Senado aprova MP que deu fim a prazo para o cadastro ambiental rural Fonte: Agência Senado

Fonte: Agencia SENADO

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) o projeto de lei de conversão (PLV 22/2019) originado da MP 884/2019, que reabriu as inscrições no Cadastro Ambiental Rural (CAR) por tempo indeterminado. O PLV segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece que a inscrição no CAR é obrigatória e por prazo indeterminado para todas as propriedades e posses rurais. No entanto, os proprietários e possuidores dos imóveis rurais que os inscreverem no CAR até o dia 31 de dezembro de 2020 terão direito à adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

O texto, que altera dispositivos do Código Florestal (Lei 12.651, de 2012), estabelece ainda que a União, os estados e o Distrito Federal deverão implantar programas de regularização ambiental de posses e propriedades rurais, com o objetivo de adequá-las à legislação vigente. Na regulamentação desses programas, a União estabelecerá normas de caráter geral, incumbindo-se aos estados e ao Distrito Federal o detalhamento por meio da edição de normas de caráter específico.

A inscrição do imóvel rural no CAR é condição obrigatória para a adesão ao PRA. Caso os estados e o Distrito Federal não implantem o PRA até 31 de dezembro de 2020, o proprietário ou possuidor de imóvel rural poderá aderir ao PRA implantado pela União.

A MP 884/2019, que tem prazo de vigência até 11 de outubro, tornou o CAR um sistema aberto a atualizações e novas inscrições, de modo a possibilitar a constante inclusão de dados. Criado pelo Código Florestal em 2012, o CAR determinou o cadastramento das propriedades e a implementação dos mecanismos previstos no PRA para adequação dos produtores às exigências legais. Foi dado um prazo de adesão, que se encerrou em 31 de dezembro de 2018, e quem não aderiu estava proibido, por exemplo, de acessar linhas de crédito.

Desde 2017, o prazo tem sido prorrogado porque o descumprimento dele estava vinculado ao impedimento de o produtor rural obter créditos agrícolas em qualquer modalidade. Quando o prazo final de inscrição foi prorrogado nessas ocasiões, a penalidade de restrição de crédito foi suspensa pelo mesmo prazo novo.

Agora, como o texto especifica que o prazo para adesão ao cadastro é indeterminado, o prazo para valer a restrição de concessão de crédito também passa a ser indeterminado, ou seja, o crédito poderá ser concedido, contanto que o produtor esteja inscrito no CAR.

Atualmente há mais de 5 milhões de propriedades registradas, o que demonstra a maciça adesão dos produtores rurais, na avaliação do governo, segundo o qual os ajustes são necessários para permitir que a lei não gere exclusão e impeça a regularidade de novas matrículas.

O relator do projeto, senador Irajá (PSD-TO), exaltou o CAR como uma plataforma de dados “confiáveis e precisos” sobre as propriedades rurais, trazendo informações sobre tamanho, área produtiva e reservas de preservação ambiental. Esses dados são consultados por órgãos ambientais dos estados e da União e usados por instituições financeiras para orientar a liberação do crédito rural.

A MP foi transformada em projeto de lei porque foi modificada pelos parlamentares. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-ES) destacou a retirada de anistias que eram concedidas pelo texto, e que ela avalia como inadequadas.

Para a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), a medida deve beneficiar principalmente os pequenos produtores rurais, que têm mais dificuldade de se inserir no Cadastro. O senador Paulo Rocha (PT-PA) também apoiou o projeto e afirmou que o Congresso deveria avançar nessa área, com iniciativas de regularização fundiária.

Fonte: Agência Senado

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
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– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
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Relatório da Petrobras diz que óleo no Nordeste é venezuelano

Fonte: Site terra

Investigação revelada pela imprensa brasileira sugere que manchas que atingem mais de cem pontos do litoral nordestino seriam mistura de óleos provenientes da Venezuela. Bolsonaro fala em possível ação criminosa.Um relatório da Petrobras divulgado nesta terça-feira (08/10) pela imprensa brasileira concluiu que as manchas encontradas em praias do litoral do Nordeste seriam uma mistura de óleos provenientes da Venezuela. O número de locais atingidos na região aumentou para 138.

Manchas de óleo em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco
Manchas de óleo em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco
Foto: DW / Deutsche Welle


Investigações sigilosas realizadas pela Marinha, Polícia Federal e pela estatal petrolífera concluíram que foram encontradas nas manchas na costa brasileira as mesmas características do petróleo produzido na Venezuela.

O laboratório de geoquímica da Petrobras analisou 23 amostras recolhidas e as compararam com o petróleo produzido pela empresa brasileira. As análises confirmaram que as manchas não seriam provenientes da extração ou da produção de produto no Brasil.

