Novo coronavírus começou a se espalhar no Brasil entre janeiro e fevereiro

Fonte: Revista FAPESP

O vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, provavelmente começou a se disseminar no Brasil já no final de janeiro, quase um mês antes de o primeiro caso ser oficialmente registrado. A afirmação é de um estudo publicado em 24 de abril na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz em sua seção de fast track, em que os trabalhos saem antes de ser analisados por especialistas da área. Sabe-se há algum tempo que é difícil precisar o início da circulação do vírus em cada país. O número de testes realizados costuma ser pequeno e é elevada a proporção de pessoas infectadas que não apresenta sintomas – pode chegar a 80%. Assim, é comum que o novo coronavírus se instale em uma população sem ser notado.

Pesquisadores do Brasil e do Uruguai criaram uma estratégia estatística para driblar essa falta de dados. O grupo coordenado pelo biólogo Gonzalo Bello, do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, partiu das mortes por Covid-19 confirmadas nas primeiras semanas da epidemia para estimar quando os primeiros casos teriam ocorrido. Nesse cálculo, a equipe levou em conta três características da atual pandemia: o vírus mata 1% das pessoas infectadas, a morte ocorre geralmente três semanas após o contágio e o número de óbitos cresce de modo exponencial no início do surto. Com base nessas informações, os pesquisadores calcularam a data provável em que o vírus teria começado a circular em 10 países: China, Brasil, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos (apenas Nova York).

“Nosso estudo indica que o vírus começou a se espalhar no Brasil por volta do início de fevereiro, coincidindo com sua expansão epidêmica na América do Norte e na Europa Ocidental e precedendo em mais de 20 dias a primeira infecção confirmada por Sars-CoV-2 no país”, escreveram os pesquisadores. O Ministério da Saúde brasileiro registrou a primeira infecção em 26 de fevereiro e a primeira morte em 17 de março.

Apesar de vários países terem registrado o início da transmissão comunitária em momentos muito próximos, a expansão da epidemia em cada localidade parece ter seguido uma dinâmica própria. “Muito provavelmente a dinâmica de expansão da epidemia foi definida por fatores locais, como características ambientais de temperatura, precipitação e poluição do ar, densidade e demografia da população”, relatou o biomédico Tiago Graf, pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz, na Bahia, em um comunicado à imprensa. Graf é um dos coautores do trabalho, feito em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Universidade da República, no Uruguai.

Evidências obtidas por outras metodologias também jogam para o final de janeiro ou o início de fevereiro o começo da epidemia no Brasil. Desde meados de fevereiro o número de hospitalizações de pessoas com sinais de síndrome respiratória aguda grave contabilizado pelo Infogripe, sistema da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) que monitora o problema, é superior ao observado no mesmo período de 2019. Além disso, análises moleculares dessas síndromes, realizadas a posteriori, detectaram um caso de infecção por Sars-CoV-2 no Brasil na quarta semana epidemiológica, entre 19 e 25 de janeiro. “Esses dados epidemiológicos confirmam a introdução do Sars-CoV-2 no Brasil desde o fim de janeiro e claramente sustentam nossos resultados, que apontam que o vírus estava circulando na população brasileira desde o início de fevereiro”, afirmou à imprensa Bello, coordenador do estudo.

Artigo científico
DELATORRE, E. et al. Tracking the onset date of the community spread of Sars-CoV-2 in Western CountriesTracking the onset date of the community spread of Sars-CoV-2 in Western Countries. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 24 abr. 2020.Republicar

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Transfusão de plasma será testada no país contra infecção por coronavírus

Testes com o plasma de pessoas que se curaram da Covid-19 avaliam potencial como tratamento – terapias com esse componente sanguíneo já eram usadas para outras doenças, como no Hospital das Clínicas da USP

Léo Ramos Chaves

O Centro de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deverá iniciar em breve a coleta de plasma sanguíneo de pessoas que se curaram da Covid-19, infecção respiratória causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), e usá-lo em um protocolo de pesquisa envolvendo o tratamento de indivíduos com a doença no Hospital de Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da universidade e também em outros hospitais da região. Se os resultados forem positivos, essa poderá ser uma opção para tratar doentes em estágio moderado da doença.

O plasma é a parte líquida do sangue e constitui cerca de 60% de seu conteúdo total — os outros componentes são os glóbulos brancos, as células vermelhas e as plaquetas. Seu uso tem sido considerado uma possível estratégia para fornecer os anticorpos necessários para aqueles que ainda não os têm em níveis capazes de protegê-los da Covid-19. Embora não seja um processo isento de riscos, estima-se que a transfusão de plasma possa levar à diminuição da carga viral no organismo e à melhora dos sintomas, ou à evolução clínica dos pacientes. Na avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “a estratégia pode estar rapidamente acessível, à medida que exista um número suficiente de pessoas que se recuperaram da doença e que possam doar o plasma contendo imunoglobulinas que reajam contra o vírus Sars-CoV-2”.

O projeto coordenado por médicos e pesquisadores do Hemocentro da Unicamp foi submetido para análise da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) no dia 3 de abril, pouco tempo depois de a agência regulatória de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA, ter autorizado o uso da terapia, em caráter experimental, em pessoas infectadas com o vírus em estado grave — aquelas internadas em unidades de terapia intensiva (UTI), com quadros de insuficiência respiratória, que, por isso, só conseguem respirar com a ajuda de aparelhos.

Se aprovada no Conep, a instituição será mais uma universidade pública brasileira a testar essa estratégia no tratamento de pessoas com a Covid-19 no país. No dia 4 de abril, um consórcio envolvendo os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) recebeu autorização da comissão para iniciar os testes com plasma em pessoas infectadas com o novo coronavírus em estado grave. No dia 6 de abril, o Hemocentro de Ribeirão Preto também iniciou o processo de coleta do plasma sanguíneo de pacientes curados da Covid-19 para tratamento de indivíduos em estado crítico da doença no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

A ideia dos médicos e pesquisadores do Hemocentro da Unicamp, no entanto, é diferente. O objetivo é analisar a eficácia da estratégia no tratamento de pessoas com quadro clínico moderado da doença, isto é, que ainda conseguem respirar sem a ajuda de aparelhos. “Vamos montar dois grupos”, explica Marcelo Addas Carvalho, médico do Hemocentro da Unicamp e um dos coordenadores do projeto. “Um deles receberá o plasma sanguíneo com anticorpos específicos para Sars-CoV-2 enquanto o outro, usado como grupo controle, receberá plasma sem anticorpos para o novo coronavírus.” Eles pretendem comparar a evolução do quadro clínico dos indivíduos nos dois grupos e, ao mesmo tempo, tentar conter a deterioração das condições de saúde dessas pessoas, evitando sua internação na UTI dos hospitais. O número limitado de vagas de terapia intensiva é um dos principais gargalos do sistema de saúde ao lidar com a quantidade crescente de pacientes com a Covid-19.

Terapia antiga
O uso de plasma sanguíneo no tratamento de doenças não é novo. Pelo contrário. Essa estratégia terapêutica já foi empregada várias vezes ao longo da história em surtos de outras infecções respiratórias, inclusive em epidemias recentes causadas por outros vírus da família coronavírus, como as epidemias da Síndrome Aguda Respiratória (Sars), em 2003, e a da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), em 2012. A terapia também foi testada em surtos de sarampo e caxumba — antes da existência de vacinas para essas doenças —, além do surto de Ebola, em 2014, e da pandemia de gripe espanhola, em 1918.

No caso da pandemia de Covid-19, estudos publicados nas últimas semanas destacaram o potencial terapêutico da transfusão de plasma sanguíneo em indivíduos infectados pelo Sars-CoV-2 — ainda que esses trabalhos, em sua maioria, envolvam pequenas amostras de pessoas. O mais recente, publicado dia 27 de março no Journal of the American Medical Association (JAMA), envolveu cinco pessoas com idade entre 36 e 65 anos. Todas tinham Covid-19, apresentavam quadro graves de pneumonia, alta carga viral e respiravam com a ajuda de aparelhos.

