Algas de lagoa podem ser o ‘superalimento’ do futuro?

Fonte: site AmbienteBrasil

Pesquisas de mercado indicam que há muitas pessoas dispostas a pagar caro para consumir os chamados “superalimentos”… mas você comeria algas de lagoa?

Não se assuste, porque você não precisará retirá-las da água. É mais provável que elas sejam servidas a você como um cupcake verde brilhante ou até como um smoothie — embora em um tom incomum de azul do oceano profundo.

Antes de torcer o nariz, lembre-se do seguinte: estima-se que o número de pessoas na Terra chegará a 8 bilhões em 2023, segundo dados da ONU — mas estudos recentes indicam que nosso sistema alimentar atual consegue sustentar apenas uma população de 3,4 bilhões antes de começar a saturar os limites do planeta.

E é aí que entra a humilde alga de lagoa. O mundo das microalgas e cianobactérias poderia ajudar a alimentar a crescente população mundial — ou isso é outra moda passageira?

Antes de tentar responder, aqui vão algumas informações.

Conheça chlorella e spirulina

As microalgas são microrganismos unicelulares formados em água salgada ou água doce e obtêm sua energia por meio da fotossíntese — o processo pelo qual plantas e outros organismos convertem luz em energia para se alimentar.

Foto tirada de escumalha com uma lente macro
Pode não parecer apetitoso, mas a chamada “escumalha de lagoa” poderia até alimentar astronautas durante missões a Marte

As cianobactérias também são aquáticas e fotossintéticas.

Embora estruturalmente iguais, as microalgas são mais complexas que as cianobactérias e realizam a fotossíntese de maneira diferente.

Há uma enorme variedade de microalgas na Terra, mas a chlorella e a biomassa de cianobactérias conhecida como spirulina são as duas mais comumente produzidas e usadas como suplementos alimentares.

Sensação no Instagram

Alguns anos atrás, a #spirulina se tornou uma sensação nas redes sociais.

Milhões de pessoas compartilhavam fotos de “smoothies de sereias” e “tigelas oceânicas” em cores deslumbrantes e brilhantes pelo pigmento natural da spirulina.

Spirulina em comprimidos e pó dentro de tigelas
A hashtag #spirulina se tornou um fenômeno nas redes sociais

De repente, a spirulina se tornou o “novo superalimento” da moda.

Comprimidos e farinhas de spirulina e chlorella passaram a ser comercializados e anunciados como ricos em vitaminas e minerais, ferro e proteínas.

Na Yeotown Kitchen, perto de Paddington, em Londres, a spirulina e a clorela são ingredientes essenciais na culinária.

Lá você pode experimentar um biscoito de spirulina paleo verde, um sorvete de spirulina sem lactose, pílulas de energia de spirulina verde e cheesecake de spirulina azul.

E isso é apenas o começo.

A professora Alison Smith, diretora de ciências de plantas da Universidade de Cambridge e uma das principais estudiosas de algas do mundo, explica como comer algas é uma tradição que existia muito antes do Instagram.

“As pessoas comem algas verde-azuladas há muito tempo. Há relatos de centenas de anos atrás de pessoas na América do Sul tirando spirulina de lagoas para complementar sua dieta.”

Então, quais são os benefícios?

O alto teor de proteínas faz das microalgas uma alternativa à carne.

Por enquanto, elas tendem a ser adicionadas aos alimentos em pequenas medidas, mais como um complemento.

Mas Andrew Spicer, CEO da Algenuity, quer usar a chlorella para substituir o ovo em receitas como as de bolos e massas.

Empadas de spirulina vendidas num mercado local
Antes de viralizar nas redes, os povos indígenas de todo o mundo já estavam complementando suas dietas com spirulina comprada em mercados locais

A spirulina pode até ser usada para fazer maionese, porque funciona como uma gema de ovo.

Quando você a bate, ela se abre e tem a capacidade de misturar dois líquidos que normalmente não combinariam.

Quais são as desvantagens?

O cheiro e o sabor da spirulina podem ser “desafiadores”.

“A maneira mais fácil de descrevê-lo é quando você está no porto e sente um cheiro misto de peixe e ferro ou metal”, diz o chef Simon Perez.

E a cor também apresenta um problema: se você entregar às pessoas um pedaço de pão verde, a maioria não vai querer comê-lo.

Spirulina em pó numa vasilha
Um problema da spirulina: a aparência é melhor que o cheiro

Além disso, há dúvida sobre os verdadeiros benefícios do consumo de microalgas à saúde.

Tanto a spirulina quanto a chlorella são ricas em proteínas, mas as alegações de que são a resposta nutricional para todos os nossos problemas não são amplamente confirmadas cientificamente.

“A spirulina é composta essencialmente entre 55 e 70% de proteína e possui um melhor perfil de aminoácidos do que outros alimentos de origem vegetal”, diz a nutricionista Rhiannon Lambert, “mas isso não significa que seja melhor que a proteína de origem animal.”

As microalgas contêm Omega 3 — um ácido graxo —, mas é uma fonte vegetal conhecida como DHA (ácido docosahexaenóico).

Embora seja muito benéfico, é menos biodisponível e acessível para nós do que o Omega 3 que encontramos nos peixes.

O mesmo vale para a vitamina B12 das microalgas, um micronutriente de que todos precisamos para o metabolismo energético e o sistema nervoso.

“O problema de a spirulina ser aclamada como uma grande fonte de B12 é que na verdade não funciona”, diz Rhiannon.

“Sim, contém um pouco de vitamina B12, mas não é biodisponível no corpo”, ou seja, não conseguimos digerir e usá-la como a B12 que podemos obter de outras fontes.

As microalgas são o alimento do futuro?

Apesar das desvantagens, incluindo as duvidosas credenciais de “superalimentos”, as microalgas oferecem alguns pontos positivos.

À medida que a população aumenta e a terra disponível para a agricultura se torna escassa, precisamos encontrar novas maneiras de aumentar a produtividade.

Algas crescendo em rochas em Taiwan
Essas algas poderão se tornar a comida do futuro?

Ao contrário de outras fontes de proteína, as microalgas não requerem terras agrícolas de alta qualidade.

“Microalgas e spirulina podem ser cultivadas em todos os tipos de local. Na água, nos oceanos, em lagoas, em lagos e assim por diante. Até mesmo no seu quintal e na neve”, diz Alison Smith.

Isso significa que podemos cultivar esses organismos em cidades e vilarejos.

As microalgas podem até ser cultivadas no espaço — e podem ser usadas para alimentar astronautas em longas missões a Marte.

Tornando a ‘escumalha de lagoa’ mais palatável

Comer algas, portanto, é uma proposta interessante, mas não totalmente atraente para muitos de nós.

Mas pode haver uma solução para a cor e o cheiro desanimadores.

Na Algenuity, eles estão tentando superar essas barreiras desenvolvendo uma variedade de algas onde a clorofila é removida — criando assim um ingrediente que possui sabores neutros e cores sutis.

Algas verdes crescendo numa lagoa
Cientistas estão tentando desenvolver variedades de algas sem clorofila, com sabores neutros e cores sutis

“O que estamos tentando fazer é trazer uma fonte vegana de proteína que seja relevante e possa ser usada em vários tipos de alimentos”, diz o CEO Andrew.

“É hora de olhar para novas oportunidades de alimentos e novas maneiras de usá-los, em vez de apenas procurar substituir por algo igual.”

As microalgas são a comida do futuro? Isso pode depender de nós.

Este texto foi adaptado do The Food Program da BBC Radio 4 e foi originalmente apresentado por Sheila Dillon.

Fonte: BBC

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
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Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
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PEDRAS PARIDEIRAS EM AROUCA: AS “PEDRAS QUE TÊM FILHOS” SÃO UM FENÓMENO ÚNICO NO MUNDO

Fonte: site viagens.sapo.pt

Do ponto de vista geológico, a pedra chama-se “granito nodular da Castanheira”, mas os habitantes da aldeia da Castanheira chamaram-lhe Pedra Parideira, por ser uma “pedra que pare pedra”.