“Cada petróleo teria, entre aspas, um DNA específico. Esse conteúdo de moléculas que está em cada amostra é que me permite diferenciar um petróleo do outro e correlacioná-los, buscar semelhanças ou diferenças. Então a gente grosseiramente pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente”, explicou o geólogo Mário Rangel, gerente do laboratório da Petrobras, citado pelo portal G1.

A Petrobras se limitou a dizer que o petróleo cru analisado nas amostras não é da empresa. “[A análise] atestou, por meio da observação de moléculas específicas, que a família de compostos orgânicos do material encontrado não é compatível com a dos óleos produzidos e comercializados pela companhia”, disse a estatal em nota.

Questionado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que ainda não é possível confirmar a origem das manchas de óleo, mas disse que considera três hipóteses: um navio naufragado, um acidente na transferência de óleo de um navio para outro ou até mesmo um despejo criminoso.

As possibilidades de que o petróleo tenha brotado de uma fissura no fundo do mar ou que seja resultado da limpeza de um tanque de navio são pouco prováveis.

“São aproximadamente mais de 500 barris de petróleo, o que indica que não é simplesmente a lavagem de um tanque de um navio. Alguma coisa extraordinária aconteceu”, disse Castello Branco. “Existe a possibilidade de esse material ser liberado gradualmente.”

Até o momento, as equipes do governo já recolheram desde o mês passado 133 toneladas de óleo no litoral nordestino. “Desde 12 de setembro, a Petrobras realizou, por solicitação do Ibama, limpeza de praias que apresentaram manchas de óleo nos últimos dias, nos estados de Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Bahia”, afirmou a empresa.

O trabalho de limpeza das praias é realizado pelas equipes do Centro de Defesa Ambiental da Petrobras. Apenas no estado de Alagoas, 15 praias foram atingidas pela poluição. O óleo ameaça também os corais na região e impede o trabalho dos pescadores.

Alguns dos locais turísticos mais visitados do Nordeste foram atingidos, como Porto de Galinhas e Boa Viagem, em Pernambuco, Praia do Forte e Porto de Sauípe, na Bahia, Praia da Pipa e Natal, no Rio Grande do Norte, e João Pessoa, na Paraíba.

Antes da divulgação do relatório da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro insinuou que o governo sabia de qual país vieram as manchas de óleo e especulou que poderia se tratar de uma ação criminosa.

“Eu não posso acusar um país, vai que não é aquele país. Não quero criar problemas com outros países. É reservado”, afirmou, sem mencionar a Venezuela. “Temos no radar um país que pode ser a origem do petróleo.”

“É um volume que não está sendo constante, não é? Se fosse um navio que tivesse afundado, estaria saindo ainda óleo. Parece que […] criminosamente algo foi despejado lá”, acrescentou.

RC/ots/abr

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O veneno do remédio – Efeitos nocivos limitam potenciais usos terapêuticos da curcumina

Fonte: Revista FAPESP

Curcuma: usado como tempero, extrato obtido do açafrão-da-índia é rico em curcuminawww.sxc.hu

A curcumina, substância encontrada no pó amarelo-alaranjado extraído da raiz da curcuma ou açafrão-da-índia (Curcuma longa), aparentemente pode ajudar a combater vários tipos de câncer, o mal de Parkinson e o de Alzheimer e até mesmo retardar o envelhecimento. Usada há quatro milênios por algumas culturas orientais, apenas nos últimos anos passou a ser investigada pela ciência ocidental, com resultados surpreendentes em alguns casos e alarmantes em outros. Estudos conduzidos na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP), interior do estado, indicam que em dosagem baixa a curcumina previne danos no material genético das células provocados por compostos tóxicos. Em teores elevados, porém, a curcumina pode até matá-las.

Recentemente a curcumina vem sendo tratada como panaceia pelos meios de comunicação ávidos por dicas de saúde. Corante rotineiro na indústria alimentícia, ela está presente nos mais diversos produtos, de biscoitos a sorvetes, de sopas a margarinas. Também é a base de condimentos como o curry. Na Índia, aliás, seguindo a dieta típica do país, as pessoas chegam a consumir ao redor de dois gramas de curcumina por dia. Nos países ocidentais, onde a quantidade nos alimentos é bem menor, a expectativa de que a curcumina possa melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças a transformou num suplemento alimentar.

Mas alguns pesquisadores alertam: vale a pena levar em conta um velho ditado segundo o qual a diferença entre o remédio e o veneno está na dose – uma adaptação do que teria escrito no século XVI o médico, botânico e alquimista suíço Paracelso. É basicamente isso que vêm sugerindo as pesquisas realizadas pelo grupo de Lusânia Maria Greggi Antunes, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP em Ribeirão Preto. “Foi muito divulgado no final do ano passado, até em programas de TV, que a curcumina teria um efeito protetor contra o câncer, e só foi dito que quanto maior o consumo, maior a proteção”, afirma Lusânia. “Mas a gente sabe, pelos dados disponíveis, que não é bem assim.” Pesquisadores da Universidade de Sevilha também alertaram para o risco-benefício da curcumina como agente terapêutico.