Os pacientes receberam plasma com anticorpos específicos para Sars-CoV-2 de 10 a 22 dias após terem sido internados em um hospital de Shenzhen, na China. Os doadores, de 18 a 60 anos de idade, haviam se recuperado da infecção e aceitaram fazer a doação sanguínea para a pesquisa. Três dos cinco pacientes que receberam o plasma voltaram a respirar sem a ajuda de aparelhos duas semanas após a transfusão e receberam alta após cerca de 50 dias no hospital. Os outros dois estavam em condição estável 37 dias após a transfusão. Como eles também receberam medicamentos antivirais, não se sabe qual terapia teria sido mais determinante para a melhora de seu quadro clínico.

Riscos
Em Campinas, a estratégia da equipe de médicos e pesquisadores do Hemocentro da Unicamp será a de entrar em contato com pessoas que se curaram da Covid-19 após tratamento no Hospital de Clínicas da universidade e em outros hospitais da região e convidá-las para a doação. “A coleta de plasma será feita em pacientes curados 30 dias após o desaparecimento de todos os sintomas”, explica a médica Carolina Costa-Lima Salmoiraghi, uma das coordenadoras do projeto, que, além de Carvalho, também envolve o médico Bruno Deltreggia Benites. Feita essa primeira triagem, os doadores serão submetidos à aférese, procedimento no qual um equipamento automatizado separa o plasma dos outros componentes do sangue, que retornam novamente para o doador. Segundo Costa-Lima, cada pessoa poderá doar 600 mililitros de plasma, “o suficiente para atender até três pacientes infectados com Sars-CoV-2”.

As transfusões de plasma convalescente costumam ser seguras e bem toleradas pela maioria das pessoas submetidas a esse procedimento. Ainda assim, é preciso cautela em relação ao seu uso no tratamento da Covid-19. Além dos estudos disponíveis não serem suficientes para atestar a eficácia da terapia contra a doença, há o risco, ainda que relativamente raro, de as pessoas que receberam o plasma terem reações alérgicas e outros eventos adversos. Uma das mais graves, nesses casos, é a lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (Trali), caracterizada por insuficiência respiratória aguda, edema pulmonar e baixa concentração de oxigênio no sangue arterial.

A Trali pode ocorrer durante ou até seis horas após a transfusão do plasma. As evidências disponíveis sugerem que ela pode ser desencadeada pela transfusão de plasma proveniente de doadoras mulheres que tiveram filhos, que contêm anticorpos específicos às vezes prejudiciais a outras pessoas. “Para evitar esse risco”, explica Costa-Lima, “iremos focar apenas em doadores homens e em mulheres que nunca tiveram filhos”.

Artigos científicos
SHEN, C. et al. Treatment of 5 critically Ill patients with Covid-19 with convalescent plasma. Journal of the American Medical Association. mar. 2020.
CASADEVALL, A. & PIROFSKI, L. The convalescent sera option for containing Covid-19. The Journal of Clinical Investigation. mar. 2020.Republicar

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Testes desenvolvidos na USP tornarão diagnóstico da covid-19 mais rápido e acessível

Fonte: Site Jornal.USP.BR

Detecção da doença poderá ser feita com testes rápidos produzidos a partir de proteínas do vírus

Por Júlio Bernardes

Editorias: CiênciasCiências BiológicasCiências da Saúde –

URL Curta: jornal.usp.br/?p=3138810

Máquina de PCR e kit de reagentes para diagnóstico – Foto: SPPU

Para aumentar o número de diagnósticos da covid-19 no Brasil, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP desenvolveram diferentes métodos, em três frentes. Um deles  permite fazer testes para identificar o vírus em equipamentos disponíveis na maioria dos laboratórios do País. A técnica, que utiliza reagentes produzidos no Brasil, reduzirá o tempo de detecção da doença para quatro horas, com a mesma eficiência do teste convencional.

Além disso, os cientistas também estão desenvolvendo um método de teste rápido que utiliza anticorpos para identificar pessoas infectadas a partir de secreções produzidas na garganta.

Por fim, a equipe trabalha em um teste sorológico pelo método Elisa. A ideia é saber quem, em tese, já foi curado e está imunizado. Isso poderá facilitar o retorno gradual da população às atividades após o isolamento, que poderá ser feito após a fase mais crítica da pandemia.

PCR

Edison Luiz Durigon – Foto: Ciência USP via YouTube

O professor Edison Durigon, do ICB, que coordena a pesquisa, afirma que o diagnóstico da covid-19 normalmente é feito por meio de testes moleculares, sendo que a técnica mais usada é a chamada PCR (Reação em Cadeia da Polimerase, na sigla em inglês) em tempo real. “Esse teste fornece resultados em um período de seis a oito horas, porém o equipamento necessário é muito caro e está disponível apenas em grandes laboratórios”, explica. “Outro problema é que os reagentes usados nos testes são todos importados, e atualmente há enormes dificuldades em adquiri-los devido à grande demanda em todo o mundo.”

Os pesquisadores do ICB desenvolveram então um teste molecular que utiliza o método PCR clássico, mas pode ser feito em equipamentos existentes na maioria dos laboratórios clínicos e de pesquisa brasileiros. “O teste fornece resultados em quatro horas e foi padronizado para ter a mesma sensibilidade e especificidade dos diagnósticos feitos com o PCR em tempo real, empregando reagentes produzidos no Brasil”, destaca o professor. “A ideia é que mais laboratórios consigam fazer os testes, popularizando os diagnósticos.”

Pesquisando Testes

Foto: Raimond Spekking/CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

No Laboratório de Virologia do Departamento de Microbiologia do ICB também é pesquisado um método de teste rápido para diagnosticar a covid-19, identificando a infecção pelo vírus por meio das secreções da garganta. “Para criar esses testes, foram produzidos em laboratório diferentes fragmentos de proteínas da superfície do vírus”, relata a professora Cristiane Guzzo, que participa do estudo.

“A partir dessas proteínas, são obtidos anticorpos que vão ser usados na montagem do teste para identificar o vírus.” A próxima etapa do estudo é inocular as proteínas em animais de laboratório para que possam produzir os anticorpos. A previsão dos pesquisadores é que o teste rápido esteja pronto para testes clínicos em cerca de 20 dias.

“O fundamental é que haja testes de boa qualidade disponíveis no mercado, para que não haja problemas com o diagnóstico da covid-19”, enfatiza Durigon. A produção dos fragmentos do vírus foi realizada no laboratório da professora Cristiane Guzzo e as proteínas estão sendo produzidas também no laboratório do professor Chuck Farah, do Instituto de Química (IQ) da USP.

Procurando anticorpos

De acordo com Durigon, existem testes que detectam os anticorpos do vírus Sars-CoV-2, mostrando quem já teve a doença e está protegido. “Isso é muito importante, principalmente em casos de pacientes assintomáticos, porque se eles possuem anticorpos não vão pegar a doença de novo e podem retomar suas atividades normais”, aponta. “Esse tipo de teste já está disponível no mercado, sendo usado principalmente por empresas e escolas.”

Teste do tipo Elisa, sigla em inglês para Enzyme-Linked Immunosorbent Assay

O grupo de pesquisa do ICB trabalha na padronização de um teste sorológico pelo método Elisa (ensaio monoenzimático), que também utiliza equipamentos encontrados na maior parte dos laboratórios brasileiros. “Através desse método é possível pesquisar anticorpos produzidos após a infecção pela covid-19 e fazer uma triagem das pessoas que já estão curadas”, diz o professor. “Com o Elisa, o Ministério da Saúde e as Secretarias estaduais e municipais de saúde poderão identificar quem está imune e planejar melhor as estratégias para impedir a disseminação da doença.”

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Missão COVID 19- Empresa de tecnologia cria plataforma gratuita para orientação médica

Fonte: site MTItecnologia

Healthtech Missão Covid realizou mais de 600 consultas em 72 horas; cresce busca de brasileiros no exterior.

Nas últimas semanas, os médicos criadores do Médico do Futuro, Leandro Rubio (cardiologista) e Raphael Brandão (oncologista), e Cristiano Kanashiro, da consultoria de inovação digital GO.K, trabalharam a todo vapor para colocar no ar a plataforma digital Missão Covid (www.missaocovid.com.br).

Presente em todo o país, a iniciativa 100% digital conecta gratuitamente médicos voluntários a pessoas com dúvidas sobre o coronavírus ou que apresentem alguns sintomas e não sabem se devem ou não se dirigir ao hospital. É possível ver um exemplo de atendimento no Instagram @missaocovid. A plataforma conta com mais de 200 médicos cadastrados e em 72 horas tem mais de 600 consultas agendadas entre outras dezenas já realizadas, inclusive de brasileiros no exterior. “Já atendemos brasileiros na Austrália, Estados Unidos e Europa”, conta o dr. Leandro Rubio. “A estrutura de saúde em outros países é extremamente cara ou não está dando o suporte necessário para a situação”, completa.