Pedras Parideiras em Arouca: As

Este fenómeno único no mundo acontece na aldeia da Castanheira, em pleno planalto da Serra da Freita, no concelho de Arouca e é um dos geossítios mais emblemáticos do Arouca Geopark. Do ponto de vista geológico, a rocha designa-se “granito nodular da Castanheira” e estende-se por uma área de cerca de 1 km2.

Por ação da erosão, alguns nódulos libertam-se da “pedra-mãe” e acumulam-se no solo, deixando no granito uma cavidade. É por isso que os habitantes da aldeia da Castanheira chamaram a esta rocha “Pedra Parideira”, por ser “a pedra que pare pedra”.

Em 1751, é descrito pela primeira vez este fenómeno no “Dicionário Geográfico”, pelo Padre Luiz Cardoso, que o descreve tendo por base os relatos dos  habitantes:

PENHASCOS A QUE OS NATURAIS CHAMAM AS PEDRAS QUE PAREM, DEDUZINDO-LHE O NOME DE QUE ESTAS PEDRAS LANÇAM OUTRAS PEDRINHAS PEQUENAS EM CERTOS MESES DO ANO, FICANDO-LHES AS COVAS DEPOIS DE AS LANÇAREM

Pedras Parideiras Arouca Geopark

“Na verdade, as rochas não são seres vivos como as plantas ou animais. Assim, será necessário contactar com as explicações sobre a dinâmica terrestre e o ciclo das rochas, para compreender como se “desprendem” os nódulos, deixando uma marca escura, qual a sua relação com a rocha granítica ou, até, refletir sobre a composição dos nódulos”, explicou ao SAPO Viagens a geóloga Alexandra Paz, responsável pela Casa das Pedras Parideiras, no Arouca Geopark.

UM FENÓMENO  ÚNICO DO MUNDO QUE NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE EXPLICADO

“Até ao momento, não há evidências científicas da existência, noutra parte do mundo, de outra rocha magmática intrusiva com as mesmas características do Granito Nodular da Castanheira, rocha que o povo apelidou de Pedras Parideiras. Do ponto de vista geológico é uma rocha com características muito especiais e extremamente complexas, não havendo um consenso na comunidade científica sobre a formação das particularidades que esta rocha  granítica nos apresenta”, explica Alexandra Paz.

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Lições de anatomia – Dicionário de 1613 escrito por jesuíta brasileiro registrou o conhecimento dos Tupi sobre o corpo humano

Índio tupi, Albert Eckhout, 1643 / Museu Nacional da Dinamarca

Na língua dos povos Tupi, que ocupavam a região próxima ao litoral quando os portugueses chegaram ao Brasil, moape é a unha dos dedos da mão, enquanto a dos do pé é miçãpê. Com vocábulos como esses e os agregados à ilustração ao lado, o primeiro dicionário brasileiro de anatomia humana, publicado no Brasil em 1613 com o título Nomes das partes do corpo humano, pella lingua do Brasil, registrou a visão dos Tupi sobre o corpo humano.

A obra de 25 páginas foi escrita pelo padre jesuíta Pero de Castilho, que nasceu na região onde é hoje o estado do Espírito Santo em 1572 (a data de sua morte é incerta). Os leitores visados eram os demais missionários que viviam no Brasil. Reforçando o propósito do primeiro dicionário da língua tupi, escrito pelo jesuíta espanhol José de Anchieta (1534-1597) e publicado em 1595 com o título de Arte de gramática da língua mais falada na costa do Brasil, Castilho argumentava que os termos de seu trabalho poderiam ser “muito necessários aos confessores que se ocupam no ministério de ouvir confissões” dos índios.

“Por que um padre no confessionário precisaria de um dicionário?”, indaga a linguista Lídia Almeida Barros. Professora aposentada da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto, ela examinou o trabalho de Castilho e, como parte de sua pesquisa nessa área, organizou o Dicionário de dermatologia (Editora Unesp, 2009), com 3.697 termos. A seu ver, o apelo religioso poderia ser uma forma de eliminar eventuais restrições à publicação da obra, considerada a primeira nomenclatura anatômica do Brasil e um registro valioso do português escrito no século XVII.

Léo Ramos Chaves / Reprodução do livro Os Nomes das partes do corpo humano pella lingua do Brasil de Pero de CastilhoPágina da primeira parte do livro de Pero de CastilhoLéo Ramos Chaves / Reprodução do livro Os Nomes das partes do corpo humano pella lingua do Brasil de Pero de Castilho

“Durante a Idade Média, a Igreja proibia o estudo do corpo humano por quem não era autorizado por ela”, reitera o médico anatomista Jackson Bittencourt, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Segundo ele, foi por essa razão que o artista italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) fazia dissecações às escondidas e à revelia do poder papal.

O dicionário tem duas partes – a primeira com 257 verbetes do tupi com os termos ou explicações correspondentes em português, a segunda com 181 verbetes do português vertidos para a língua dessa etnia indígena. “Talvez o autor da obra não soubesse o termo exato em português para denominar as partes do corpo que os índios indicavam”, comenta Barros. Além disso, ela acrescenta, “o modo português de olhar o corpo humano era diferente do do indígena”.

Naquela época, não havia equivalentes em português de muitos termos em tupi, que eram explicados, em vez de apresentados com um sinônimo, na primeira parte do dicionário. É o caso de bopitéraiçâba, descrito como “os riscos da palma da mão”, hoje chamados de pregas palmares; de iurumopi, o equivalente a “cantos da boca de fora”, hoje conhecidos como comissuras labiais, os pontos de união dos lábios no canto da boca; e de moataçâba, que em tupi designava o espaço entre as duas escápulas, atualmente definido como espaço interescapular.

Plínio Marques da Silva Ayrosa (1895-1961), primeiro professor de tupi da Universidade de São Paulo (USP), ao examinar o dicionário em uma edição comentada publicada em 1937 pelo Departamento de Cultura do Estado de São Paulo, concluiu que a diferença entre o número de verbetes poderia ter outra razão: as duas partes teriam sido escritas por pessoas diferentes, a primeira pelo próprio Castilho e a segunda por algum escriba não identificado, que não conheceria todos os termos equivalentes em português.

Em sua análise, ele registrou “divergências ortográficas nas expressões portuguesas e tupis, erros grosseiros, incoerências e variantes incompatíveis com o preparo de um homem como Pero de Castilho e inadmissíveis na pena de quem conhecia a língua dos Brasis profundamente”. Segundo ele, o dicionário deve ter sido escrito na Bahia ou em alguma cidade da região Norte, chegou a São Paulo e foi recopiado, como era comum, por volta de 1622. Ayrosa recebeu o manuscrito em 1936 das mãos do bibliófilo Rubens Borba de Moraes (1899-1986), então chefe da Divisão de Bibliotecas da cidade de São Paulo, depois de a prefeitura ter comprado o original de outro bibliófilo, Félix Pacheco (1879-1935), que o adquiriu em Paris.

Vesalius
Quando o dicionário de Castilho começou a circular, a obra de referência sobre anatomia humana era De humani corporis fabrica (Da organização do corpo humano), escrita pelo médico belga Andreas Vesalius (1514-1564), da Universidade de Pádua, na Itália. Publicado em latim em 1543, o livro de 663 páginas contém descrições detalhadas de estruturas internas do corpo humano, ilustradas pelos artistas italianos Ticiano Vecelli (1490-1576) e Domenico Campagnola (1500-1564) e o próprio Vesalius. Os desenhos partiram da observação da dissecação de cadáveres, “em geral de criminosos, muitas vezes feita em praças públicas”, afirma o cirurgião cardíaco Pedro Carlos Piantino Lemos, professor da Faculdade de Medicina da USP.

“Com base no conhecimento anterior dos árabes e gregos, Vesalius organizou e aprofundou a terminologia anatômica, com termos adequados  para cada parte do corpo humano”, comenta Lemos. “A anatomia moderna começou com ele.” Pesquisador de textos históricos da medicina, Lemos, com a tradutora Maria Carnevale, coordenou a publicação de Andreas Vesalius de Bruxelas – De humani corporis fabrica. Epitome. Tabulae sex (Ateliê Editorial, Unicamp e Imprensa do Estado, 2003), com as 96 gravuras e respectivas explicações da edição original.