O interesse inicial do grupo de Ribeirão era estudar o potencial antimutagênico da curcumina, ou seja, sua capacidade de diminuir danos e alterações no material genético (DNA) das células. “Começamos nossos estudos tentando observar redução de danos na estrutura dos cromossomos e depois na sequência do próprio DNA”, conta a pesquisadora. Os testes foram feitos tanto com células (in vitro) como em animais (in vivo) para verificar se a curcumina, com atividade antioxidante já demonstrada, também evitaria mutações no material genético celular.

Essas pesquisas iniciaram-se mais de 10 anos atrás e hoje formam um corpo que justifica o alerta. Nos primeiros testes, o grupo de Lusânia usou uma cultura de células de ovário de hâmster chinês, escolhidas pelos cromossomos grandes. Depois de tratar as células com o quimioterápico bleomicina, de conhecido poder mutagênico e usado contra leucemia, e com radiação, também capaz de induzir danos no material genético, os pesquisadores aplicaram em três grupos de células concentrações diferentes de curcumina. A expectativa era que a substância encontrada na curcuma reduzisse as alterações nos cromossomos. Mas aí veio a surpresa. As doses menores (2,5 e 5 microgramas de curcumina por mililitro) produziram um efeito antimutagênico, enquanto a dosagem mais alta, 10 microgramas por mililitro, provocou a reação contrária: mais mutações do que as observadas nas células não tratadas com curcumina. Ante esses resultados, concluiu-se que nem sempre a curcumina produz um efeito benéfico. Uma quantidade grande demais pode ter um efeito oposto ao de concentrações menores. É o remédio se transformando em veneno.

Em flor: açafrão-da-índia, nativo do sul da Ásia

Neuroproteção
Mais recentemente, alguns trabalhos começaram a sugerir que a curcumina, além de suas propriedades antioxidantes – ela reduz a formação de radicais livres prejudiciais às células –, também poderia apresentar um efeito neuroprotetor, o que a tornaria uma potencial candidata a combater doenças neurológicas hoje incuráveis, como Parkinson ou Alzheimer. O farmacêutico Leonardo Mendonça, do grupo de Lusânia, também colocou essa assertiva à prova em 2009, com um estudo in vitro feito com células de rato denominadas PC12, originárias da glândula adrenal e precursoras de neurônios.

Para induzir os danos às células, os pesquisadores usaram cisplatina, um quimioterápico agressivo, em diferentes concentrações. Como nos estudos com as células de ovário, usaram doses variadas da curcumina para avaliar um possível efeito protetor. Os resultados foram basicamente os mesmos: nas concentrações menores, a curcumina ajudou a proteger as células da ação deletéria da quimioterapia. Mas, nas doses mais altas, o efeito se inverteu e os danos foram ainda maiores que os observados entre as células tratadas com cisplatina, mas não com curcumina.

A essa altura, estava  mais claro que o efeito da curcumina nem sempre era protetor. Mas por quê? Aparentemente, após uma determinada dose, a substância passava a contribuir para a formação de radicais livres, em vez de impedi-la. O mecanismo molecular exato ligado a esse efeito, porém, ainda está longe de ser esclarecido. E o mais intrigante é que os experimentos da equipe de Lusiânia com ratos não permitiram verificar as mesmas propriedades nocivas vistas nos estudos com células em cultura.

Parecem ser duas as razões para o fato de os estudos in vivo não mostrarem os mesmos efeitos danosos dos testes in vitro. A primeira é que a chamada biodisponibilidade da curcumina, a capacidade de o organismo a absorver, é bastante baixa. Isso significa que as doses administradas pelo grupo de Lusânia aos animais podem ter sido baixas demais para provocar algum efeito deletério. A segunda razão é que no organismo a curcumina é metabolizada no intestino, antes mesmo de entrar na corrente sanguínea, e depois novamente no fígado, o que terminaria por protegê-lo de uma eventual dose excessiva dessa substância.

