em 2017, a instituição registrou um número recorde de mais de 200 mil focos em todo o país, sendo que a maior parte deles estava concentrada na Amazônia. Esse número é próximo aos de outros anos recentes com muitas detecções, como 2015 e 2012. O número elevado se explica não só pelo clima, que cria condições para a propagação do fogo em períodos mais secos, mas principalmente pela ação humana. Um exemplo é a prática de corte e queima de restos de culturas com a finalidade de preparar o terreno para um novo plantio. O método, usado tradicionalmente por agricultores de subsistência, é uma das principais causas de incêndios florestais – quando não controladas, as chamas podem invadir a vegetação natural. Outro exemplo é o preparo para desmatamento com a maior remoção possível da vegetação natural, e a conclusão com a queima das árvores derrubadas.

Luiz Aragão, pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, explica que, se o fogo progride pelo chão de uma floresta e a copa das árvores é muito densa, o sensor termal de alguns satélites pode não detectar o calor. Um estudo publicado em fevereiro por Aragão e pesquisadores dos Estados Unidos na revista Nature Communications mostrou que, entre 2003 e 2015, o Brasil reduziu em mais de 70% as emissões de gases estufa que vêm de queimadas de áreas agrícolas. Contudo, no mesmo período, houve um aumento de 30% na liberação de poluentes relacionados ao alastramento dos incêndios para florestas próximas às áreas desmatadas. “Isso significa que as políticas que o Brasil está implementando para mitigar o desmatamento não são eficientes para combater os efeitos do fogo”, afirma Aragão.

Os pesquisadores analisaram dados fornecidos pelos satélites Terra e Aqua, que fazem parte do Sistema de Observação da Terra (EOS), coordenado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Ambos são equipados com o sensor Modis, capaz de produzir imagens com resolução de 250 metros e cobrir dezenas de bandas espectrais. A principal vantagem do Modis é que ele consegue identificar tanto focos de calor, por meio da detecção de energia termal, quanto alterações na superfície da vegetação, ao utilizar um sensor óptico. Para detectar as queimadas, geralmente o monitoramento utiliza as imagens produzidas pela banda termal do sensor, que capta comprimentos de onda capazes de mostrar a temperatura de uma certa localidade. Emissões termais de atividades industriais, como os fornos utilizados na produção de aço em siderúrgicas, também se destacam no Modis. “Por isso, é preciso fazer sempre uma filtragem das imagens dos satélites”, completa Setzer.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB  
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Planeta plástico – Criado há cerca de um século, o material polimérico que trouxe inúmeras facilidades à vida moderna tornou-se fonte de um enorme problema ambiental

Fonte: Revista FAPESP

Depósito de plásticos pós-uso da cooperativa de reciclagem Reciclázaro, em São Paulo

Quase todo mundo viu ou ouviu falar do vídeo da tartaruga encontrada com um canudo plástico enfiado no nariz. O episódio aconteceu há quatro anos, quando a bióloga marinha norte-americana Christine Figgener conduzia com colegas um estudo sobre tartarugas na Costa Rica. Em alto-mar, eles avistaram um exemplar da espécie verde-oliva com o que parecia ser um verme tubular gigante em uma de suas narinas. Os pesquisadores logo concluíram que era um pedaço de canudo, de cerca de 10 centímetros, e decidiram remover o objeto. O procedimento, filmado pelo grupo, mostrou o animal agonizando de dor. Postada na internet, a gravação rapidamente se disseminou pelas redes sociais e contribuiu para que os canudos passassem a ser encarados como um dos grandes vilões do meio ambiente. Desde a divulgação do vídeo, visualizado até hoje 36 milhões de vezes no YouTube, o produto vem sendo banido de várias cidades ao redor do mundo.

Esse acontecimento tornou-se emblemático de um problema de grandes proporções que aflige o planeta: o consumo desenfreado de plásticos e a poluição gerada por seu descarte inadequado. Estima-se que 8,9 bilhões de toneladas de plásticos primários (ou virgens) e secundários (produzidos de material reciclável) já foram fabricados desde meados do século passado, quando os plásticos começaram a ser produzidos em escala industrial. Cerca de dois terços desse total, ou 6,3 bilhões de toneladas, viraram lixo, enquanto 2,6 bilhões de toneladas ainda estão em uso.Leia também:
• A ameaça dos microplásticos
• Reutilizar, substituir, degradar

Esses dados integram o artigo Production, use, and fate of all plastics ever made (Produção, uso e destino de todo o plástico já feito), publicado na revista Science Advances, em julho de 2017. Considerado um dos estudos mais completos sobre o tema, ele foi liderado pelo físico Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara.