A obra fundadora da medicina tropical foi publicada em latim em 1648 na Holanda com o título de Historia naturalis Brasiliae (História natural do Brasil). Nesse livro, o médico holandês Guilherme Piso (1611-1678) – um dos autores, ao lado do naturalista alemão George Marcgraf (1610-1644) – descreve as principais doenças da época, como a cólera, a disenteria e as doenças venéreas, e as formas de tratá-las, por meio de remédios à base de plantas. Esse livro sobre o Brasil foi publicado em português apenas em 1942, quase 300 anos depois.

Depois de uma época de criatividade desenfreada – no final do século XIX havia cerca de 50 mil nomes para 5 mil estruturas anatômicas –, a Nomina anatômica de Basiléia, de 1895, elaborada em latim por anatomistas alemães, ganhou a adesão ampla dos especialistas e tornou-se uma referência internacional. A terminologia anatômica não parou de evoluir, em busca de termos simples, precisos, informativos e descritivos.

Embora cada país tenha a liberdade de adotar seus próprios termos, o latim persiste como a língua comum da terminologia anatômica, “para que possa ser compreendida em qualquer país”, diz Bittencourt. Segundo ele, uma tendência nessa área é a adoção de termos que expressem a forma e a função das estruturas anatômicas e não mais o nome de quem as descreveu pela primeira vez.

Na versão mais recente da terminologia anatômica internacional, a Nomina anatômica de São Paulo – assim chamada porque resultou de uma reunião de especialistas internacionais realizada na capital paulista em 1997 –, substituiu-se a expressão anatômica trompa de Falópio, assim chamada em homenagem a seu descobridor, o anatomista italiano Gabriele Falloppio (1523-1562), por tuba uterina. Pomo de adão, a saliência da cartilagem faríngea mais comum em homens, foi convertido para proeminência laríngea, já que algumas mulheres também podem tê-la.

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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Mobilização contra o coronavírus – Instituições de saúde se articulam para identificar e combater a doença no Brasil, onde já circulam variedades semelhantes ao microrganismo que provoca surto na China

Ilustração da ultraestrutura do 2019-nCoV, mostrando as espículas organizadas em forma de coroa

Apesar de 16 casos suspeitos em cinco estados brasileiros até domingo, 2 de fevereiro, as temperaturas altas do verão talvez dificultem a chegada e o avanço no Brasil da nova variedade de coronavírus que emergiu em dezembro – no auge do inverno do hemisfério Norte, onde o clima frio favorece sua sobrevivência e transmissão –, infectou quase 14 mil pessoas e causou cerca de 300 mortes na China até o início deste mês. Por outro lado, o intenso comércio com o país asiático, hoje o principal importador de produtos brasileiros, poderia facilitar a circulação de pessoas e da nova variedade de coronavírus, chamada provisoriamente de 2019-nCoV.

No dia 30, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto do coronavírus como uma emergência de saúde pública global, o que implica uma ação coordenada entre os países. O novo vírus já foi detectado em 23 países. No Brasil, os pacientes suspeitos estão em São Paulo (8 deles), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (2), Paraná (1) e Ceará (1). Outros 10 casos suspeitos foram descartados.

“O vírus da Sars [síndrome respiratória aguda grave] era mais letal que essa nova variedade”, comenta o virologista Edison Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Em 2002 e 2003, a Sars, causada por outra variedade de coronavírus, que começou também na China em 2002 e, até o ano seguinte, apresentou uma letalidade (mortes por casos confirmados) de 10% – infectou cerca de 8 mil pessoas e matou aproximadamente 800. A síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers) surgiu em 2014, causada também por um coronavírus, infectou 2494 pessoas e até este ano causou 858 mortes, com uma letalidade de 34%, enquanto a da variedade atual foi estimada em 2,1%.Perfil do novo coronavírus chinês
Veja o que se sabe até agora sobre o 2019-nCoV

Provável origem: morcegos
Transmissão entre pessoas: por gotículas de secreções respiratórias
Primeiros sintomas: febre, tosse e dificuldade para respirar
Tratamento específico: inexistente
Letalidade: 2,1%
Infectividade: uma pessoa poderia transmitir o vírus para outras duas, em média

“Pode ser que essa nova variedade não chegue ao Brasil, como o da Sars não chegou, porque seu avanço foi possivelmente bloqueado pelas temperaturas altas das regiões tropicais”, diz Durigon. A China tenta bloquear a circulação do vírus limitando a saída de pessoas das regiões com maior número de casos.

No Brasil, instituições públicas da área da saúde se mobilizam para identificar os possíveis casos suspeitos, coletar amostras de secreções respiratórias e de sangue para análise e tratar os pacientes. Na terça, 28, em uma entrevista coletiva no auditório do Ministério da Saúde, em Brasília, o ministro Luiz Henrique Mandetta informou que o critério de casos suspeitos de infecção havia mudado – não mais apenas da cidade de Wuhan, onde os primeiros casos apareceram, mas qualquer pessoa voltando da China – e que as análises genéticas do vírus, a serem feitas no Brasil, ajudariam a entender melhor a circulação da doença.

Segundo ele, o protocolo de atendimento médico seria o mesmo adotado em 2002 para prevenir a chegada Sars, que acabou não ocorrendo. Mandetta também reconheceu o “perigo iminente” de o 2019-nCoV chegar ao Brasil: “Precisamos estar extremamente atentos”. Ele reconheceu que ainda há muitas incertezas sobre tempo de transmissão, incubação, potencial de letalidade e comportamento do vírus em gestantes, crianças e idosos. Nesta semana, a OMS divulgou uma primeira estimativa da taxa de infectividade do novo coronavírus: de 1,4 a 2,5, que corresponde ao número médio de pessoas que podem ser infectadas a partir de um único indivíduo; a taxa do sarampo, por exemplo, varia de 12 a 16.

The New England Journal of Medicine ©2020, com autorização O 2019-nCoV, ampliado por microscopia eletrônicaThe New England Journal of Medicine ©2020, com autorização

Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde criou um plano de risco e resposta rápida contra o coronavírus, reunindo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), os institutos Adolfo Lutz e Butantan, o escritório estadual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e as secretarias municipais de Saúde do estado. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP serão centros médicos de referência para atendimento às pessoas infectadas.

Para evitar o contágio, os principais aeroportos do país espalharam recipientes com álcool em gel, principalmente na área de desembarque, para desinfecção das mãos. A cada duas horas é emitido um comunicado sonoro pedindo a quem tenha tosse, febre ou dificuldade para respirar – e tenha estado na China – que procure o serviço médico.

Semelhanças
O 2019-nCoV causa uma pneumonia severa, potencialmente fatal em pessoas idosas e com saúde debilitada. É um quadro clínico similar ao da Sars e ao da Mers.

Em um artigo publicado em 24 de janeiro na revista médica The Lancet, uma equipe do Hospital Jin Yin-tan, de Wuhan, descreveu a evolução da doença em 41 pessoas tratadas nos hospitais da cidade. A maioria (73%) era homens com idade média de 49 anos (66%) e menos da metade (32%) tinha alguma doença anterior, como hipertensão ou diabetes; 27 deles tinham se exposto a um mercado de frutos do mar de Wuhan apontado como provável origem do vírus. Quase todos (98%) tiveram febre e tosse (76%) e falta de ar (55%). Todos tiveram pneumonia, 13 passaram por unidades de terapia intensiva e seis (15%) morreram.

Uma equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China (CDC China) relatou na revista New England Journal of Medicine, também em 24 de janeiro, a evolução clínica de três pacientes – todos homens, com 32, 49 e 61 anos – hospitalizados por causa da infecção; o mais velho, frequentador assíduo do mercado de frutos do mar, morreu 27 dias depois de ter sido hospitalizado.

Ainda não há tratamento específico para esse tipo de vírus, transmitido de pessoa para pessoa por meio de perdigotos – gotículas de secreção expulsas da boca e nariz durante a fala, tosse ou espirro.