Ante essas dúvidas, a equipe volta à bancada em 2010 com o objetivo de criar um modelo in vitro que esteja mais próximo do que se vê in vivo. “Estamos começando o estudo com células que conseguem fazer essa metabolização e que devem permitir comparar melhor os resultados [in vitro com os in vivo]”, explica Lusânia. Caso esse esforço seja bem-sucedido, deve se tornar possível começar a especular sobre qual seria a dosagem máxima segura para ingestão oral por seres humanos. Hoje os estudos só são capazes de mostrar que, depois de uma determinada quantidade, a curcumina faz mal. Mas, como quase todos os testes foram in vitro, não permitem calcular a dosagem ameaçadora para um organismo. Isso porque a ingestão de alguns gramas de curcumina resulta em concentrações muito baixas no sangue, medidas em nanogramas, bem menos do que a quantidade a que as células são submetidas em laboratório. O grupo também pretende investigar quais genes a curcumina ativa e desativa dentro das células, numa tentativa de elucidar o mecanismo molecular por trás de efeitos tão diversos.

Se por um lado a questão da dosagem e a da toxicidade preocupam, por outro, alguns estudos, feitos por brasileiros inclusive, mostram resultados animadores do uso da curcumina contra certos tipos de câncer.

O grupo do urologista Miguel Srougi, da Faculdade de Medicina da USP, tem trabalhado com a perspectiva de usar a curcumina contra tumores de próstata e de bexiga. Nas culturas de células em laboratório, eles observaram um efeito impressionante: a curcumina levou as células dos tumores ao suicídio – acionou a apoptose, a morte celular autoinduzida. O resultado é particularmente surpreendente se levar-se em consideração o fato de que os tumores em geral são formados por células que sofreram mutações e se recusam a morrer, multiplicando-se furiosamente.

Ação localizada
No estudo do câncer de bexiga, a equipe de São Paulo foi mais longe: realizou uma série de experimentos in vivo, com camundongos. Os testes mostraram um efeito localizado contra as células cancerosas, sem danos colaterais nos animais. “Está nos planos fazermos no futuro próximo testes clínicos com a curcumina contra o câncer de bexiga, possivelmente para ser usada como segunda linha de tratamento”, explica Kátia Leite, pesquisadora do grupo de Srougi.

A vantagem no caso dos tumores de bexiga é a facilidade de aplicação direta da curcumina. É possível injetá-la diretamente na bexiga, via uretra, de forma que as concentrações que chegam ao tumor são suficientes para afetá-lo. Quando a administração é por via oral, isso se torna mais difícil, em razão da pouca capacidade de absorção do organismo. Essa constatação ajuda a explicar por que muitos pesquisadores  dizem que as pessoas não deveriam se animar muito em incluir curcumina na dieta por seus potenciais efeitos medicinais.

Mas, de novo, nem mesmo como medicamento, com uso específico e dosagem controlada, a curcumina é a solução para todos os males. Um estudo realizado pelo americano Mark Miller, da Universidade Wake Forest, e apresentado em novembro de 2009 em um congresso em Ouro Preto, interior de Minas Gerais, mostrou que, em testes contra câncer de pulmão feitos com camundongos transgênicos, a curcumina agravou o problema, em vez de combatê-lo.

O desafio agora é decifrar precisamente como a curcumina age no organismo, para compreender como ela pode, em alguns casos, fazer bem, e em outros, mal. “Ainda estamos muito longe de entender os mecanismos exatos de ação da curcumina”, explica Kátia. “Por isso mesmo ainda precisamos de muitas outras pesquisas.”

O projeto
Neurotoxicidade induzida pelo quimioterápico cisplatina: possíveis efeitos citoprotetores dos antioxidantes da dieta curcumina e coenzima Q10 (nº 2008/53947-7); Modalidade
Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Coordenadora Lusânia Maria Greggi Antunes – USP-RP; Investimento R$ 117.914,06

Artigos científicos
MENDONÇA, L.M. et al. Evaluation of the cytotoxicity and genotoxicity of curcumin in PC12 cells. Mutation Research. v. 675, p. 29-34. 2009.
LEITE, K.R.M. et al. Effects of curcumin in an orthotopic murine bladder tumor model. International Brazilian Journal of Urology. v. 35, p. 599-607. Set./Out. 2009.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

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Fonte: Revista FAPESP

Floresta Nacional do Tapajós: as folhas novas da maçaranduba, amareladas, nascem no final da estação seca

Rafael Oliveira / Unicamp

Em fevereiro deste ano, pesquisadores do Brasil e da Alemanha publicaram artigo mostrando que a resiliência das florestas tem relação com a sazonalidade a que estão sujeitas: árvores são mais resistentes nos locais em que a chuva é mais incerta. Essa propriedade parece ter relação com uma combinação de fatores que têm como protagonistas as próprias árvores e seus mecanismos hidráulicos, responsáveis pelo transporte eficiente de água pelo interior de seus troncos, de acordo com estudo publicado na edição de agosto da revista New Phytologist

“Até pouco tempo atrás, pensava-se que o clima era o principal determinante da resiliência dos ecossistemas, que seriam, por sua vez, menos resistentes do que imaginamos hoje”, conta o biólogo Rafael Oliveira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Temos visto que são sistemas extremamente dinâmicos e, apesar de o clima ter um impacto importante no seu funcionamento, são as propriedades inerentes às árvores que as fazem resistir.” Segundo o pesquisador, coordenador do trabalho, fatores ambientais – tanto do campo da biologia como climáticos – ao longo do tempo selecionaram características para cada tipo de ambiente, dando origem à diversidade genética e funcional que se vê hoje nos ecossistemas.