A orientação médica por telemedicina visa não sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde pública e particular, por isso é realizada de forma remota e virtual. Na última semana, o Conselho Federal de Medicina (CFM) encaminhou um ofício ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em que informa sua decisão de reconhecer a possibilidade do uso da telemedicina no País, além do que está estabelecido na Resolução CFM nº 1.643/2002, que continua em vigor. A decisão vale em caráter excepcional e enquanto durar o combate à epidemia de COVID-19. “Obviamente que se o paciente apresentar sinais e sintomas que indiquem avaliação médica presencial, ele será orientado a ir ao hospital”, explica Rubio.

Segundo o médico, são nesses momentos de crise que a colaboração e a humanização fazem toda a diferença. “Nós queremos e vamos entregar assistência e impactar a saúde do nosso país nesse momento tão importante”, conclui. Sobre os bots online que realizam testes em que a pessoa pode checar se está ou não com o novo coronavírus, Rubio afirma que eles não são atestados por nenhum estudo ou instituição. “Além disso, nada substitui o contato humano”, diz. 

“Estamos utilizando um projeto de inovação para diminuir o impacto no sistema de saúde brasileiro. Temos uma grande missão voluntária e humanitária de ajudar a população brasileira, por isso focamos todo o nosso time no desenvolvimento dessa plataforma dos últimos dias”, completa Cristiano Kanashiro, CEO da GO.K

Sobre a Go.K 

Consultoria de inovação digital que há dez anos trabalha em parceria com os clientes para desmistificar o mundo digital, conduzindo-os à inovação tecnológica por meio de estratégias disruptivas e assertivas. Atua desde a estratégia do negócio, concepção, desenvolvimento, execução dos projetos digitais até a gestão da operação no dia a dia. É a responsável pelos principais projetos de inovação digital do mercado de empresas que atuam em diversas indústrias como Pernambucanas, Coca-Cola, Grupo Avenida, JSL, Energisa, Hypermarcas, COTY e Ajinomoto. Capitaneada por Cristiano Kanashiro, CEO e especialista em inovação digital, a empresa carrega a visão integrada de negócio sustentada em três pilares: estratégia, experiência e tecnologia. www.gok.digital

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A relação entre o meio ambiente e a pandemia de coronavírus

Fonte: Site Conjur

Por Ricardo Cintra Torres de Carvalho

O mundo parou. Os humanos estão recolhidos e amedrontados. A economia preocupa e há quem diga que o ‘day after’ será mais difícil que o dia de hoje. Digladiam-se, ao invés de convergir, os que defendem a proteção da vida (isolamento social, redução de atividades) e os que defendem a proteção da economia (continuidade das atividades econômicas, proteção do emprego e da renda, proteção do trabalhador informal). Os cientistas buscam a origem da epidemia, vacinas que evitem e remédios que curem a doença: uma febre, mal estar, tosse seca que pode evoluir para uma séria pneumonia, bloqueio dos pulmões e morte por insuficiência respiratória. A doença é transmitida por contato pessoal, de pessoa a pessoa; e a rapidez com que se espalhou pelo planeta, país a país, e com que contaminou em poucos dias boa parte da população, surpreende.

Qual a relação da Covid-19 com o meio ambiente? Não tenho em mãos estudos científicos, trabalhos acadêmicos ou o necessário distanciamento, no tempo e no espaço, para um artigo de maior profundidade; mas não custa tentar entender algo do que aconteceu e do que pode acontecer a partir das entrevistas, das publicações e da incessante atividade de estudiosos e jornalistas conscientes. Este artigo não tem pretensão científica; é apenas uma colocação inicial do tema, uma reflexão nestes tempos pandêmicos.

A Covid-19 é causada por um vírus: os únicos organismos acelulares da Terra, seres muito simples e pequenos formados por uma cápsula proteica envolvendo o material genético. O nome vem do latim ‘virus’ (fluído venenoso ou toxina) e designa os vírus biológicos e, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária. Não são células: o vírus é uma partícula sem metabolismo próprio que, para executar seu ciclo de vida, busca um ambiente que tenha o que lhe falta. Esse ambiente é o interior de uma célula que efetuará a síntese da proteína do vírus e, simultaneamente, fará a multiplicação do material genético viral; por isso são parasitas obrigatórios do interior celular, pois se reproduzem pela invasão e controle da máquina de reprodução celular. O vírus muitas vezes adere à parede da célula e ‘injeta’ o seu material genético como uma seringa, ou então entra por englobamento em que a célula ‘engole’ o vírus e o introduz no seu interior. A reprodução ocorre de duas maneiras: o vírus invade e assume o controle da célula, produz novos vírus, a célula se rompe e libera os vírus produzidos, que invadirão outras células (ciclo lítico); ou então, após a invasão o DNA viral incorpora-se ao DNA da célula infectada que continua suas operações normais; o material genético do vírus é duplicado nas células-filhas a cada mitose, causando doenças que tendem a ser incuráveis, como a AIDS (ciclo lisogênico)1.

Os coronavírus são um grupo de vírus conhecido dos humanos desde a década de 1960, causa comum de infecções respiratórias brandas a graves de curta duração; nesse grupo estão os vírus SARSr-CoV, que causa a síndrome respiratória aguda grave (SARS), que apareceu em 2002 na China e se espalhou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8.000 pessoas com aproximadamente oitocentas mortes, e SARS-Cov-2, que causa a Covid-19, a atual pandemia2 que até 26-3-2020 atingiu pelo menos 510.000 pessoas em mais de 200 países e territórios, com grande surto na China continental, Itália, Estados Unidos, Espanha e Alemanha, com aproximadamente 15.000 mortes3. Transmite-se de pessoa a pessoa com enorme rapidez, mas não é um vírus resistente: cede à água e sabão, a medida comuns de higiene e não sobrevive muito tempo se não for absorvido por outra pessoa.

A hipótese mais provável é ter origem em morcegos (que não adoecem dele, por causa de seu especial metabolismo), daí passou para o pangolim (uma espécie africana, que lembra o nosso tatu, procurado na China pelo sabor da carne e por ditas propriedades medicinais) (fala-se nele, pois os estudos indicam que a Covid-19 é 99% igual ao vírus do pangolim), e dele para os humanos. Essa tripla passagem é rara, pois o curto espaço de vida do vírus exige que os três animais: o morcego, o pangolim e o humano, estejam junto no mesmo tempo e lugar. Aí entra o mercado de Wuhan, onde animais vivos, domésticos e selvagens de todo o mundo, ficam empilhados em engradados, um em cima do outro, de modo que os debaixo recebem os resíduos dos que estão em cima (fezes, urina, sangue, pus, seja o que for) e assim se contaminam, se algum acima carregar o vírus; e dali são comprados e consumidos por humanos4. O período em que o humano é assintomático e a facilidade da transmissão explica a rápida expansão da epidemia.

Morcegos? Zoólogos e infectologistas indicam que mudanças no comportamento humano – destruição de habitats naturais somado ao rápido movimento de pessoas no planeta – facilitou a transmissão de doenças antes circunscritas à natureza distante. Morcegos são os únicos mamíferos que voam, por isso as colonias se movimentam por uma grande área. Os vírus que neles se desenvolvem aprendem a suportar a elevação da temperatura corporal durante o voo, e por consequência acabam resistindo à febre humana (um meio de defesa), quando nos atacam. Segundo Andrew Cunningham, Professor de Epidemiologia Selvagem na Sociedade Zoológica de Londres, a transferência inter-espécies decorre da atividade humana: quando o morcego está assustado ou estressado por ser caçado, ou porque seu habitat está sendo destruído pelo desflorestamento, seu sistema imunológico enfraquece e tem dificuldade de controlar tais patógenos; a infecção aumenta e é excretada ou expelida. O ‘stress’ porque passam os animais selvagens nos mercados de animais vivos como em Wuhan leva à excreção mais acentuada dos animais contaminados, que atinge animais também engaiolados, nervoso e estressados, com menor resistência. Kate Jones, Professora de Ecologia e Biodiversidade no University College London lembra o aumento exponencial do transporte de animais e que a destruição de seus habitats em troca de paisagens mais ‘humanas’ causa o contato entre animais de uma maneira anormal, que nunca aconteceu antes, ainda mais quando empilhados em gaiolas em mercados desse tipo. Interações que se continham no local onde ocorreram agora se espalham por grandes áreas. A conclusão dos dois cientistas é a seguinte: primeiro, a culpa não é dos morcegos; segundo, a maneira com que interagimos com as outras espécies leva à disseminação pandêmica do patógeno; e o coronavirus talvez seja o primeiro sinal claro, incontestável, de que a degradação ambiental pode matar os humanos com rapidez, e pode acontecer de novo. A destruição dos habitats é a causa, de modo que a restauração deles é a solução. ‘Não é OK transformar uma floresta em agricultura sem entender o impacto que causa no clima, na concentração de carbono, na deflagração de doenças e de inundações; você não pode ver apenas a transformação da natureza sem pensar no que ela causa nos humanos’, diz Jones5.