Especialistas preocupam-se particularmente com o impacto da poluição por plásticos nos mares. Calcula-se que, a cada ano, mais de 8 milhões de toneladas de lixo produzidos desse material cheguem aos oceanos, provocando prejuízos à vida marinha, à pesca e ao turismo. Grandes aglomerações de plástico flutuante estão presentes em todos os oceanos – são os chamados giros. O maior deles, a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, forma-se na altura do Havaí e da Califórnia e se estende até o Japão.

“Um dos maiores problemas é a complexidade dos plásticos existentes nos oceanos. Estamos falando de redes de pesca, dos materiais usados na fabricação de roupas, nos produtos descartáveis, nos duráveis e pellets [pequenas esferas plásticas usadas como matéria-prima pela indústria]. Cada um deles usa polímeros específicos que afetam de forma diferente o ambiente e exigem soluções próprias”, declarou à Pesquisa FAPESP o cientista ambiental Marcus Eriksen, cofundador e diretor do 5 Gyres Institute, entidade com sede na Califórnia focada na redução da poluição plástica nos mares. “É até possível remover todo o plástico marinho, mas levaria tanto tempo e custaria tanto dinheiro que não valeria a pena”, diz Eriksen, considerado um dos maiores especialistas no tema. O custo do prejuízo para o ecossistema marinho, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é estimado em US$ 8 bilhões por ano. E a tendência é que esse valor aumente.

Uma das raízes do problema é a alta demanda da sociedade por plástico. Em 2016, a produção atingiu 396 milhões de toneladas; em 1950, foram colocados no mercado 2 milhões de toneladas. A fabricação de plástico virgem no século XXI equivale ao volume produzido nos 50 anos anteriores. E as projeções indicam que, se o ritmo de crescimento não for contido, o mundo terá que acomodar cerca de 550 milhões de toneladas do material em 2030.

Garrafas plásticas acumulam-se às margens do canal do Porto de Santos (SP)Léo Ramos Chaves

Não é difícil entender as causas do vertiginoso crescimento da produção desses polímeros originários principalmente de materiais fósseis, como petróleo, gás e carvão. “O plástico é um material leve, resistente e durável, que traz inovações para o desenvolvimento da sociedade”, afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), entidade que congrega 12,1 mil empresas e 323 mil empregados. “O uso de descartáveis na área da saúde, por exemplo, evita contaminação e transmissão de doenças. No setor automotivo, ele garante redução de peso dos carros e ganho de eficiência energética. Já as embalagens alimentícias servem para aumentar a vida útil de prateleira das comidas.”

“A sociedade estaria 200 anos atrasada se o plástico não tivesse sido inventado”, complementa o engenheiro de materiais especialista em polímeros Luis Fernando Cassinelli, presidente da consultoria paulista Avantec BR Participações, focada em gestão de inovação. “O planeta não seria capaz de suportar a população atual e futura sem o plástico originado do petróleo. Os materiais sucedâneos, como vidro, metal ou papel, trariam problemas de outra natureza, entre eles aumento do consumo de energia ou de água.”

O físico Munir Salomão Skaf, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IQ-Unicamp), concorda que a versatilidade, o baixo custo e a estabilidade dos plásticos diante dos processos naturais de degradação o tornaram onipresente no mundo, mas ressalva: “Essas mesmas propriedades fazem dele um sério agente poluidor por não se degradar facilmente no ambiente”. Diretor do Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP, Skaf trabalha para tornar mais fácil essa degradação. Ele participa, com o pós-doutorando Rodrigo Leandro Silveira, de um grupo internacional responsável pela criação de uma enzima que degrada mais facilmente plásticos, a PETase.

Maior preocupação dos especialistas, os plásticos de uso único representam cerca de 40% da produção mundial

A poluição por materiais plásticos, sustenta Skaf, é um grave problema ambiental e requer, para seu enfrentamento, três abordagens complementares: a drástica redução do uso, a substituição por novos materiais (com características similares ao plástico sintético) facilmente degradáveis e a destinação adequada dos resíduos, via coleta e reciclagem.

Produtos plásticos de uso único, aqueles com vida útil efêmera, são a maior preocupação dos ambientalistas, por serem descartados imediatamente após sua utilização. Entre 35% e 40% da produção atual é composta por esse tipo de material, nos quais se incluem copos, sacolas, canudos, embalagens e talheres descartáveis. Os demais são produtos de longa duração, uma gama diversificada de itens que vai de celulares a peças automotivas, de tubulações para água e esgoto a equipamentos médicos e de informática.