Rafael Oliveira / UnicampCaminho na Floresta Nacional do Caxiuanã: troncos altos exigem eficiência hidráulica para levar água das raízes ao topoRafael Oliveira / Unicamp

Para compreender a interação dos mecanismos hidráulicos com as variações climáticas, os pesquisadores estudaram 30 espécies de árvores em duas áreas do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), cooperação científica internacional que investiga as interações entre a floresta amazônica e as condições atmosféricas e climáticas em escala regional e global. Uma delas está localizada em uma região úmida, a Reserva Biológica Cuieras, perto de Manaus, capital do Amazonas. A outra, a Floresta Nacional do Tapajós, na Amazônia oriental, é mais seca e com variabilidade interanual de chuvas acentuada, o que significa que em alguns anos chove muito e, em outros, pouco. “Se olhamos a Amazônia em imagens de satélite, ela parece ser uma grande floresta homogênea, ainda que sob climas diferentes. Olhando mais de perto, o que há são diferentes florestas, com composições diversas de espécies”, enfatiza Oliveira.

Até agora, trabalhos pioneiros em ecologia funcional – que estuda características com impacto no desempenho das plantas – analisaram aspectos das folhas, da madeira e de outras estruturas mais visíveis das árvores. Descobriu-se, por exemplo, que folhas mais espessas, com maior massa por unidade de área, tendem a uma longevidade maior; por outro lado, têm capacidade fotossintética e produtividade de carbono baixas.

No trabalho atual, examinou-se os mecanismos hidráulicos, que também integram as características funcionais das plantas. Dentro dos troncos das árvores, canais (ou vasos de xilema) levam água das raízes às folhas. Isso ocorre sem gasto de energia graças a propriedades físicas: uma sucção causada pelos estômatos (poros através dos quais os gases entram e saem das plantas, e por onde sai vapor d’água) abertos faz com que a coluna de água suba dezenas de metros, percorrendo toda a árvore. A tensão criada não pode ser forte demais sob o risco de o ar entrar pelos vasos condutores e impedir a planta de transportar água. O fenômeno é chamado de embolismo, o acúmulo de bolhas de ar na tubulação que vai do solo até as folhas.

Esse processo já estava descrito. A novidade foi adicionar essa propriedade ao estudo do funcionamento das árvores diante das variabilidades climáticas. Para isso, os pesquisadores testaram o comportamento de ramos de árvores expostas a condições diversas de clima em uma câmara de Scholander, dispositivo usado para calcular o potencial hídrico dos vegetais, como é chamado o déficit de água que ocorre em determinadas circunstâncias. Enquanto os ramos cortados secam dentro da câmara, um dispositivo calcula quanto de água permanece no xilema e o que entra de ar. O experimento foi repetido com várias espécies, principalmente as dominantes, como maçaranduba, breu, itaúba e quarubarana, que representam pelo menos 50% da área coberta por árvores nas regiões estudadas.

A floresta do Tapajós, que vive sob regime climático de maior variabilidade, com períodos mais frequentes de seca, revelou ter uma comunidade vegetal com árvores mais resistentes a embolismo, corroborando a hipótese de que a distribuição das espécies obedece certos filtros ambientais, com o clima selecionando aquelas mais resistentes. “Os modelos diziam o contrário: uma floresta com clima mais seco seria mais vulnerável, com risco maior de perecer ou passar a ter outro tipo de vegetação”, conta Oliveira. “Agora sabemos como as propriedades da floresta também conferem uma maior resistência e fazem com que o clima não determine, sozinho, seu futuro.”

Rafael Oliveira / UnicampReserva Biológica Cuieras, perto de Manaus, um dos locais estudados: árvores secas são decíduas, que perdem as folhas periodicamenteRafael Oliveira / Unicamp

Comportamento coletivo
O estudo também avaliou como a combinação de características das partes do ecossistema determinam o funcionamento do todo, algo conhecido como propriedades emergentes. “As florestas funcionam como uma comunidade, em que cada indivíduo tem suas peculiaridades, mas a combinação delas pode resultar em um comportamento coletivo próprio”, diz o biólogo da Unicamp. Primeiro, o estudo comprovou a diversidade de plantas e como a água é utilizada por cada uma delas. “Depois, precisávamos saber como as florestas se comportam: diante de um clima mais extremo, elas podem colapsar?”