Para encerrar este artigo com uma nota positiva, a desaceleração da economia trazida pela pandemia fez regredir rapidamente a poluição do ar, a concentração de dióxido de carbono, a redução do ruído e uma melhoria na qualidade de vida nas cidades. É uma demonstração de que a mudança nos hábitos de consumo, a redução no uso de combustíveis fósseis e uma nova dinâmica na produção de bens e serviços pode produzir resultados duradouros e benéficos para a humanidade e, melhor ainda, para o planeta. Não desanimemos.

1 In https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus2.php, acesso em 26-3-2020.

2 In https://pt.wikipedia.org/wiki/Coronavírus, acesso em 26-3-2020.

3 In https://pt.wikipedia.org/wiki/Pandemia_de_COVID-19, acesso em 26-3-2020. Jornal ‘O Estado de São Paulo’, 27-3-2020, caderno 1, fls. A-14.

4 In www.youtube.com/watch?v=TPpoJGYIW54, acesso em 27-3-2020. A criação de animais selvagens era permitida, foi proibida por ocasião da epidemia SARS de 2002, também originada em um mercado de animais vivos ao sul da China, e depois liberada. Além do risco de doenças, esses mercados são um incentivo ao tráfico ilegal de espécies, inclusive a fauna protegida ou ameaçada de extinção. Foi novamente proibida por ocasião da COVID-19 e entidades de proteção lutam para tornar a proibição permanente. O vídeo traz o histórico dessa evolução. Não verifiquei a fonte das informações. O vídeo é mencionado pela descrição da transmissão do vírus e este artigo não adentra eventual questão política.

5 In https://edition.cnn.com/2020/03/19/health/coronavirus-human-actions-intl/index.htmler . Acesso em 27-3-2020.

Seleção de

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
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Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA,
– Regularização ambiental,
– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental),
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica,
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA,
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio,
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas,
– Processos para obtenção de IPTU Verde,
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA)

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A chegada dos carros voadores – Projetos impulsionam desenvolvimento de protótipos de eVTOLs no Brasil e no mundo

Fonte: Revista FAPESP

Alexandre Afonso

Carros voadores, como os que cruzam os céus do desenho animado Os Jetsons, lançado nos anos 1960, ou da distopia futurista Blade Runner, de 1984, foram durante muito tempo apenas peça de ficção científica. Hoje, há várias iniciativas tentado tornar essas aeronaves realidade. Projetos de veículos voadores elétricos capazes de levar passageiros de um lado para outro, como se fossem táxis aéreos, são executados por diversas empresas ao redor do mundo. Conhecidos pela sigla eVTOL, acrônimo em inglês para veículo elétrico que decola e pousa na vertical, esses aparelhos estão sendo projetados para reduzir os congestionamentos e melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades. Para que isso ocorra, vários desafios precisam ser superados, a começar pela viabilidade técnica dos próprios veículos.

Os japoneses da Toyota fizeram em julho o primeiro voo experimental do protótipo de seu carro voador, o SkyDrive, uma das estrelas da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020. A aeronave terá como missão acender a pira olímpica da competição. Também em meados deste ano, a cidade de Washington, nos Estados Unidos, sediou o maior evento global focado em projetos de eVTOL. Um dos conceitos apresentados no Uber Elevate Summit foi concebido pelos engenheiros da EmbraerX, subsidiária para negócios inovadores da brasileira Embraer. Projetada para transportar quatro passageiros, mais o piloto, a aeronave foi desenhada com um sistema propulsor composto por dez rotores (ou hélices) de baixo ruído e duas asas fixas.

Para Antonio Campello, CEO da EmbraerX, a mobilidade aérea urbana evoluirá para se tornar um importante meio de transporte na próxima década. O protótipo da empresa é somente um dos que integram uma iniciativa global lançada pela Uber há três anos. Após os resultados frustrantes com o UberCopter, modalidade em que as pessoas podiam chamar helicópteros por aplicativo, a empresa resolveu investir em um novo tipo de transporte aéreo compartilhado e lançou o programa Uber Elevate. O plano da Uber é iniciar operações comerciais a partir de 2023.

Os eVTOLs conjugam características de helicópteros e aviões. Como os primeiros, pairam, decolam e pousam verticalmente – por isso, não precisam de pistas longas para operar. Também podem se deslocar para frente, para trás e para os lados. Uma diferença entre eles está na concepção de asas fixas, estrutura que não existe nos helicópteros, e na quantidade de rotores. Enquanto a maioria dos helicópteros modernos tem dois rotores – o maior, geralmente situado acima da cabine, responsável pelo movimento de subida e descida do aparelho e algumas manobras, e um menor, na cauda, também usado para fazer manobras –, os eVTOLs estão sendo projetados para ter vários rotores e atuando em conjunto.

A principal semelhança entre eVTOLs e aviões é a existência de asas fixas. “Elas conferem mais estabilidade durante o voo e maior autonomia [tempo máximo de voo ou distância máxima percorrida pelo veículo]”, explica o engenheiro eletricista Guilherme Augusto Silva Pereira, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo ele, o fluxo de ar que passa sob as asas ajuda a manter a aeronave por mais tempo no ar, gastando menos energia.

Outro diferencial dos eVTOLs é que, além de serem elétricos, podem ter fontes híbridas de energia, como baterias, células fotovoltaicas e células a combustível. Aviões e helicópteros utilizam principalmente querosene de aviação, combustível derivado do petróleo, para mover seus motores, embora existam projetos em andamento de aviões elétricos.

Sem pilotos
Os eVTOLs do programa da Uber deverão voar entre 240 e 320 quilômetros por hora (km/h) em uma altitude que vai variar de 330 a 600 metros (m), segundo estudo divulgado pela companhia – velocidade e nível de voo semelhantes aos dos helicópteros. Uma única recarga de bateria deverá ser capaz de proporcionar autonomia de voo de quase 100 km. A expectativa é de que uma viagem entre o centro de São Paulo e o de Campinas, distantes cerca de 100 km, possa ser feita em até 18 minutos com os veículos voadores – o trajeto de carro é percorrido em mais de duas horas.

Embora planejados para serem autônomos, ou seja, voarem sem intervenção humana, essas aeronaves deverão ser inicialmente conduzidas por pilotos. As metrópoles de Dallas e Los Angeles, nos Estados Unidos, e Melbourne, na Austrália, estão programadas para sediar os primeiros voos-teste do programa Uber Elevate, planejados para acontecer em meados de 2020.

A Uber quer construir para seus carros voadores locais específicos de pouso e decolagem, chamados skyports, mas também espera contar com a infraestrutura de heliportos de algumas cidades, como São Paulo, um dos centros urbanos cotados para receber os eVTOLs da empresa. A cidade dispõe de uma das maiores frotas globais de helicópteros, composta por 420 aparelhos, e quase 200 heliportos ativos.

O engenheiro de controle de automação Guilherme Vianna Raffo, do Departamento de Engenharia Eletrônica da UFMG, explica que, do ponto de vista acadêmico, o desenvolvimento de eVTOLs se encontra bastante avançado. “Vários sistemas de navegação e controle para detecção e desvio de obstáculos, identificação de falhas de sistemas e manobras agressivas estão sendo ou já foram criados para ser acoplados a essas aeronaves”, diz Raffo, que trabalha com eVTOLs desde o doutorado realizado na Universidade de Sevilla, na Espanha, entre 2007 e 2011. O pesquisador participa atualmente de um projeto executado pelas universidades Federal de Minas Gerais (UFMG), Federal de Santa Catarina (UFSC) e de Sevilha cuja finalidade é desenvolver um eVTOL para apoiar o serviço de resgate e atendimento médico de urgência da Espanha.