Bernard Dupont/Flickr O vírus já foi detectado em morcegos da espécie Carollia perspicillata, aqui instalados em uma construçãoBernard Dupont/Flickr

No Brasil, em crianças
Variedades de coronavírus humanos menos patogênicas que as vindas diretamente de animais silvestres, como o 2019-nCoV, já circulam no Brasil. Geralmente causam resfriados comuns, embora às vezes possam provocar doenças respiratórias graves.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP identificaram quatro tipos de coronavírus humanos em 11% de um grupo de 236 crianças com 3,5 meses e problemas respiratórios internadas no HC em 2008 e 2009. “Foi uma surpresa; o coronavírus, sozinho ou associado com outra espécie de vírus, o rinovírus C, foi um indício de gravidade do caso e de necessidade de internação na unidade de terapia intensiva”, diz o virologista Eurico Arruda, professor da FMRP e coordenador de um artigo publicado em junho de 2019 na PlOS ONE com esses resultados.

Nesse trabalho, o microrganismo respiratório mais comum foi o rinovírus (85% dos casos), seguido pelo vírus sincicial (59%), bocavírus (23%) e adenovírus (17%), com 198 crianças apresentando infecções causadas por mais de um tipo. Foram para a UTI 47 crianças, 25 receberam ventilação mecânica e oito morreram.

“As formas mais graves de coronavírus sempre estiveram associadas a animais silvestres”, observa Arruda. Como aquela responsável pela Sars e Mers, a nova variedade – a sétima causadora de doenças em seres humanos já identificada – parece ter vindo de morcegos, os reservatórios naturais desse tipo de organismo, de acordo com análises genéticas de centros de pesquisa da China. Transmitido às pessoas por meio das fezes de morcegos, o vírus liga-se a receptores de membranas de células de mucosas respiratórias, sofre adaptações, multiplica-se e pode infectar outras pessoas.

“O Brasil tem suas próprias variedades de coronavírus silvestres, que poderiam causar problemas se passarem de animais para as pessoas”, diz Durigon. Em 2015, o biólogo Luiz Gustavo Góes, atualmente em estágio de pós-doutorado no ICB-USP, examinou 401 amostras de intestinos de 17 espécies de 202 morcegos coletadas de 2010 a 2014 em áreas urbanas (192 animais) e rurais (10) de 14 municípios do noroeste paulista, em busca de coronavírus, em colaboração com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (FMV-Unesp) em Araçatuba e Rio Claro. Outras 199 amostras foram coletadas no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.

Como detalhado em um artigo de outubro de 2016 na revista Infection, Genetics and Evolution, Góes identificou 15 variedades silvestres de coronavírus em intestinos de oito espécies de morcegos; um dos animais examinados era um Eumops glaucinus, de pelagem preta e orelhas grandes, que tinha sido capturado por um gato doméstico antes de ser recolhido por um morador de Araçatuba e levado à Unesp.

Não houve registros de infecções causadas por vírus de morcegos em pessoas. Mesmo assim, alerta Durigon, “temos de ficar alertas e intensificar o monitoramento de vírus emergentes em animais silvestres”.

China News Service/Wikimedia Commons Último trem do metrô de Wuhan antes de a cidade ser fechada para conter o contágioChina News Service/Wikimedia Commons

Inteligência artificial ajuda a identificar surtos
Em 31 de dezembro de 2019, a startup canadense BlueDot disparou um alarme sobre o surto de um vírus novo na China. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos divulgaram a notícia somente em 6 de janeiro e a Organização Mundial da Saúde (OMS) dia 9. Conforme a edição on-line da revista Wired, a equipe da empresa se antecipou por usar um algoritmo que vasculha notícias em 65 idiomas sobre surtos de doenças, depois filtradas e examinadas por epidemiologistas, para avisar seus clientes sobre áreas de novas doenças, como Wuhan.

Utilizando também dados de passagens áreas, que podem indicar para onde e quando as pessoas infectadas estão indo, Kamran Khan, fundador e diretor-geral da BlueDot, conseguiu prever que o vírus saltaria para as capitais da Tailândia, Coreia do Sul, Taiwan e Japão depois de emergir na China. Em 2014, a empresa captou US$ 9,4 milhões em capital de risco, tem 40 funcionários e atende órgãos do governo, companhias aéreas e hospitais.

Um braço do Google, a Google Flu Trends, faz um trabalho semelhante ao do BlueDot para detectar surtos e epidemias de gripe em 25 países. Em 2013, no entanto, o serviço sofreu um revés ao subestimar em 140% a gravidade do surto de gripe.Precauções necessárias
Recomendações da Organização Mundial da Saúde para evitar o contágio

. Lave frequentemente as mãos com água e sabão ou com álcool em gel
. Cubra a boca e o nariz com o braço flexionado ao espirrar ou tossir
. Evite contato próximo com qualquer pessoa que tenha febre ou tosse
. Procure ajuda médica se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar e compartilhe seu histórico de viagem com profissionais da saúde
. Evite contato direto e desprotegido com animais vivos ao visitar mercados nas áreas afetadas pelo vírus
. Evite comer produtos de origem animal, crus ou malcozidos e tenha cuidado ao manusear carne crua, leite ou órgãos de animais, que podem conter vírus

Projetos
1. Eco-epidemiologia e caracterização molecular de coronavírus em morcegos e roedores de diferentes gradientes de distúrbio ecológico: Análise do potencial genético e ecológico para o surgimento de novos coronavírus no Brasil (nº 13/11006-0); Modalidade Bolsas no Brasil – Pós-doutorado; Pesquisador responsável Edison Luiz Durigon (USP); Bolsista Luiz Gustavo Bentim Góes; Investimento R$ 349.393,92
2. O perfil das infecções virais em patologias crônicas do trato respiratório superior: hipertrofia adenoamigdaliana, otite média secretora e rinossinusite (nº 09/51818-8); Modalidade Projeto Temático; Pesquisador responsável Wilma Terezinha Anselmo-Lima (USP); Investimento R$ 1.100.481,66
3. Picornavírus e coronavírus emergentes: associação com patogênese respiratória em seres humanos e detecção em roedores silvestres (nº 2011/19897-5); Modalidade Bolsas no Brasil – Pós-Doutorado; Pesquisador responsável Eurico de Arruda Neto (USP); Bolsista Luciano Kleber de Souza Luna; Investimento R$ 247.945,49

Artigos científicos
HUANG, C. et al. Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. Lancet (on line), 24 jan. 2020.
ZHU, N. et al. A Novel Coronavirus from Patients with Pneumonia in China, 2019. New England Journal of Medicine (on line). 24 jan. 2020.
MATSUNO, A. K. et al. Human coronavirus alone or in co-infection with rhinovirus C is a risk factor for severe respiratory disease and admission to the pediatric intensive care unit: A one-year study in Southeast Brazil. PLoS One. v. 14, n. 6, e0217744. 3 jun. 2019.
GOES, L. G. B. et al. Genetic diversity of bats coronaviruses in the Atlantic Forest hotspot biome, Brazil. Infection, Genetics and Evolution. v. 44, 510-13. out. 2016.

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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Austrália em chamas- Ano mais quente e seco na história do país provoca incêndios em área 2,5 vezes maior que a das queimadas na Amazônia em 2019

Imagem de satélite das nuvens de fumaça produzidas em 4 de janeiro pelos incêndios no sul da Austrália
NASA Earth Observatory / Joshua Stevens

A temporada de incêndios florestais na Austrália começou em setembro de 2019, com meses de antecedência, e tem sido uma das mais devastadoras. As porções sul e leste do país, onde ficam as duas maiores cidades do país (Sydney e Melbourne), além da capital Camberra, foram as mais afetadas. Até meados de janeiro, quando dois dias de fortes chuvas levaram algum alívio para setores dos estados de Nova Gales do Sul e de Vitória, os mais atingidos pelas queimadas, cerca de 180 mil quilômetros quadrados (km2) de mata haviam sido consumidos pelas chamas. Mais de 2.600 casas e 6 mil prédios ou instalações foram destruídos e 29 pessoas morreram. Estima-se que 1 bilhão de animais, sem contar os sapos e insetos, tenham sucumbido ao fogo, entre os quais exemplares da singular fauna australiana, como cangurus, coalas e wallabies

A área incinerada na Austrália em 2019 equivale a mais de 2,5 vezes a extensão das queimadas ocorridas no bioma Amazônia em solo brasileiro no ano passado, quando houve uma escalada dos incêndios e do desmatamento na região Norte. Também é superior à porção do Cerrado, bioma brasileiro mais adaptado ao fogo, que ardeu em chamas no ano passado, da ordem de 148 mil km2, quase 75% maior do que a cifra de 2018. Os estragos podem ser ainda maiores no país da Oceania, a depender das condições meteorológicas vigentes nos meses de janeiro e fevereiro, historicamente vistos ali como o auge da estação das queimadas.