Os pesquisadores da cooperação internacional LBA instalaram torres nas florestas realizando medições, como a quantidade de gás carbônico (CO2) e de metano, para compreender a dinâmica de carbono e de água da floresta. As medidas foram feitas em 2015, ano em que ocorreu o fenômeno atmosférico El Niño, que levou a uma das secas mais extremas já registradas na região amazônica.

Para Oliveira, os dados também podem dar subsídio a estratégias de reflorestamento mais bem-sucedidas, na medida em que a compreensão das contribuições das partes separadamente explica a resistência da floresta como um todo.

Restauração de florestas
Apesar de terem desenvolvido mecanismos de resistência às variações do clima, menos de 50% das florestas tropicais que já existiram em todo o mundo permanecem de pé, com grande parte da cobertura florestal remanescente seriamente afetada por extração de madeira, incêndios, fragmentação, mineração e caça. Um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), com a colaboração de pesquisadores de instituições da Alemanha, da Austrália e dos Estados Unidos, identificou oportunidades de restauração em paisagens de floresta tropical de diversas regiões do planeta, considerando a viabilidade socioambiental de cada uma.

Pedro Brancalion / Esalq-USPFragmentos de floresta tropical isolados em meio a uma área agrícolaPedro Brancalion / Esalq-USP

Foram quatro anos de análises de imagens de satélites cruzadas com dados socioeconômicos de todas as regiões incluídas no estudo. “O objetivo foi cobrir um conjunto de dados espaciais em escala global para atingir benefícios socioambientais, com consequências diretas e indiretas para a natureza, as economias e o bem-estar humano”, conta o engenheiro-agrônomo Pedro Brancalion, do Departamento de Ciências Florestais da Esalq. De acordo com o estudo, publicado em julho na revista Science Advances, a área global restaurável em paisagens tropicais é de 863 milhões de hectares (Mha), um território maior que o do Brasil – onde, inclusive, está a maior área adequada para restauração, a Mata Atlântica, com cerca de 40 Mha. Depois do território brasileiro, os países com maiores áreas restauráveis são Indonésia, Índia, Madagascar e Colômbia.

Para tornar viável a restauração dessas áreas, não interessa apenas a redução da extinção de espécies e a mitigação das mudanças climáticas, mas também a promoção de meios de subsistência sustentáveis e o custo-benefício do processo. “Não é razoável esperar que os países promovam iniciativas de restauração ‘apenas’ em benefício do meio ambiente”, pondera a ecóloga Robin Chazdon, da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos. Segundo ela, a maioria das nações ainda não tem capacidade de identificar áreas onde a regeneração natural de florestas tem um alto potencial e pode ser priorizada e, mesmo que essas regiões sejam identificadas, haveria pouca consciência dessa abordagem agora. De acordo com a pesquisadora, coautora do artigo, “o valor comercial das florestas plantadas é muito maior do que o das naturalmente regeneradas, pois elas são feitas sob medida para determinados fins”. Por isso, ela afirma, os países tendem a favorecer as plantações, que trazem benefícios econômicos diretos mais imediatos. Apesar disso, a pesquisadora defende que esforços para identificar áreas de florestas com alto potencial de regeneração natural também sejam empreendidos.

Critérios
Para priorizar as áreas estudadas e garantir a viabilidade da restauração, o grupo levou em conta variáveis como a conservação da biodiversidade com provisão de hábitat para espécies vulneráveis ameaçadas de extinção; mitigação das mudanças climáticas, analisando a contribuição da área para a redução da concentração de CO2 na atmosfera; adaptação às mudanças climáticas; e redução dos riscos de segurança hídrica, garantindo disponibilidade de água. Também foram considerados, com base em modelos, os custos financeiros associados à mudança do uso da terra da agricultura para a restauração e a chance de novas florestas persistirem.

Pedro Brancalion / Esalq-USPProjeto de restauração da Mata Atlântica na região serrana do Rio de JaneiroPedro Brancalion / Esalq-USP

Onde a exploração do solo é mais lucrativa, a chance de recuperação da paisagem original é menor. “É mais factível pensar em recuperação de uma pastagem ou área declivosa na Mata Atlântica, onde os benefícios financeiros não são significativos, do que de uma região onde há cana-de-açúcar, como no interior de São Paulo”, compara Brancalion.

O pesquisador pondera, no entanto, que a restauração é desafiadora, pois os esforços ocorrem em paralelo a uma intensa competição por terra: a agricultura já ocupa mais de um terço (37,3%) da superfície terrestre livre de gelo e segue aumentando em extensão. “Daí a importância do estudo ao orientar as iniciativas de restauração na direção de estratégias mais eficientes em termos de custo – maior ganho por investimento de tempo, dinheiro e esforço – e identificar paisagens onde múltiplos benefícios podem ser maximizados”, sugere.