“Descartamos uma quantidade de plásticos de uso único a uma velocidade que a natureza não consegue absorver”, constata a especialista em gestão ambiental Sylmara Lopes Gonçalves Dias, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). “Se tivermos materiais ou mesmo plásticos que tenham maior durabilidade e não sejam jogados fora tão rapidamente, vamos reduzir bastante a escala dos produtos descartados.”

Um problema é que na natureza os plásticos sintéticos levam um tempo excessivo para se degradar. Garrafas de água e refrigerantes feitas de PET (polietileno tereftalato) precisam de até 400 anos para se decompor, enquanto um copo de plástico permanece pelo menos 200 anos no ambiente. Por isso, dizem os estudiosos do tema, não é possível dissociar os impactos gerados pelo plástico no ambiente da gestão de resíduos nas cidades.

“Aproximadamente 80% do plástico achado nos mares vem de fontes terrestres. O restante tem origem em atividades humanas realizadas no próprio oceano. São contêineres que caem de embarcações, redes de pesca perdidas ou abandonadas e lixo de navios”, conta o especialista em ecologia e conservação marinha Alexander Turra, do Instituto Oceanográfico (IO) da USP. “No Brasil, parte importante do lixo que chega ao mar é gerado em áreas ocupadas irregularmente, como terrenos em morros e manguezais, onde não há oferta de serviço de coleta de lixo. É, portanto, um problema ligado à ocupação territorial irregular e que tem raiz essencialmente socioeconômica.”

Um estudo divulgado este ano pela organização não governamental WWF (Fundo Mundial para a Natureza) mostrou que, em razão da má gestão dos resíduos, um terço do lixo plástico produzido anualmente no mundo polui a natureza. “Nossos solos, águas doces e oceanos estão contaminados com macro, micro e nanoplásticos. A cada ano, seres humanos ingerem cada vez mais nanoplástico a partir de seus alimentos e da água potável, e seus efeitos totais ainda são desconhecidos”, aponta o relatório “Solucionar a poluição plástica: Transparência e responsabilidade”.

Situação do Brasil
País com sérias deficiências na infraestrutura de saneamento básico, o Brasil sofre com esse tipo de poluição e, ao mesmo tempo, contribui para seu agravamento. De acordo com o WWF, o país foi o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo em 2016, com 11,3 milhões de toneladas, superados apenas por Estados Unidos, China e Índia. A maior parte dos resíduos gerados no país, 10,3 milhões de toneladas ou 91% do total, foi coletada pelo serviço de limpeza urbana, mas somente 145 mil toneladas, equivalente a 1,28%, foram encaminhadas para reciclagem. Esse é um dos menores índices do mundo e bem abaixo da média global, de 9%, segundo a ONG ambientalista, que utilizou em seu relatório dados primários do estudo What a waste 2.0, do Banco Mundial, lançado em 2018.

A indústria do plástico faz ressalvas a esses números. “A base de dados utilizada pelo WWF está errada, tanto no que diz respeito à quantidade de plástico reciclada quanto ao volume de lixo produzido no país”, diz o engenheiro químico Miguel Bahiense Neto, presidente da Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos, entidade mantida pelas empresas do setor. De acordo com ele, o consumo de produtos plásticos no país foi de 6,1 milhões de toneladas em 2016. Desse total, 33% são produtos de vida curta, de até um ano, que são rapidamente descartados, categoria na qual estão classificadas embalagens, garrafas, copos e sacolas. “O volume de plástico descartado no país corresponde a 20% do total divulgado no relatório do WWF”, afirma Bahiense.Um polímero versátil

Alguns benefícios que o plástico oferece à sociedade difíceis de serem substituídos

Conservação de alimentos
O desperdício de alimentos responde por um terço das emissões de gases de efeito estufa no mundo. Embalagens plásticas combatem o desperdício, ajudando a evitar a deterioração dos alimentos e garantindo sua qualidade e segurança

Fabricação de roupas
Cerca de 60% das roupas produzidas no mundo são de tecidos sintéticos, feitos de plásticos. Vestir a humanidade apenas com fibras naturais seria um grande desafio

Carros mais leves
Cada 150 quilos a menos no peso de um automóvel faz com que ele rode 1 quilômetro (km) a mais por litro de combustível. Os carros de hoje têm, em média, 200 quilos de plástico em sua estrutura, que substituem 1 tonelada de metal. Os 800 kg a menos resultam em um ganho de 5 km a mais por litro consumido