Há mais diferenças do que semelhanças entre o fogo de 2019 nas matas da Austrália e na maior floresta tropical do planeta. Ambos liberaram grandes quantidades de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), devido à combustão de biomassa vegetal (árvores, arbustos e gramíneas), na qual estava armazenada uma quantidade significativa de carbono. Nos dois casos, o cenário global de mudanças climáticas, que têm tornado progressivamente grandes porções da Austrália e da Amazônia mais quentes e secas, parece ter criado um pano de fundo que favoreceu a ocorrência e a disseminação de incêndios nos meses de estiagens mais fortes e prolongadas. Mas as similaridades param por aí.

As condições naturais na Austrália em quase nada lembram as da Amazônia. “As situações são distintas. A Amazônia tem um clima chuvoso que torna os incêndios de origem natural, causados geralmente por raios, uma anormalidade”, pondera o climatologista José Marengo, chefe do setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Na Austrália, as queimadas fazem parte do ecossistema e são necessárias para sua regeneração, de forma similar ao que ocorre com o Cerrado no Brasil. Mas, obviamente, não nos níveis anormais que ocorreram no ano passado.” Em termos evolutivos, as plantas que se desenvolveram na Amazônia foram as que estavam adaptadas a ambientes muito úmidos. Na Austrália, se deu o contrário, com a dominância de espécies que crescem em ambientes secos, propícios à ocorrência de incêndios naturais.

Brett Hemmings / Getty Images Incêndio florestal em novembro de 2019 em Colo Heights, no estado australiano de Nova Gales do Sul: 1 bilhão de animais podem ter morrido em razão do fogoBrett Hemmings / Getty Images

Por ser muito úmida, a Amazônia não é palco de grandes incêndios naturais. Mesmo que um raio caia em meio à floresta numa época de seca, a disseminação das queimadas sem a intervenção humana é uma ocorrência remota. A pluviosidade média anual na região Norte é superior a 2 mil milímetros (mm) e em algumas regiões chove muito mais do que isso. “Na Amazônia, as queimadas estão geralmente ligadas à expansão da prática agrícola e à ocupação de terras”, diz o meteorologista Luiz Augusto Machado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), estudioso do processo de formação de chuva na região. “Dificilmente, uma descarga elétrica vai propagar um incêndio na floresta úmida.” Na Austrália, há relatos de que na atual estação de queimadas raios provocados por nuvens do tipo pirocumulus, que se formam sobre superfícies quentes, como zonas de incêndios florestais ou de erupções vulcânicas, estariam contribuindo para espalhar e causar novos focos de fogo em áreas secas adjacentes à dos incêndios originais.

Embora haja notícias de que algumas pessoas foram presas por ter iniciado incêndios criminosos, a temporada estendida de queimadas devastadoras na Austrália é vista como decorrente de extremos do clima ocasionados pelo aquecimento global. “Houve incêndios muito grandes no passado, mas eles não eram seguidos de mais incêndios de grandes proporções em um intervalo de tempo de meros 15 anos. Normalmente, há um intervalo de 50 ou 100 anos [entre os grandes incêndios]”, escreveu David Bowman, diretor do Centro de Fogo da Escola de Ciências Naturais da Universidade da Tasmânia, na Austrália, no início de janeiro no site de divulgação científica The Conversation. Em fevereiro e março de 2009, houve, por exemplo, grandes incêndios florestais no estado de Vitória que causaram a morte de 179 pessoas e a perda de 4 mil construções. “A ecologia está nos dizendo que o intervalo entre os incêndios está encolhendo. É um grande sinal de alerta. O mundo está se tornando mais quente, seco e com atividade de fogo mais frequente, em consonância com as previsões da modelagem climática”, afirmou Bowman.

Fogo no eucalipto
Desde os tempos em que os aborígines dominavam o território australiano, há milhares de anos, o fogo é usado, de forma parcimoniosa, em geral no início da estação seca, para auxiliar na regeneração da vegetação e limpar os terrenos usados para cultivo. Pequenos incêndios controlados, por exemplo, reduzem a concorrência da vegetação estabelecida e criam canteiros de cinzas adequados para a germinação de novas plantas. Cerca de 75% das florestas da Austrália são formadas por eucaliptos, árvore originária do país cuja história evolutiva é marcada pela estreita relação com ambientes propensos a fogo. Os eucaliptos e algumas plantas da família das Proteaceae têm sistemas subterrâneos robustos, extremamente adaptados para rebrotar rapidamente após a queima dos troncos e dos ramos.

“Há um fogo do bem e um fogo do mal”, comenta a engenheira florestal Giselda Durigan, do Laboratório de Ecologia e Hidrologia do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, estudiosa de processos ecológicos do Cerrado e da Mata Atlântica. “Às vezes, é preciso queimar em benefício dos sistemas adaptados ao fogo.” Durigan ressalta, no entanto, que as queimadas em curso na Austrália se devem a condições climáticas extremas que ultrapassaram em muito as médias históricas que mantinham os ecossistemas em um certo equilíbrio. “É muito difícil controlar incêndios florestais quando há seca prolongada, temperaturas elevadas e ventos fortes”, diz a pesquisadora, que esteve no ano passado no norte da Austrália, antes de os incêndios terem início.

Com exceção da Antártica, a Austrália é o continente com os menores índices de precipitação do planeta. Segundo o Escritório de Meteorologia da Austrália, o ano de 2019 foi o mais seco e o mais quente na antiga colônia penal britânica desde 1900, quando começaram os registros sistemáticos de dados climáticos. Os especialistas associam esses extremos do clima sem precedentes à atual temporada estendida de incêndios na Austrália. Em 2019, choveu, em média, 277 mm, 40% a menos do que a média do período entre 1961 e 1990. Até então, o título de ano mais seco pertencia a 1902, com 314,5 mm de chuva. Em Nova Gales do Sul, onde fica Sydney, a cidade australiana mais populosa, caíram no ano passado apenas 250 mm de água, recorde histórico de seca do estado.

A temperatura média no país foi 1,52 ºC acima da marca histórica e a média das máximas ultrapassou em 2 ºC a média histórica. “As observações indicam que as condições extremas de clima favoráveis à ocorrência de incêndios florestais devem se tornar mais frequentes no verão e a temporada de queimadas tende a começar mais cedo, principalmente no sul e no leste da Austrália”, afirma a climatologista Lisa Alexander, do Centro de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney. “Esse agravamento é devido à ação dos seres humanos, mas isso não significa que a variabilidade natural do clima de ano para ano não tenha desempenhado nenhum papel na atual temporada de incêndios.”

Em termos globais, 2019 foi o segundo ano mais quente no planeta, depois de 2016. Ironicamente, em meio a tanta secura e calor, para algumas partes setentrionais do estado de Queensland, no nordeste no país, o ano de 2019 apresentou chuvas recordes ao longo do ano, basicamente em razão de grandes tempestades registradas entre janeiro e fevereiro do ano passado. Mas boa parte de Queensland sofreu com seca, calor e incêndios ao longo do ano.

Com apenas 25 milhões de habitantes, a Austrália é um país-continente, pouco menor do que o Brasil, cercado por dois oceanos, o Índico a oeste e o Pacífico a leste. Devido a essa posição geográfica, a influência da temperatura das águas oceânicas sobre seu regime de chuvas é grande. Dois fenômenos oceanográficos não periódicos influenciam o clima australiano: o El Niño, que é o aquecimento anormal das águas do Pacífico, e o dipolo do Índico, a diferença entre a temperatura das águas da porção oeste (mais perto da África) e da leste (próxima à Austrália) desse oceano. No ano passado, não houve El Niño, anomalia que afeta também o clima na América do Sul, inclusive no Brasil. Mas o dipolo do Índico, fenômeno descoberto somente em 1999, apresentou uma das maiores intensidades de fase positiva registradas.