Os principais grupos de estudo nessa área, de acordo com Raffo, estão no Laboratório Geral de Robótica, Automação, Sensoriamento e Percepção da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, no Instituto de Sistemas Dinâmicos e Controle do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e no Grupo de Robótica, Visão e Controle da Universidade de Sevilha. No Brasil, a UFMG, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), a Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, e a UFSC se destacam na realização de pesquisas visando ao aperfeiçoamento das tecnologias.

Os projetos na área estão sendo executados pelas próprias empresas ou em colaboração com universidades e outras instituições. É o que a Uber está fazendo. Para viabilizar em tão pouco tempo essas aeronaves, a empresa firmou parcerias com a Boeing, a fabricante de helicópteros Bell, a agência espacial norte-americana (Nasa), a Universidade do Texas, em Austin (EUA), e a Escola Politécnica de Paris, na França. Com esta última, criou um Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento, o primeiro do grupo fora dos Estados Unidos, fruto de um investimento de cerca de € 20 milhões (R$ 93 milhões) nos próximos cinco anos. O centro francês realizará pesquisas para o desenvolvimento de protótipos de eVTOLs e se dedicará à criação de uma infraestrutura para apoiar o deslocamento desses veículos nas cidades.

No Brasil, além de trabalhar em um conceito de eVTOL, a Embraer estuda a implementação de um ecossistema de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que viabilize o atendimento da potencial demanda por esse novo tipo de mobilidade urbana. Isso envolve, entre outras coisas, o aprimoramento do sistema de controle de tráfego aéreo urbano. “É imprescindível garantir rotas de navegação seguras para essas aeronaves”, declara o cientista da computação Felipe Leonardo Lôbo Medeiros, do Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEAv-DCTA), em São José dos Campos.

A Atech, subsidiária da Embraer especializada em soluções para o tráfego aéreo, já trabalha em um sistema capaz de integrar a futura demanda de uso do espaço aéreo urbano brasileiro pelos eVTOLs. A ideia é garantir a convivência segura dos diversos serviços de transporte aéreo (aviões, helicópteros e eVTOLs). “A demanda por voos deverá aumentar muito nas próximas décadas e será preciso um sistema capaz de gerenciar essa carga de aeronaves no espaço aéreo urbano”, explica Marcos Resende, diretor de negócios e tecnologia da Atech.

A empresa tem experiência na área e criou, em parceria com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), subordinado ao Comando da Aeronáutica, os sistemas de controle e gestão de tráfego aéreo civil e militar em operação no país. “Estamos usando nosso conhecimento e experiência para, em conjunto com a EmbraerX e o Decea, pensar em como será esse processo no momento em que os céus das cidades forem tomados pelos eVTOLs”, comenta Resende.

Do outro lado do mundo, a China está atenta à nova tecnologia dos carros voadores. Recentemente, a autoridade de aviação civil chinesa publicou um esboço de diretrizes sugerindo o estabelecimento de padrões regulatórios para eVTOLs até o próximo ano. O país espera ter em operação até 2035 um sistema de gestão aérea que inclua essas aeronaves.

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Estação na Antártica é reaberta – Nova infraestrutura, que tem capacidade para 64 pessoas e 17 laboratórios, substitui base incendiada em 2012

Fonte: Revista FAPESP

É diante de um pequeno campo do musgo Sanionia uncinata, espécie endêmica das regiões polares do planeta, que Paulo Câmara, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (IB-UnB), busca captar algum sinal de celular para falar com a reportagem de Pesquisa FAPESP em “uma manhã agradável” de verão antártico a uma temperatura de zero grau Celsius (ºC). Duas grandes antenas de uma operadora de telefonia estão próximas, logo atrás da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), reinaugurada quarta-feira (15/1), reconstruída após um incêndio em 25 de fevereiro de 2012. Trabalhando desde novembro na ilha Rei George, onde ficam estações do Brasil e de outros países, o biólogo faz parte da equipe responsável por montar e testar os 17 laboratórios da nova estação (12 a mais que a antiga).

Catorze estão prontos para estudos científicos em áreas como biologia molecular, bioquímica e medicina. Nas próximas semanas serão concluídos outros três, dedicados a pesquisas em meteorologia, ciências físicas e astronômicas e para fazer medições da ionosfera, a camada de plasma (gás ionizado) da atmosfera situada entre 60 e 1.000 km de altitude.

“Trata-se da maior estrutura científica da Península Antártica e uma das maiores estações de pesquisa antártica já construídas”, disse Câmara, poucos dias antes de receber a comitiva com 45 autoridades, militares, pesquisadores e assessores que participaram da reinauguração na quarta-feira. A cerimônia estava prevista para um dia antes (14/1), mas foi adiada em razão do mau tempo. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, os ministros da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, e o da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, aguardaram na base chilena Eduardo Freire, em Punta Arenas, até que o tempo permitisse o desembarque na ilha Rei George. Na quarta-feira, por volta das 20h30, horário de Brasília, a cerimônia de reinauguração ocorreu em frente da estação.

A nova estação foi construída pela empresa chinesa Ceiec, vencedora de uma concorrência internacional – as obras começaram em 2015, em Shangai. O projeto, porém, ficou a cargo do escritório de arquitetura brasileiro Estúdio 41, que projetou uma estrutura mais segura que a anterior, com capacidade de aguentar ventos de até 200 km/h, abalos sísmicos, solos congelados e fogo. A área construída está maior: são 4,5 mil m², quase o dobro da estação destruída há oito anos.

No total, foram investidos US$ 99,6 milhões – cerca de R$ 400 milhões na cotação atual. De acordo com o projeto executivo divulgado em 2013 pela Marinha, o custo previsto era de R$ 110 milhões.

A Estação Comandante Ferraz volta à ativa recebendo 9 projetos de pesquisa selecionados por um edital de 2018 do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que disponibilizou cerca de R$ 18 milhões a serem executados até 2022 por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dois terços desse montante já foram liberados, informa o glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, instituição responsável por 60% da pesquisa brasileira na Antártida.

Marinha Laboratório de biociências dispõe de infraestrutura para pesquisas com amostras genéticas de animais e plantasMarinha

“Temos recursos para pesquisa garantidos até 2022”, afirma Simões, que é vice-presidente do Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (SCAR), órgão consultivo do Tratado Antártico, assinado em 1º de dezembro de 1959 em Washington, Estados Unidos. “O que preocupa é saber se haverá recursos depois de 2022, uma condição essencial para dar continuidade aos projetos”, diz Simões, ressaltando a importância diplomática da Estação Comandante Ferraz.

“Se deixar de fazer pesquisa na Antártida, o Brasil perde o direito a voto nas reuniões anuais do grupo de países que assinaram o Tratado. A estação, portanto, tem um papel geopolítico fundamental”, observa Simões. Ele explica que 30% das pesquisas do Proantar serão feitas na Comandante Ferraz. O restante é realizado no navio Almirante Maximiano, adquirido com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e gerido pela Marinha, em acampamentos e no Criosfera 1, módulo científico brasileiro automático de coleta de dados meteorológicos e da química atmosférica, situado a 2.500 km ao sul da nova estação.

Paulo Câmara Luiz Rosa, da UFMG, e Paulo Câmara, da UnB: pesquisas com fungos e plantas antárticasPaulo Câmara

De acordo com Paulo Câmara, as pesquisas realizadas na região têm potencial para ajudar no desenvolvimento do país. A vegetação antártica, composta fundamentalmente de musgos, esconde substâncias com potencial de inovação tecnológica. “Existem por volta de 116 espécies de plantas na Antártida, todas com capacidade de sobreviver seis meses embaixo do gelo”, informa. “Ao analisar o DNA desses vegetais, é possível identificar substâncias anticongelantes, sintetizá-las em laboratório e desenvolver produtos resistentes às baixas temperaturas.”