Saúde humana
O aumento da longevidade é atribuída, entre outros fatores, ao desenvolvimento de vacinas e ao controle de infecções hospitalares. Plásticos descartáveis tiveram papel fundamental nesse segundo tópico

Menos efeito estufa
A decomposição de embalagens biodegradáveis, como as fabricadas de amido, gera dióxido de carbono (CO2), gás responsável pelo efeito estufa. Plásticos armazenados em aterros sanitários aprisionam CO2, evitando que sejam liberados na atmosfera e intensifiquem o problema

Gabriela Yamaguchi, diretora de comunicação e engajamento do WWF-Brasil, explica que o resultado da indústria é distinto do apresentado pela ONG porque parte de base de dados diferentes – o do WWF foca na estimativa do vazamento de lixo plástico na natureza a partir de dados coletados em 2016 pelo Banco Mundial. Ela ressalta, no entanto, que os resíduos plásticos produzidos em determinado ano não se limitam exclusivamente aos materiais de uso único descartáveis fabricados naquele período – como sugere Bahiense. “Plásticos de longa duração colocados no mercado no passado serão descartados em algum momento, elevando o volume de lixo gerado naquele ano”, diz Yamaguchi.

A Plastivida e a Abiplast também contestam os dados relativos à reciclagem. De acordo com elas, 550 mil toneladas de plásticos foram recicladas em 2016. “Se tomarmos o volume reciclado por ano e compararmos com o que efetivamente é consumido de embalagens e equiparáveis no Brasil, temos um índice de reciclagem de 25,8%”, informaram as duas entidades em nota. Comparando-se, entretanto, o volume reciclado com o consumo total de plástico no ano, o índice cai e fica próximo a 9%.

Apesar da assimetria entre os levantamentos, todos concordam que ainda é baixo o volume de plástico reciclado no país. E essa é uma das formas para enfrentar o problema. “O Brasil tem que investir na implementação de políticas que promovam as técnicas de reciclagem e a economia circular, envolvendo todos os atores da cadeia, como grandes produtores de resinas e insumos, indústrias de transformação [que fabricam os produtos plásticos], revendedores e consumidores”, opina o engenheiro químico José Carlos Pinto, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). Economia circular é um conceito fundamentado na reutilização, recuperação e reciclagem de materiais pós-uso.

Para o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, esse é o caminho a ser seguido. “A coleta seletiva e a reciclagem são essenciais para a resolução do problema da poluição ambiental, mas essas frentes ainda enfrentam empecilhos, como a bitributação do setor, a baixa oferta de matéria-prima e o alto custo logístico para o transporte do material. Para reverter esse quadro, a indústria da reciclagem precisa ser incentivada e valorizada”, destaca o executivo. Em outras palavras, o processo ainda permanece não lucrativo em larga escala e atrai poucos interessados.

Pesquisadores e ambientalistas concordam com a importância do fortalecimento da economia circular, mas afirmam que a reciclagem não é uma solução mágica para os desafios do lixo plástico. “Não é possível enfrentar o problema olhando apenas para o pós-consumo. Há plásticos que não são naturalmente recicláveis. Polímeros aditivados e embalagens compostas, feitas de plástico e metal, muito usadas em alimentos, não são reciclados mecanicamente, assim como itens contaminados e de baixo valor”, explica Yamaguchi, do WWF. Além da reciclagem mecânica, a mais usada no Brasil e no mundo, existem outros dois tipos, a química e a energética, adotadas principalmente em países desenvolvidos.

Por isso, defende Sylmara Dias, da EACH-USP, é importante trabalhar também no início da cadeia produtiva, focando em produtos com design amigáveis ao ambiente. “Precisamos de uma política pública que condicione os fabricantes a aprovar o design e os materiais usados em novas embalagens, antes de seu lançamento, garantindo que não tenham potencial poluidor”, afirma Dias. “Ao mesmo tempo, é preciso investir em novas soluções, como materiais biodegradáveis de origem biológica, que a natureza consiga naturalmente regenerar.”As múltiplas faces do material

Existe quase uma centena de diferentes tipos de plástico, material que se tornou uma febre mundial a partir da metade do século passado

É difícil pensar na vida cotidiana sem a presença dos plásticos, embora eles sejam uma invenção relativamente recente. O primeiro, a resina sintética baquelite, foi criado apenas na primeira década do século XX, para substituir o marfim de elefantes e chifres e cascos de boi. Rígida, resistente ao calor e durável, ela é usada até hoje para fabricar tomadas, cabos de panela, ferramentas e telefones.