Quando as águas estão mais quentes do lado ocidental do que do oriental, ocorre a chamada fase positiva do dipolo do Índico. Em termos climáticos, esse tipo de fase resulta em menos chuvas no centro e no sul da Austrália, aumentando o risco de incêndios florestais. No passado, a fase positiva foi identificada em maio e persistiu até meados de novembro. Na segunda semana de outubro, as águas superficiais do Índico adjacentes à Austrália estavam 2,15 ºC mais frias do que as águas próximas da África, um recorde histórico. Até então, a maior diferença (1,48 ºC) havia sido registrada no início de novembro de 2006.

Independentemente das origens dos incêndios australianos, um debate que movimenta o país é o papel do governo federal na prevenção e no combate às queimadas. Cético das mudanças climáticas e de medidas destinadas a tornar a economia mais sustentável, o primeiro-ministro australiano Scott Morrison tem sido alvo de críticas, visto que o país do eucalipto e do canguru é também o maior exportador de carvão do mundo, cuja queima aumenta a emissão de gases do efeito estufa.

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Número de mortos por coronavírus na China chega a 106

Fonte: site g1

Cem das 106 mortes aconteceram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan. Homem de 50 anos se tornou a primeira pessoa a morrer por causa da doença em Pequim, nesta segunda-feira.

Por G1

27/01/2020 22h14  


Equipe médica transporta paciente em hospital da Cruz Vemelha, em Wuhan, na China — Foto: Hector Retamal/AFP

Equipe médica transporta paciente em hospital da Cruz Vemelha, em Wuhan, na China — Foto: Hector Retamal/AFP

A China confirmou nesta terça-feira (28) (horário local) que chegou a 106 o número de mortes pelo novo coronavírus, sendo 100 apenas na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan. Já há 4.515 infectados.

Nesta segunda-feira, também foi confirmada a primeira morte por complicações respiratórias causadas por coronavírus em Pequim. Segundo a rede estatal CCTV, a vítima é um homem de 50 anos diagnosticado com a doença na quarta-feira (22) após viagem para Wuhan, cidade considerada como epicentro da doença.

Em uma tentativa de conter a propagação da doença, o governo chinês suspendeu as comemorações do Ano Novo Lunar e estendeu o feriado até o dia 2 de fevereiro. Grandes empresas fecharam as portas ou disseram aos funcionários para trabalhar de casa.

Fronteira fechada

OMS altera risco internacional do coronavírus de moderado para alto

OMS altera risco internacional do coronavírus de moderado para alto

No cenário internacional, a Mongólia foi o primeiro país a fechar as fronteiras terrestres com a China, enquanto a Malásia tem proibido as pessoas da província chinesa de Hubei, a mais afetada, de viajarem ao país. Já a Alemanha e a Turquia desaconselham seus cidadãos viajarem para território chinês.

Hong Kong anunciou que suspenderá a partir de quinta-feira linhas férreas utilizadas por trem de alta velocidade. Os serviços de balsas, ônibus e o transporte aéreo também serão reduzidos entre o território semiautônomo e a China continental, segundo a BBC.

O premiê chinês, Li Keqiang, visitou a cidade de Wuhan, o epicentro do surto, para sinalizar que está respondendo seriamente ao surto. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que está a caminho de Pequim para “estreitar a colaboração” com a China. Na última quinta (23), a organização afirmou que “ainda é cedo” para declarar emergência internacional por coronavírus.

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Pesquisadores estão fazendo mapa em tempo real do coronavírus pelo mundo

Pesquisadores estão fazendo mapa em tempo real do coronavírus pelo mundo

Transmissão do vírus

O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse neste domingo (26) que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Ma afirmou ainda que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.

Coronavírus pelo mundo  — Foto: Arte G1

Coronavírus pelo mundo — Foto: Arte G1

Vacinas contra o vírus

Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) deverá testar vacinas contra o coronavírus em humanos em até três meses, de acordo com a agência de notícias Reuters. A vacina será desenvolvida a partir do código genético desta nova mutação do coronavírus, conhecida como 2019-nCOV.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu a cientistas de todo o mundo que estejam estudando o novo coronavírus compartilhem suas descobertas com a instituição mesmo sem a publicação oficial em periódicos oficiais.

A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou em 22 de janeiro um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

VÍDEOS

Dráuzio Varella fala sobre o coronavírus

Dráuzio Varella fala sobre o coronavírus Acesse o link
https://globoplay.globo.com/v/8267441/

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Brasileiro conta rotina de cidade isolada onde surgiu o coronavírus

Brasileiro conta rotina de cidade isolada onde surgiu o coronavírus. Acesse o link
https://globoplay.globo.com/v/8267478/

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O veneno do remédio – Efeitos nocivos limitam potenciais usos terapêuticos da curcumina

Fonte: Revista FAPESP por Salvador Nogueira

Curcuma: usado como tempero, extrato obtido do açafrão-da-índia é rico em curcumina

A curcumina, substância encontrada no pó amarelo-alaranjado extraído da raiz da curcuma ou açafrão-da-índia (Curcuma longa), aparentemente pode ajudar a combater vários tipos de câncer, o mal de Parkinson e o de Alzheimer e até mesmo retardar o envelhecimento. Usada há quatro milênios por algumas culturas orientais, apenas nos últimos anos passou a ser investigada pela ciência ocidental, com resultados surpreendentes em alguns casos e alarmantes em outros. Estudos conduzidos na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP), interior do estado, indicam que em dosagem baixa a curcumina previne danos no material genético das células provocados por compostos tóxicos. Em teores elevados, porém, a curcumina pode até matá-las.

Recentemente a curcumina vem sendo tratada como panaceia pelos meios de comunicação ávidos por dicas de saúde. Corante rotineiro na indústria alimentícia, ela está presente nos mais diversos produtos, de biscoitos a sorvetes, de sopas a margarinas. Também é a base de condimentos como o curry. Na Índia, aliás, seguindo a dieta típica do país, as pessoas chegam a consumir ao redor de dois gramas de curcumina por dia. Nos países ocidentais, onde a quantidade nos alimentos é bem menor, a expectativa de que a curcumina possa melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças a transformou num suplemento alimentar.

Mas alguns pesquisadores alertam: vale a pena levar em conta um velho ditado segundo o qual a diferença entre o remédio e o veneno está na dose – uma adaptação do que teria escrito no século XVI o médico, botânico e alquimista suíço Paracelso. É basicamente isso que vêm sugerindo as pesquisas realizadas pelo grupo de Lusânia Maria Greggi Antunes, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP em Ribeirão Preto. “Foi muito divulgado no final do ano passado, até em programas de TV, que a curcumina teria um efeito protetor contra o câncer, e só foi dito que quanto maior o consumo, maior a proteção”, afirma Lusânia. “Mas a gente sabe, pelos dados disponíveis, que não é bem assim.” Pesquisadores da Universidade de Sevilha também alertaram para o risco-benefício da curcumina como agente terapêutico.

O interesse inicial do grupo de Ribeirão era estudar o potencial antimutagênico da curcumina, ou seja, sua capacidade de diminuir danos e alterações no material genético (DNA) das células. “Começamos nossos estudos tentando observar redução de danos na estrutura dos cromossomos e depois na sequência do próprio DNA”, conta a pesquisadora. Os testes foram feitos tanto com células (in vitro) como em animais (in vivo) para verificar se a curcumina, com atividade antioxidante já demonstrada, também evitaria mutações no material genético celular.

Essas pesquisas iniciaram-se mais de 10 anos atrás e hoje formam um corpo que justifica o alerta. Nos primeiros testes, o grupo de Lusânia usou uma cultura de células de ovário de hâmster chinês, escolhidas pelos cromossomos grandes. Depois de tratar as células com o quimioterápico bleomicina, de conhecido poder mutagênico e usado contra leucemia, e com radiação, também capaz de induzir danos no material genético, os pesquisadores aplicaram em três grupos de células concentrações diferentes de curcumina. A expectativa era que a substância encontrada na curcuma reduzisse as alterações nos cromossomos. Mas aí veio a surpresa. As doses menores (2,5 e 5 microgramas de curcumina por mililitro) produziram um efeito antimutagênico, enquanto a dosagem mais alta, 10 microgramas por mililitro, provocou a reação contrária: mais mutações do que as observadas nas células não tratadas com curcumina. Ante esses resultados, concluiu-se que nem sempre a curcumina produz um efeito benéfico. Uma quantidade grande demais pode ter um efeito oposto ao de concentrações menores. É o remédio se transformando em veneno.