Um avanço da nova estação apontado por Câmara é a capacidade de extrair o DNA das amostras de plantas ainda na Antártida. A antiga base não tinha equipamentos necessários para preparar as amostras, obrigando os pesquisadores a levar o material biológico coletado para o Brasil. “Durante o transporte, parte do material estragava ou perdia suas propriedades. Agora, faremos a preparação das amostragens na própria estação, deixando tudo pronto para apenas realizar o sequenciamento genético no Brasil”, explica Câmara.

Jefferson Simões Criosfera 1, módulo científico brasileiro automático de coleta de dados meteorológicos e da química atmosférica, situado a 2.500 km ao sul da nova estaçãoJefferson Simões

O microbiologista Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), corrobora a apreciação de Câmara. “Dispomos de instalações mais modernas não só laboratoriais, mas também salas frigoríficas para conservar amostras e equipamentos multiusuários de última geração”, diz o pesquisador, que estuda a Antártida há 14 anos e participou da montagem dos novos laboratórios. O grupo coordenado por Rosa é responsável por um acervo de 12 mil linhagens de diferentes espécies de fungos, a maior coleção de fungos antárticos do mundo, muitos deles com potencial biotecnológico. “Identificamos espécies que produzem substâncias antibióticas, pigmentos e enzimas”, diz o microbiologista, que no momento mantém uma parceria com o Instituto René Rachou da Fiocruz de Minas Gerais, em Belo Horizonte, para avaliar as substâncias bioativas produzidas pelos fungos antárticos. “O potencial para ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos e produtos é enorme na Antártida, onde já foram identificadas aproximadamente mil espécies de fungos, o que representa apenas 1% já descritos até o momento.”, observa Rosa.

O mesmo pode ser dito das algas marinhas presentes na Antártida marítima. Um grupo coordenado pelo químico Pio Colepicolo, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), registrou 5 patentes resultantes da bioprospecção de moléculas extraídas de macroalgas marinhas com atividade biológica contra o câncer e outras doenças. “Duas moléculas estão no processo de semi-síntese e já despertam o interesse de empresas farmacêuticas”, diz Colepicolo, que mantém parcerias com universidades de todo o país. Uma tem potencial para tratar câncer colorretal e de mama e é pesquisada por uma equipe da Universidade de Caxias do Sul; a outra molécula é eficaz contra a leishmaniose e está sendo analisada por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara.

Paulo Câmara, arquivo pessoal Paulo Câmara, da UnB, coleta amostras de musgoPaulo Câmara, arquivo pessoal

Colepicolo explica que o cultivo de algas da Antártida é extremamente difícil, depende de condições especiais de temperatura, o que eleva o custo de uma possível produção em laboratório. A extração de amostras para fins de produção industrial de medicamentos também é descartada. “Não queremos recorrer aos bancos naturais da Antártida e retirar dali toneladas de algas por ano”, pontua. “A aposta, portanto, é na síntese química, uma etapa da pesquisa a ser feita no Brasil”, diz Colepicolo, que integrou o grupo de cientistas consultados pela Marinha para projetar a nova Estação Comandante Ferraz. “A nova EACF possui 2 laboratórios de biologia molecular, uma grande conquista do grupo de cientistas que deu suporte na adequação do projeto arquitetônico”.

Colepicolo coordena um projeto que aborda biodiversidade e bioprospecção de algas e seus fungos endofíticos coletados na Antártica. Mesmo fora da lista do programa do Proantar, é possível solicitar ao MCTIC e a SECIRM a inclusão de pesquisadores cuja ida à Antártida seja indispensável para o desenvolvimento de um projeto, explica Colepicolo. “Pretendemos solicitar o envio de pesquisadores do meu grupo para coletar, na Antártica, novo material genético de algas e dar continuidade aos projetos de doutoramento que estão em andamento no Brasil.”

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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– Processos GRAPROHAB
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas,
– Processos para obtenção de IPTU Verde,
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA)

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Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Presidente da APAZA conversa com o CRBio-01 sobre o PL 30/2019 da Câmara Municipal de São Paulo – que dispõe sobre normas de funcionamento dos zoológicos e aquários situados no município de São Paulo

Fonte: site CRBIO01

Em razão da aprovação na Câmara Municipal de São Paulo do Projeto de Lei nº 30/2019 – que dispõe sobre normas de funcionamento dos zoológicos e aquários situados no município de São Paulo -, o Conselho Regional de Biologia da 1ª Região (CRBio-01) entrevistou a presidente da Associação Paulista de Zoológicos e Aquários (APAZA), a Bióloga Mara Cristina Marques.

A Bióloga aponta as contradições e problemáticas que permeiam o texto do projeto de lei, que ainda segue pendente de sanção ou veto do prefeito Bruno Covas, e ressalta a importância dos zoológicos e aquários para a conservação da fauna e para a pesquisa, a divulgação científica e a educação ambiental.

CRBio-01: Como presidente da APAZA, como você enxerga, de modo geral, o projeto de lei? Houve participação de especialistas na sua elaboração?

Mara Cristina: Enxergamos com preocupação o Projeto de Lei nº 30/2019. Considerando o fato de que os zoológicos no mundo todo estão em processo de transição de instituições puramente expositivas e de entretenimento para centros de conservação comprometidos com a conservação da biodiversidade, a difusão de conhecimentos, pesquisa, capacitação profissional, manejo, educação para conservação e bem-estar animal, propostas desta natureza podem comprometer os avanços conquistados na área da conservação.

CRBio-01: Houve participação de especialistas na sua elaboração?

Mara Cristina: Não temos conhecimento da participação de técnicos e especialistas da área de manejo em zoológicos que tenham participado da construção desta proposta – pois conseguimos observar que o conteúdo está muito aquém e simplista do verdadeiro papel dos zoológicos modernos. Embora as associações de zoológicos (APAZA e AZAB) sempre tenham se colocado à disposição para contribuir na construção de uma proposta coerente, não fomos procurados.

CRBio-01: De que forma a aprovação da norma prejudicará as ações de conservação de fauna?

Mara Cristina: Consideramos a aprovação do PL30/2019 um retrocesso, que vem na contramão dos avanços de conservação os quais estão gerando bons resultados e salvando espécies da extinção.

CRBio-01: Quais as principais contradições observadas no texto da norma?

Mara Cristina: Observamos que muitos artigos são contraditórios. Citarei somente alguns pontos, pois são muitos. Ressalto que essa avaliação técnica foi realizada com a participação de técnicos de zoológicos e pesquisadores.

a) Quando se consideram ações e metas de conservação, não se faz distinção entre espécies nativas ou exóticas, em especial as que constam em listas nacionais ou internacionais de ameaças;

b) Os artigos não contemplam na sua totalidade as atividades realizadas pelos Zoológicos e Aquários e afrontam o que determina o Art. 2º da Lei 7.173/83, que dispõe que “Para atender a finalidades socioculturais e objetivos científicos, o Poder Público Federal poderá manter ou autorizar a instalação e o funcionamento de jardins zoológicos”;

c) Proibição de captura de animais na natureza: esta proibição já é prevista na Legislação federal; entretanto, cabe ressaltar que esta prática não é utilizada pelos Zoológicos há muitos anos. Os Zoológicos possuem papel fundamental na conservação da biodiversidade quando se considera o manejo integrado de populações e a sua sustentabilidade por meio dos programas de conservação entre associações de Zoológicos, ONGs e outras entidades de conservação.

Cabe também esclarecer que, para determinadas espécies em risco de extinção, sejam quais forem as pressões antrópicas ou por meio de eventos estocásticos, são necessárias e urgentes ações de conservação sob cuidados humanos para que estas possam sobreviver, dado o risco de extinção por sua incapacidade de sobreviver sem a integração de esforços in situ e ex situ.

Em casos muito raros e específicos, uma eventual captura de animais da natureza seria perfeitamente justificada seguindo preceitos éticos, científicos e legais por meio de autorizações emitidas pelo ICMBIO e demais autoridades frente à apresentação de projetos de conservação, assim como para fins de pesquisa, cujos resultados revertem-se de fato na conservação da espécie.

d) Não receber animais oriundos de captura na natureza: como ficam os milhares de animais órfãos, acidentados e doentes resgatados ou vítimas da construção de empreendimentos de grande impacto os quais não podem ser translocados? Quais seriam as opções de destinação de outros empreendimentos de fauna compreendidas na Instrução Normativa do IBAMA nº 07/2015 e na Resolução Conama nº 489/2018, como Cetas e CRAS, para os animais que não podem ser devolvidos ao seu ambiente natural? A proposta não oferece alternativas.