Para Chazdon, a abordagem metodológica desenvolvida pode ainda ser aplicada a outros biomas ou tipos de vegetação com necessidades urgentes de restauração, como florestas secas tropicais e subtropicais e matas na região do Mediterrâneo, na Europa, contribuindo com o cumprimento dos compromissos de restauração nacionais e globais. Ela reforça que o estudo não definiu quais ações restaurativas devem ser usadas dentro de cada paisagem nem a extensão ou localização precisa das intervenções. “Essas decisões precisam ser tomadas por profissionais de restauração com base no contexto socioecológico local e na negociação entre vários interessados. O que nós fornecemos foi um mapa que pode orientar essas ações”, pontua.Ecos de florestas ancestrais

Umberto LombardoCampos elevados nos Llanos de Moxos, na Bolívia, onde há resquícios de agricultura pré-colombianaUmberto Lombardo

Enquanto resistem às variações climáticas e a longos períodos de seca, florestas padecem ante o avanço predatório do ser humano. Compreender as interações entre pessoas e árvores do passado pode ajudar a determinar o futuro das matas. Masha van der Sande, ecóloga do Instituto de Biodiversidade e Dinâmica dos Ecossistemas da Universidade de Amsterdã, na Holanda, e um grupo de pesquisadores de diversos países, do qual faz parte o biólogo brasileiro Rafael Oliveira, da Unicamp, “viajaram” sete milênios no tempo ao analisar o paleopólen – o pólen fossilizado de vegetações ancestrais.

Encontrado na Amazônia peruana, o material fóssil foi útil para compreender como as transformações no longo prazo das características funcionais da floresta foram determinadas pelas mudanças na precipitação e pela alteração provocada pelos seres humanos. Os resultados, publicados em junho na revista Ecology Letters, indicam que a vegetação foi mais impactada pelas atividades humanas do que pelas mudanças climáticas. “A erosão e o fogo induzidos pelo homem aumentaram a dominância de espécies densas e não zoocóricas [cujas sementes não se dispersam pela ação dos bichos, geralmente aves e roedores]”, diz Oliveira.

Essas informações ajudam os pesquisadores a entender quais fatores externos afetam mais fortemente a composição da floresta tropical e quais características funcionais ajudam a prever mudanças. Segundo o biólogo da Unicamp, somado aos estudos sobre a segurança hídrica das árvores, esse conhecimento pode ser usado para prever como as florestas tropicais responderão às pressões ambientais atuais e futuras.

Assim como a ação humana ajudou a moldar os ecossistemas ancestrais, com impacto nas formações atuais, também as comunidades humanas foram influenciadas por aspectos funcionais da vegetação, como indica artigo publicado em junho na revista Nature Ecology & Evolution. Pesquisadores de diversos países – entre eles, o Brasil – associaram a análise de material arqueológico a registros paleoclimáticos de quatro regiões da Amazônia, indicando que no período pré-colombiano a estabilidade das populações esteve muito relacionada às características da floresta.

De acordo com o estudo, enquanto algumas sociedades enfrentaram grandes reorganizações durante períodos de mudanças climáticas, outras não foram afetadas. “Demonstramos que sociedades com sistemas intensivos e especializados de uso da terra foram mais vulneráveis a mudanças climáticas transitórias. Em contraste, os sistemas de uso da terra que se baseavam principalmente em agroflorestas de policultura, resultando na formação de florestas enriquecidas e férteis, com terra preta, eram mais resilientes”, conta o arqueólogo brasileiro Jonas Gregório de Souza, da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, na Espanha.

Informações paleoclimáticas foram fundamentais para as conclusões do estudo. “De posse desses dados, organizados a partir de análises da concentração de metais e dos registros de isótopos de oxigênio em estalagmites de cavernas, foi possível reconstituir todas as mudanças climáticas pelas quais as regiões passaram ao longo do período estudado”, relata Francisco William da Cruz Jr., do Instituto de Geociências da USP. O cruzamento da reconstituição com os registros arqueológicos das sociedades que viveram nas regiões analisadas levou à constatação de que alguns agrupamentos humanos sofreram declínios claros durante os períodos de seca, mas outros não – e que isso se deveu aos diferentes padrões de uso da terra.

“Os resultados desses estudos evidenciam a importância de orientar quem faz uso da terra, como os agricultores, com base na história das civilizações que floresceram e padeceram a depender da maneira como interagiram com as vegetações”, conclui Masha van der Sande.