Lucien monfils/wikimedia commonsEm flor: açafrão-da-índia, nativo do sul da ÁsiaLucien monfils/wikimedia commons

Neuroproteção
Mais recentemente, alguns trabalhos começaram a sugerir que a curcumina, além de suas propriedades antioxidantes – ela reduz a formação de radicais livres prejudiciais às células –, também poderia apresentar um efeito neuroprotetor, o que a tornaria uma potencial candidata a combater doenças neurológicas hoje incuráveis, como Parkinson ou Alzheimer. O farmacêutico Leonardo Mendonça, do grupo de Lusânia, também colocou essa assertiva à prova em 2009, com um estudo in vitro feito com células de rato denominadas PC12, originárias da glândula adrenal e precursoras de neurônios.

Para induzir os danos às células, os pesquisadores usaram cisplatina, um quimioterápico agressivo, em diferentes concentrações. Como nos estudos com as células de ovário, usaram doses variadas da curcumina para avaliar um possível efeito protetor. Os resultados foram basicamente os mesmos: nas concentrações menores, a curcumina ajudou a proteger as células da ação deletéria da quimioterapia. Mas, nas doses mais altas, o efeito se inverteu e os danos foram ainda maiores que os observados entre as células tratadas com cisplatina, mas não com curcumina.

A essa altura, estava  mais claro que o efeito da curcumina nem sempre era protetor. Mas por quê? Aparentemente, após uma determinada dose, a substância passava a contribuir para a formação de radicais livres, em vez de impedi-la. O mecanismo molecular exato ligado a esse efeito, porém, ainda está longe de ser esclarecido. E o mais intrigante é que os experimentos da equipe de Lusiânia com ratos não permitiram verificar as mesmas propriedades nocivas vistas nos estudos com células em cultura.

Parecem ser duas as razões para o fato de os estudos in vivo não mostrarem os mesmos efeitos danosos dos testes in vitro. A primeira é que a chamada biodisponibilidade da curcumina, a capacidade de o organismo a absorver, é bastante baixa. Isso significa que as doses administradas pelo grupo de Lusânia aos animais podem ter sido baixas demais para provocar algum efeito deletério. A segunda razão é que no organismo a curcumina é metabolizada no intestino, antes mesmo de entrar na corrente sanguínea, e depois novamente no fígado, o que terminaria por protegê-lo de uma eventual dose excessiva dessa substância.

Ante essas dúvidas, a equipe volta à bancada em 2010 com o objetivo de criar um modelo in vitro que esteja mais próximo do que se vê in vivo. “Estamos começando o estudo com células que conseguem fazer essa metabolização e que devem permitir comparar melhor os resultados [in vitro com os in vivo]”, explica Lusânia. Caso esse esforço seja bem-sucedido, deve se tornar possível começar a especular sobre qual seria a dosagem máxima segura para ingestão oral por seres humanos. Hoje os estudos só são capazes de mostrar que, depois de uma determinada quantidade, a curcumina faz mal. Mas, como quase todos os testes foram in vitro, não permitem calcular a dosagem ameaçadora para um organismo. Isso porque a ingestão de alguns gramas de curcumina resulta em concentrações muito baixas no sangue, medidas em nanogramas, bem menos do que a quantidade a que as células são submetidas em laboratório. O grupo também pretende investigar quais genes a curcumina ativa e desativa dentro das células, numa tentativa de elucidar o mecanismo molecular por trás de efeitos tão diversos.

Se por um lado a questão da dosagem e a da toxicidade preocupam, por outro, alguns estudos, feitos por brasileiros inclusive, mostram resultados animadores do uso da curcumina contra certos tipos de câncer.

O grupo do urologista Miguel Srougi, da Faculdade de Medicina da USP, tem trabalhado com a perspectiva de usar a curcumina contra tumores de próstata e de bexiga. Nas culturas de células em laboratório, eles observaram um efeito impressionante: a curcumina levou as células dos tumores ao suicídio – acionou a apoptose, a morte celular autoinduzida. O resultado é particularmente surpreendente se levar-se em consideração o fato de que os tumores em geral são formados por células que sofreram mutações e se recusam a morrer, multiplicando-se furiosamente.

Ação localizada
No estudo do câncer de bexiga, a equipe de São Paulo foi mais longe: realizou uma série de experimentos in vivo, com camundongos. Os testes mostraram um efeito localizado contra as células cancerosas, sem danos colaterais nos animais. “Está nos planos fazermos no futuro próximo testes clínicos com a curcumina contra o câncer de bexiga, possivelmente para ser usada como segunda linha de tratamento”, explica Kátia Leite, pesquisadora do grupo de Srougi.

A vantagem no caso dos tumores de bexiga é a facilidade de aplicação direta da curcumina. É possível injetá-la diretamente na bexiga, via uretra, de forma que as concentrações que chegam ao tumor são suficientes para afetá-lo. Quando a administração é por via oral, isso se torna mais difícil, em razão da pouca capacidade de absorção do organismo. Essa constatação ajuda a explicar por que muitos pesquisadores  dizem que as pessoas não deveriam se animar muito em incluir curcumina na dieta por seus potenciais efeitos medicinais.

Mas, de novo, nem mesmo como medicamento, com uso específico e dosagem controlada, a curcumina é a solução para todos os males. Um estudo realizado pelo americano Mark Miller, da Universidade Wake Forest, e apresentado em novembro de 2009 em um congresso em Ouro Preto, interior de Minas Gerais, mostrou que, em testes contra câncer de pulmão feitos com camundongos transgênicos, a curcumina agravou o problema, em vez de combatê-lo.

O desafio agora é decifrar precisamente como a curcumina age no organismo, para compreender como ela pode, em alguns casos, fazer bem, e em outros, mal. “Ainda estamos muito longe de entender os mecanismos exatos de ação da curcumina”, explica Kátia. “Por isso mesmo ainda precisamos de muitas outras pesquisas.”

O projeto
Neurotoxicidade induzida pelo quimioterápico cisplatina: possíveis efeitos citoprotetores dos antioxidantes da dieta curcumina e coenzima Q10 (nº 2008/53947-7); Modalidade
Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Coordenadora Lusânia Maria Greggi Antunes – USP-RP; Investimento R$ 117.914,06

Artigos científicos
MENDONÇA, L.M. et al. Evaluation of the cytotoxicity and genotoxicity of curcumin in PC12 cells. Mutation Research. v. 675, p. 29-34. 2009.
LEITE, K.R.M. et al. Effects of curcumin in an orthotopic murine bladder tumor model. International Brazilian Journal of Urology. v. 35, p. 599-607. Set./Out. 2009.

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Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
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– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
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– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
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PELE VEGETAL FEITA DE CACTO E ALGODÃO: ADEUS AO COURO ANIMAL

Fonte: site greenme

lineapelle

cacto é a planta símbolo do México. Está presente na vida das pessoas de forma material e simbólica. Então, por que não dar mais uma utilidade a essa planta que tem tantos usos no país norte-americano?

Foi exatamente isso o que pensaram os jovens inovadores Adrián López e Marte Cázarez, ao inventarem a Lineapelle, a primeira pele orgânica feita com cacto.

Como informa o site Vegnutri, o tecido, que não tem nada de origem animal, é produzido a partir de uma mistura do cacto e do algodão. O material tem resistência, haja vista que sua durabilidade é de até 10 anos, e pode ser usado para múltiplas finalidades: móveis, roupas, indústria automotiva, estofados, etc.

O couro animal é, ainda, largamente utilizado pela indústria, como a da moda e de mobiliário. Contrário a esse negócio, os jovens mexicanos procuraram criar um tecido que não causasse dano aos animais usando uma matéria-prima barata, abundante e que fomentasse a economia local.O

A dupla, que queria fazer um tecido ecológico, levou dois anos para chegar ao Lineapelle. Eles contaram ao jornal El Heraldo de México que a ideia surgiu a partir da análise das inúmeras propriedades do cacto, que é usado na indústria cosmética para a fabricação de xampus e cremes. Os jovens associaram que se a planta faz bem para a pele por que não poderia dar vida a uma?

lineapelle grafico

A inovação mexicana, no começo, não teve muito crédito. López e Cazárez contam que os engenheiros que trabalharam no projeto disseram, inicialmente, que ele seria impossível de ser realizado. Ao que eles responderam:

“Como não? Estamos no México, somos mexicanos. Que matéria-prima existe para explodir?”.