A proposta vai contra uma das mais importantes funções dos Zoológicos, contra o bem-estar animal e contra a conservação. Além disso, é absolutamente incompatível com o artigo 1º do próprio PL, revelando mais uma contradição.

e) Zelar pela não reprodução dos animais: A função fundamental de conservação implica na reprodução, é o que preconiza a Resolução Conama nº 489/2018 no capítulo II, Art 4 º, X: “zoológico ou jardim zoológico: empreendimento de fauna com finalidade de criar, reproduzir e manter espécies da fauna nativa e exótica, em cativeiro ou em semiliberdade, expostas à visitação pública”.

Os Zoológicos e Aquários são locais de manutenção de “populações de segurança” para conservação; neste contexto, a manutenção e reprodução da fauna nativa e exótica caracterizam-se em estratégia global de conservação ex situ mundialmente reconhecida e recomendada.

A manutenção de populações de segurança nos Zoológicos é baseada em critérios fundamentados e documentados nos diversos programas, como os de conservação, de controle e de acompanhamento reprodutivo das populações, de bem-estar, entre outros, portanto.

Por outro lado, a reprodução nos empreendimentos não é um evento aleatório, sem qualquer finalidade, mas, muito pelo contrário, é controlada e, em muitos casos, feita sob supervisão de um studbook keeper, que é responsável por manejar as subpopulações em cativeiro como uma única grande população de forma a garantir a sua manutenção e vitalidade genética em longo prazo.

Além de ir contra a Resolução Conama nº 489/2018, também é uma contradição insuperável com relação ao artigo primeiro do próprio projeto de lei.

Não se faz conservação sem reprodução. As diretrizes propostas são contraditórias em relação às funções dos Zoológicos. A reprodução dos animais é necessária para dezenas de programas de conservação em andamento, bastando citar o acordo entre o ICMBio e a AZAB no que tange à conservação de espécies ameaçadas no Brasil, onde os Zoológicos e Aquários possuem um papel fundamental neste processo.

Não se faz conservação no Brasil sem os Zoológicos, como já bem estabelecido pelo Governo Federal em acordos onde os empreendimentos na cidade de São Paulo desenvolvem um papel central. Assim, esta diretriz atenta frontalmente contra a conservação animal.

CRBio-01: O prejuízo é grande mesmo com a exceção às proibições de recepção de animais e de reprodução (quando se tratar de programas de apoio a animais apreendidos ou entregues voluntariamente ou, também, de conservação de espécies nativas ameaçadas de extinção)?

Mara Cristina: Não se pode fazer distinção entre programas de conservação de fauna nativa ou exótica, pois a conservação acontece em nível global. Não apenas espécies já listadas como ameaçadas necessitam de programas de reprodução, uma vez que algumas espécies podem mudar sua categoria de ameaça rapidamente, antes de serem atualizadas as listas, como foi o caso dos Bugios no sudeste do Brasil, cujas populações foram grandemente reduzidas em virtude da febre amarela entre 2017 e 2018.

A esperança para a sobrevivência da espécie em várias regiões, felizmente, são as populações presentes nos Zoológicos e Aquários, onde podem ser reproduzidas e reintroduzidas.

Ademais, a proposta não faz mais distinção a que animais os empreendimentos podem receber, pois podem ser enquadrados animais domésticos, como cães e gatos. Além disso, desconhece-se o que o texto da proposta quer dizer com “programas de apoio a animais apreendidos”, alterando a atividade-fim dos empreendimentos, sendo uma interferência indevida e injustificada do Estado em empreendimentos legalmente autorizados há décadas e que cumprem expressiva e relevante função pública social e de conservação, além de colocar os empreendimentos de São Paulo em um limbo jurídico frente a acordos já estabelecidos nacional e internacionalmente.

CRBio-01: Qual a sua opinião a respeito da substituição da proximidade física com os animais pela realidade virtual?

Mara Cristina: Esta é uma forma velada de propor a extinção dos zoológicos (o que é negado na justificativa do projeto de lei), não atendendo as finalidades propostas na Lei 7.173/83 e na Resolução Conama nº 489/18, sem propor nada comprovadamente melhor, que contribua para a conservação ou com mais qualidade em troca.

Não há qualquer menção na literatura técnica ou científica de que atividades de realidade virtual possam substituir as experiências reais. Isso colocaria os empreendimentos de São Paulo na contramão das melhores práticas feitas no planeta.

Os Zoológicos e Aquários, ao redor do mundo, atraem cerca de 700 milhões de visitantes ao ano, e os empreendimentos de São Paulo e no Brasil, nos últimos 5 anos, atraíram nada menos que 30 milhões de visitantes. Estes números, por si só, atestam a importância e o reconhecimento destes locais como importantes para a população, que os frequenta em busca de uma conexão com o mundo natural e com a educação e sensibilização ambiental, algo comprovadamente impossível de ser realizado em ambiente virtual.

Não existem estudos no mundo que indiquem que a experiência virtual é superior à experiência real e a proposta não apenas muda arbitrariamente e sem qualquer justificativa a função dos Zoológicos e Aquários, mas também tenta promover uma prática cuja eficácia não encontra respaldo na literatura.

CRBio-01: Há projetos de criação de novos zoológicos ou aquários na cidade que serão inviabilizados com a aprovação da norma?

Mara Cristina: No município de São Paulo, há 5 instituições de relevância e que exercem um papel importante, não somente nos valores apontados de conservação, pesquisa e educação ambiental, mas na geração de recursos para o município e na manutenção de empregos diretos e indiretos. No momento, não temos conhecimento da solicitação de abertura de novos zoológicos ou aquários no município.

CRBio-01: Existe alguma norma semelhante em outras cidades ou países?

Mara Cristina: No Brasil, não há nenhuma norma semelhante a esta e, em outros países, as regras seguem diretrizes locais as quais podem ser distintas das brasileiras.

Entretanto, cabe informar que, juntamente com a AZAB (Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil), a APAZA encaminhou uma nova proposta de lei federal bastante robusta, a qual atende a este novo papel dos zoológicos e aquários. Trata-se da proposta que transforma os zoológicos e aquários em Centros de Conservação da Fauna.

Acesse o texto do Projeto de Lei nº 30/2019 clicando aqui.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
blanche@ecobioconsultoria.com.br
ricardo @ecobioconsultoria.com.br
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Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA,
– Regularização ambiental,
– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental),
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica,
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA,
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio,
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB
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Algas de lagoa podem ser o ‘superalimento’ do futuro?

Fonte: site AmbienteBrasil

Pesquisas de mercado indicam que há muitas pessoas dispostas a pagar caro para consumir os chamados “superalimentos”… mas você comeria algas de lagoa?

Não se assuste, porque você não precisará retirá-las da água. É mais provável que elas sejam servidas a você como um cupcake verde brilhante ou até como um smoothie — embora em um tom incomum de azul do oceano profundo.

Antes de torcer o nariz, lembre-se do seguinte: estima-se que o número de pessoas na Terra chegará a 8 bilhões em 2023, segundo dados da ONU — mas estudos recentes indicam que nosso sistema alimentar atual consegue sustentar apenas uma população de 3,4 bilhões antes de começar a saturar os limites do planeta.

E é aí que entra a humilde alga de lagoa. O mundo das microalgas e cianobactérias poderia ajudar a alimentar a crescente população mundial — ou isso é outra moda passageira?

Antes de tentar responder, aqui vão algumas informações.

Conheça chlorella e spirulina

As microalgas são microrganismos unicelulares formados em água salgada ou água doce e obtêm sua energia por meio da fotossíntese — o processo pelo qual plantas e outros organismos convertem luz em energia para se alimentar.

Foto tirada de escumalha com uma lente macro
Pode não parecer apetitoso, mas a chamada “escumalha de lagoa” poderia até alimentar astronautas durante missões a Marte

As cianobactérias também são aquáticas e fotossintéticas.

Embora estruturalmente iguais, as microalgas são mais complexas que as cianobactérias e realizam a fotossíntese de maneira diferente.

Há uma enorme variedade de microalgas na Terra, mas a chlorella e a biomassa de cianobactérias conhecida como spirulina são as duas mais comumente produzidas e usadas como suplementos alimentares.

Sensação no Instagram

Alguns anos atrás, a #spirulina se tornou uma sensação nas redes sociais.