A indústria ganhou força nos anos 1930 com o surgimento do poliestireno, da poliamida (nylon é a principal marca) e de polímeros acrílicos, todos à base de petróleo. Mas foi a partir da década de 1950, com o fim da 2ª Guerra Mundial, que o material se popularizou. Tecidos de poliéster, lycra e nylon, mais baratos, fáceis de lavar e que dispensavam a necessidade de passar, começaram a competir com roupas de algodão e de outros tecidos naturais. O PVC, utilizado na fabricação de materiais de construção, barateou processos desse setor e a resina de melamina-formaldeído começou a ser largamente empregada na produção de utensílios domésticos.

Os plásticos passaram a ser valorizados e associados a um novo estilo de vida, de uma sociedade direcionada ao consumo. Nas últimas décadas do século passado, a procura pelo material acelerou ainda mais graças à explosão de plásticos de uso único, embalagens descartáveis e sacolas plásticas. Esses produtos inundaram o mercado, substituindo principalmente bens manufaturados de uso pessoal e doméstico, feitos de outros materiais, como vidro, madeira, papel e metal.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com as garrafas de PET, que, pouco a pouco, desbancaram as retornáveis de vidro. Brinquedos que antes eram fabricados de madeira passaram a ser confeccionados de resinas plásticas. E canudos, copos, pratos e talheres descartáveis conquistaram o consumidor pela comodidade de não precisarem ser lavados – baratos, podiam ser jogados no lixo após o uso.

Hoje, o vasto universo dos plásticos – um material feito pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros, que, por sua vez, são formados a partir de moléculas menores, os monômeros – inclui quase uma centena de variedades e suas derivações. Eles se dividem em dois grupos. Os termoplásticos (80% dos plásticos consumidos) são maleáveis a altas temperaturas e recicláveis. Já os termorrígidos se decompõem ao aquecer e não são recicláveis mecanicamente.

A fabricação de embalagens, itens descartáveis que logo viram lixo, domina o setor. Em 2015, responderam por cerca de 36% do plástico produzido no mundo. O setor da construção consumiu 16% das resinas e a indústria têxtil 14%.





Assista o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=TUmDmt1cxhA&feature=youtu.be

Projetos
1.
 Centro de Engenharia e Ciências Computacionais (nº 13/08293-7); Modalidade Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid); Pesquisador responsável Munir Salomão Skaf (Unicamp); Investimento R$ 23.737.036,75.

Há mais de 700 auxílios à pesquisa e bolsas concedidas pela FAPESP sobre o tema. Ver bv.fapesp.br/47942.

Artigo científico
GEYER, R. et al. Production, use, and fate of all plastics ever madeScience Advances. 19 jul. 2017.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de resuperação ambiental),
– TAC (Termo de ajustamento de conduta)
– TCA (Termo de compromiso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Regularização CETESB, 
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), 
– Plano de Controle Ambiental (PCA) 
– Atendimento à Comunique-se’s CETESB, municipais e IBAMA;

– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna – PCA 3-3 DE 2018

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário

Livro: Araucária: particularidades, propagação e manejo de plantios

Fonte: Site Floresta Brasil

Publicação da Embrapa em parceria com a UFPR que traz tópicos referentes às particularidades e biologia reprodutiva de Araucaria angustifolia, produção de mudas de araucária por semente, produção de mudas de araucária por estaquia e miniestaquia, produção de mudas de araucária por enxertia e, critérios para o manejo de plantios de araucária para a produção madeireira.
O livro foi lançado oficialmente no dia 26/06/2017, o download pode ser realizado gratuitamente no site da Embrapa Florestas, ou basta clicar no botão de download no abaixo:

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/160811/1/Araucaria.pdf

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA, 
– Regularização ambiental, 
– Projetos de recuperação de área degradada, 
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de resuperação ambiental),
– TAC (Termo de ajustamento de conduta)
– TCA (Termo de compromiso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental), 
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica, 
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA, 
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio, 
– Regularização CETESB, 
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB 
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas, 
– Processos para obtenção de IPTU Verde, 
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), 
– Plano de Controle Ambiental (PCA) 
– Atendimento à Comunique-se’s CETESB, municipais e IBAMA.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
http://www.ecobioconsultoria.com.br

Publicado em Uncategorized | Deixar um comentário