De fato, o cacto, que é uma matéria-prima característica do México, tem um cultivo simples, por ser econômico e não exigir muito cuidado. A planta cresce sozinha em regiões áridas, sem precisar de muita irrigação.

Após vários testes, a equipe conseguiu obter um material resistente.

“Um vestido, uma bolsa, uma fita, uma pulseira de relógio, carteira, uma poltrona. Qualquer pele pode ser substituída por pele orgânica. A pele animal ou sintética pode ser substituída por orgânica. Essa é a ideia: apoiar o ecossistema”, entusiasmam-se os parceiros.

Além dos benefícios econômicos e ambientais, a invenção dá uma importante contribuição social, já que os agricultores mexicanos podem ter mais trabalho e renda.

“Dá mais significado ao que fazemos. Não é apenas para a moda e o meio ambiente. Fazemos isso para apoiar indiretamente o campo, também gerando trabalho”, explicam os mexicanos.

Inovação, criatividade e responsabilidade são aspectos que fazem toda a diferença para os modelos de negócio contemporâneos, cujo ciclo produtivo deveria respeitar o meio ambiente, os animais e as pessoas envolvidas nele

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Plantas que crescem no ferro – Levantamento aponta 38 espécies vegetais que existem apenas nas chamadas cangas da Amazônia, um tipo de campo rupestre da serra de Carajás

Fonte: Revista FAPESP

Um tipo de vegetação que cresce apenas sobre as chamadas cangas, afloramentos rochosos de minério de ferro que formam uma variante dos campos rupestres, guarda uma riqueza de espécies tão grande e particular na Amazônia que merece atenção especial de conservação. A ideia é defendida por um grupo liderado pela botânica Daniela Zappi, do Instituto Tecnológico Vale (ITV) de Belém, que publicou um estudo comparativo em 5 de agosto na revista científica PLOS ONE.

Zappi e seus colaboradores levantaram a literatura científica sobre as plantas que crescem em 14 cangas da serra de Carajás, no Pará, e em 14 áreas da cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais, e da chapada Diamantina, na Bahia, onde também existem campos ferruginosos ou uma vegetação muito similar, que se desenvolve sobre afloramentos rochosos de quartzito. Os sítios mineiros e baianos estão em áreas de Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Segundo o estudo, que contabilizou 4.705 espécies nas 28 áreas analisadas, as cangas amazônicas têm 38 espécies endêmicas, que são exclusivas da zona de Carajás. “Em linhas gerais, cada região se mostrou diferente das outras, mas as cangas da Amazônia se sobressaíram”, comenta Zappi (ver entrevista com a bióloga Vera Lucia Imperatriz Fonseca do ITV sobre a biodiversidade em Carajás).

A maioria das plantas endêmicas das cangas dessa área de mineração são arbustos ou ervas, como Perama carajensis e Brasilianthus carajensis. Entre as espécies que só existem ali está a flor-de-carajás (Ipomea cavalcantei), arbusto com flores de vermelho intenso que se tornou símbolo da campanha pela preservação da flora local. Outra exclusividade da região é o ipê-da canga (Anemopaegma sp.), cuja imagem de sua semente alada em meio a rochas da canga abre esta reportagem.

Em junho de 2017, o alto endemismo de espécies vegetais motivou a criação de uma unidade de conservação, o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, com o intuito de preservar a biodiversidade local. A unidade abrange uma área de mais de 79 mil hectares  dentro dos municípios de Canãa dos Carajás e Parauapebas.

O trabalho constatou que as cangas de Minas Gerais têm poucas espécies em comum com as de Carajás. Das 830 espécies registradas nos campos ferruginosos do Pará, menos de 180 foram encontradas também nas cangas da cadeia do Espinhaço e da chapada Diamantina. Segundo Zappi, as diretrizes de preservação da flora das cangas amazônicas podem ser aprimorads sem a criação de novas unidades de conservação exclusivas.

A Floresta Nacional de Carajás, que está aberta à mineração sustentável, tem, por exemplo, planos de manejo que preveem tanto áreas de exploração como de preservação. A própria Vale, que mantém o instituto de pesquisa ITV, reconhece essa limitação. “A companhia está empenhada em manter a mineração fora dessas áreas”, diz a botânica.

João Marcos Rosa Platô em uma área de canga na região da serra de Carajás, no ParáJoão Marcos Rosa

Em busca do “peladão”
Um fator que contribui para o endemismo de algumas espécies vegetais das cangas amazônicas é a grande distância de Carajás em relação aos outros pontos do território em que também existem campos ferruginosos. Chegar a um dos 14 sítios estudados no Pará exige espírito explorador. As cangas da região são cercadas por floresta densa, com árvores de até 40 metros, e se situam em áreas elevadas, a altitudes entre 600 e 700 metros. Nelas, predominam capins, arbustos e alguns pedaços de rocha exposta, criando uma paisagem que lembra a savana.

Os afloramentos de ferro não são visíveis para quem está fora da área abrangida por esses campos rupestres. “Para chegar nas cangas, é preciso perguntar para os moradores da região onde fica o ‘peladão’, nome que eles deram para esse tipo de formação”, explica Zappi.

Segundo o botânico José Rubens Pirani, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), o levantamento apresentado por Zappi será uma ferramenta importante para planejar a conservação da vegetação de cangas. Ele, no entanto, pondera que nem sempre é mais adequado proteger uma área com maior diversidade de espécies em relação a outra menos rica nesse quesito. “É preciso considerar o grau de parentesco das plantas presentes em cada região. Pode ocorrer que uma área com menos espécies abarque um número maior de grupos de vegetais, enquanto em outra, com muitas espécies, todas podem ser do mesmo grupo”, observa Pirani.

No topo dos campos ferruginosos, as condições de vida são desafiadoras e as espécies vegetais encontraram diferentes formas de se adaptar ao ambiente. Há plantas que crescem em frestas das pedras, sobre os afloramentos ou ainda em solo raso acumulado sobre a rocha. “Elas vivem sob radiação solar intensa e são submetidas a uma amplitude térmica grande. A rocha atinge 50 °C de dia, mas resfria muito à noite, sob neblina”, comenta o botânico da USP. Os processos que levaram esses vegetais a evoluírem com morfologia e fisiologia necessárias para se adaptar a esse ambiente inóspito provavelmente duraram milhões de anos e ainda são pouco conhecidos.

Artigo científico
ZAPPI, D.C. et al. Plotting a future for Amazonian canga vegetation in a campo rupestre context. PLOS ONE. 8 ago. 2019.

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Filme e acervos inéditos e os impactos de Belo Monte

Fonte: Revista FAPESP


O historiador José Amílcar Bertholini de Castro, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), fala sobre o curta-metragem inédito de Nelson Pereira dos Santos que foi encontrado durante sua pesquisa de doutorado.

Acervos inéditos de Celso Furtado e de Joaquim Nabuco serão abertos ao público. A editora e tradutora Rosa Freire d’Aguiar, viúva de Celso Furtado, aponta os arquivos pessoais do economista paraibano que estarão disponíveis no Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Albertina Lacerda Malta, coordenadora de documentação e pesquisa do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade, da Fundaj, comenta quais são os novos documentos de Joaquim Nabuco que estarão disponíveis na fundação.

Guillaume Leturcq, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, comenta o estudo que avaliou os impactos socioambientais gerados pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

Programação musical:
Envelhecer – Arnaldo Antunes
Fantasma da Ópera – Olívia Byington e Banda Barca do Sol
Noites do norte – Caetano Veloso
Bogotá – Criolo

Apresentação: Fabrício Marques
Produção e roteiro: Sarah Caravieri
Gravação e montagem: Dagoberto Alves (Rádio USP)

Assine Pesquisa Brasil como podcast!

Pesquisa Brasil vai ao ar todas as sextas-feiras às 13h, sábados às 18h e quintas-feiras às 2h pela Rádio USP e todas as segundas feiras às 13h, pela Rádio Unicamp.

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