Milhões de pessoas compartilhavam fotos de “smoothies de sereias” e “tigelas oceânicas” em cores deslumbrantes e brilhantes pelo pigmento natural da spirulina.

Spirulina em comprimidos e pó dentro de tigelas
A hashtag #spirulina se tornou um fenômeno nas redes sociais

De repente, a spirulina se tornou o “novo superalimento” da moda.

Comprimidos e farinhas de spirulina e chlorella passaram a ser comercializados e anunciados como ricos em vitaminas e minerais, ferro e proteínas.

Na Yeotown Kitchen, perto de Paddington, em Londres, a spirulina e a clorela são ingredientes essenciais na culinária.

Lá você pode experimentar um biscoito de spirulina paleo verde, um sorvete de spirulina sem lactose, pílulas de energia de spirulina verde e cheesecake de spirulina azul.

E isso é apenas o começo.

A professora Alison Smith, diretora de ciências de plantas da Universidade de Cambridge e uma das principais estudiosas de algas do mundo, explica como comer algas é uma tradição que existia muito antes do Instagram.

“As pessoas comem algas verde-azuladas há muito tempo. Há relatos de centenas de anos atrás de pessoas na América do Sul tirando spirulina de lagoas para complementar sua dieta.”

Então, quais são os benefícios?

O alto teor de proteínas faz das microalgas uma alternativa à carne.

Por enquanto, elas tendem a ser adicionadas aos alimentos em pequenas medidas, mais como um complemento.

Mas Andrew Spicer, CEO da Algenuity, quer usar a chlorella para substituir o ovo em receitas como as de bolos e massas.

Empadas de spirulina vendidas num mercado local
Antes de viralizar nas redes, os povos indígenas de todo o mundo já estavam complementando suas dietas com spirulina comprada em mercados locais

A spirulina pode até ser usada para fazer maionese, porque funciona como uma gema de ovo.

Quando você a bate, ela se abre e tem a capacidade de misturar dois líquidos que normalmente não combinariam.

Quais são as desvantagens?

O cheiro e o sabor da spirulina podem ser “desafiadores”.

“A maneira mais fácil de descrevê-lo é quando você está no porto e sente um cheiro misto de peixe e ferro ou metal”, diz o chef Simon Perez.

E a cor também apresenta um problema: se você entregar às pessoas um pedaço de pão verde, a maioria não vai querer comê-lo.

Spirulina em pó numa vasilha
Um problema da spirulina: a aparência é melhor que o cheiro

Além disso, há dúvida sobre os verdadeiros benefícios do consumo de microalgas à saúde.

Tanto a spirulina quanto a chlorella são ricas em proteínas, mas as alegações de que são a resposta nutricional para todos os nossos problemas não são amplamente confirmadas cientificamente.

“A spirulina é composta essencialmente entre 55 e 70% de proteína e possui um melhor perfil de aminoácidos do que outros alimentos de origem vegetal”, diz a nutricionista Rhiannon Lambert, “mas isso não significa que seja melhor que a proteína de origem animal.”

As microalgas contêm Omega 3 — um ácido graxo —, mas é uma fonte vegetal conhecida como DHA (ácido docosahexaenóico).

Embora seja muito benéfico, é menos biodisponível e acessível para nós do que o Omega 3 que encontramos nos peixes.

O mesmo vale para a vitamina B12 das microalgas, um micronutriente de que todos precisamos para o metabolismo energético e o sistema nervoso.

“O problema de a spirulina ser aclamada como uma grande fonte de B12 é que na verdade não funciona”, diz Rhiannon.

“Sim, contém um pouco de vitamina B12, mas não é biodisponível no corpo”, ou seja, não conseguimos digerir e usá-la como a B12 que podemos obter de outras fontes.

As microalgas são o alimento do futuro?

Apesar das desvantagens, incluindo as duvidosas credenciais de “superalimentos”, as microalgas oferecem alguns pontos positivos.

À medida que a população aumenta e a terra disponível para a agricultura se torna escassa, precisamos encontrar novas maneiras de aumentar a produtividade.

Algas crescendo em rochas em Taiwan
Essas algas poderão se tornar a comida do futuro?

Ao contrário de outras fontes de proteína, as microalgas não requerem terras agrícolas de alta qualidade.

“Microalgas e spirulina podem ser cultivadas em todos os tipos de local. Na água, nos oceanos, em lagoas, em lagos e assim por diante. Até mesmo no seu quintal e na neve”, diz Alison Smith.

Isso significa que podemos cultivar esses organismos em cidades e vilarejos.

As microalgas podem até ser cultivadas no espaço — e podem ser usadas para alimentar astronautas em longas missões a Marte.

Tornando a ‘escumalha de lagoa’ mais palatável

Comer algas, portanto, é uma proposta interessante, mas não totalmente atraente para muitos de nós.

Mas pode haver uma solução para a cor e o cheiro desanimadores.

Na Algenuity, eles estão tentando superar essas barreiras desenvolvendo uma variedade de algas onde a clorofila é removida — criando assim um ingrediente que possui sabores neutros e cores sutis.

Algas verdes crescendo numa lagoa
Cientistas estão tentando desenvolver variedades de algas sem clorofila, com sabores neutros e cores sutis

“O que estamos tentando fazer é trazer uma fonte vegana de proteína que seja relevante e possa ser usada em vários tipos de alimentos”, diz o CEO Andrew.

“É hora de olhar para novas oportunidades de alimentos e novas maneiras de usá-los, em vez de apenas procurar substituir por algo igual.”

As microalgas são a comida do futuro? Isso pode depender de nós.

Este texto foi adaptado do The Food Program da BBC Radio 4 e foi originalmente apresentado por Sheila Dillon.

Fonte: BBC

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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PEDRAS PARIDEIRAS EM AROUCA: AS “PEDRAS QUE TÊM FILHOS” SÃO UM FENÓMENO ÚNICO NO MUNDO

Fonte: site viagens.sapo.pt

Do ponto de vista geológico, a pedra chama-se “granito nodular da Castanheira”, mas os habitantes da aldeia da Castanheira chamaram-lhe Pedra Parideira, por ser uma “pedra que pare pedra”.

Pedras Parideiras em Arouca: As

Este fenómeno único no mundo acontece na aldeia da Castanheira, em pleno planalto da Serra da Freita, no concelho de Arouca e é um dos geossítios mais emblemáticos do Arouca Geopark. Do ponto de vista geológico, a rocha designa-se “granito nodular da Castanheira” e estende-se por uma área de cerca de 1 km2.

Por ação da erosão, alguns nódulos libertam-se da “pedra-mãe” e acumulam-se no solo, deixando no granito uma cavidade. É por isso que os habitantes da aldeia da Castanheira chamaram a esta rocha “Pedra Parideira”, por ser “a pedra que pare pedra”.

Em 1751, é descrito pela primeira vez este fenómeno no “Dicionário Geográfico”, pelo Padre Luiz Cardoso, que o descreve tendo por base os relatos dos  habitantes:

PENHASCOS A QUE OS NATURAIS CHAMAM AS PEDRAS QUE PAREM, DEDUZINDO-LHE O NOME DE QUE ESTAS PEDRAS LANÇAM OUTRAS PEDRINHAS PEQUENAS EM CERTOS MESES DO ANO, FICANDO-LHES AS COVAS DEPOIS DE AS LANÇAREM

Pedras Parideiras Arouca Geopark

“Na verdade, as rochas não são seres vivos como as plantas ou animais. Assim, será necessário contactar com as explicações sobre a dinâmica terrestre e o ciclo das rochas, para compreender como se “desprendem” os nódulos, deixando uma marca escura, qual a sua relação com a rocha granítica ou, até, refletir sobre a composição dos nódulos”, explicou ao SAPO Viagens a geóloga Alexandra Paz, responsável pela Casa das Pedras Parideiras, no Arouca Geopark.

UM FENÓMENO  ÚNICO DO MUNDO QUE NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE EXPLICADO

“Até ao momento, não há evidências científicas da existência, noutra parte do mundo, de outra rocha magmática intrusiva com as mesmas características do Granito Nodular da Castanheira, rocha que o povo apelidou de Pedras Parideiras. Do ponto de vista geológico é uma rocha com características muito especiais e extremamente complexas, não havendo um consenso na comunidade científica sobre a formação das particularidades que esta rocha  granítica nos apresenta”, explica Alexandra Paz.

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