Projetos
1.
Interações entre solo-vegetação-atmosfera em uma paisagem tropical em transformação (nº 11/52072-0); Modalidade Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica; Convênio Microsoft Research; Pesquisador responsável Rafael Silva Oliveira (Unicamp); Investimento R$ 1.249.709,83 (FAPESP).
2. Entendendo as respostas do metabolismo fotossintético a variações climáticas sazonais em florestas tropicais (nº 13/50533-5); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Convênio Pesquisa Colaborativa GOAmazon; Pesquisador responsável Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão (Inpe); Investimento R$ 307.360,72 (FAPESP).
3. Controles ecofisiológicos sobre a sazonalidade e variabilidade da precipitação na Amazônia (nº 13/50531-2); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Programa Mudanças Climáticas; Pesquisadora responsável Laura de Simone Borma (Inpe); Investimento R$ 1.064.949,40.
4. Pire: Educação e pesquisa em clima das Américas usando os exemplos de anéis de árvores e espeleotemas (Pire-Create) (nº 17/50085-3); Modalidade Projeto Temático; Pesquisador responsável Francisco William da Cruz Junior (USP); Investimento R$ 4.457.670,95.
5. Reconstituição paleoclimática e paleoambiental do último período glacial no Centro-Oeste brasileiro (nº 16/15807-5); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Francisco William da Cruz Junior (USP); Bolsista Valdir Felipe Novello; Investimento R$ 478.943,67.

This work first appeared on Pesquisa FAPESP under a CC-BY-NC-ND 4.0 license. Read the original here.

Artigos científicos
BARROS, F. et al. Hydraulic traits explain differential responses of Amazonian forests to the 2015 El Niño‐induced drought. New Phytologist. v. 223, n. 3, p. 1253-66. ago. 2019.
SANDE, M. et al. A 7000-year history of changing plant trait composition in an Amazonian landscape; the role of humans and climate. Ecology Letters. v. 22, n. 6, p. 925-35. 22 jun. 2019.
BRANCALION, P. et al. Global restoration opportunities in tropical rainforest landscapes. Science Advances. v. 5, n. 7, eaav3223. 3 jul. 2019.
SOUZA, J. et al. Climate change and cultural resilience in late pre-Columbian Amazonia. Nature Ecology & Evolution. v. 3, p. 1007-17. 17 jun. 2019.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
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Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
– Laudos de fauna com forme Decisão de Diretoria CETESB nº 167/2015,
– Laudo de Caracterização de Vegetação, conforme Resolução CONAMA 01/94;
– Levantamento cadastral arbóreo conforme legislação municipal e – Decisão de Diretoria CETESB nº 287/2013
– Licenciamento ambiental municipal, CETESB e IBAMA,
– Regularização ambiental,
– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
– TCRA (Termo de compromisso de recuperação ambiental), TAC (Termo de ajustamento de conduta), TCA (Termo de compromisso ambiental),
– PCA (Projeto de Compensação Ambiental),
– Relatórios ambientais diversos;
– Perícia ambiental e assistência técnica,
– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA,
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio,
– Plano de Gerenciamento de Risco de Fauna em Área Aeroportuária – CENIPA/CETESB
– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB
– Elaboração de documentos técnicos conforme Anexo único da Decisão de Diretoria nº 153/2014/I – MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS PARA O LICENCIAMENTO COM AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
– Elaboração de Planta Urbanistica Ambiental,
– Processo de Autorização de corte de árvores isoladas,
– Processos para obtenção de IPTU Verde,
– RAS (Relatório Ambiental Simplificado), Plano de Controle Ambiental (PCA);



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Controle da paisagem – Softwares ajudam a monitorar a saúde das árvores das cidades

Fonte: Revista FAPESP

Por: Sérgio Brazolin
Árvores reduzem a poluição atmosférica e sonora, diminuem a temperatura em seu entorno, minimizam danos ao alterar a velocidade e a direção dos ventos, além de deixar as cidades mais bonitas. Se não forem bem cuidadas, podem cair, causando ferimentos e mortes, interrompendo vias e o fornecimento de eletricidade. Como exemplo, entre janeiro e maio deste ano, na cidade de São Paulo, caíram 2.192 árvores, o que dá uma média de 14,5 por dia. Para que os benefícios da floresta urbana superem as desvantagens, é preciso que ela seja bem cuidada. É o que pretendem três softwares desenvolvidos no Brasil para programar podas e cortes, saber qual a idade da árvore e até indicar se uma espécie pode ser plantada em determinado lugar.

O que está em estágio mais adiantado é o Arbio, criado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) para gerenciar principalmente as árvores localizadas no sistema viário e em praças. “O programa permite fazer inventários, ao cadastrar as plantas de uma localidade, e o planejamento da arborização, ao definir os locais e as espécies mais adequadas para o plantio”, conta o biólogo Sérgio Brazolin, chefe do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do IPT, coordenador da equipe que desenvolveu o software.

Ele explica que o Arbio tem capacidade para conter as informações individualizadas de cada árvore, como localização, identificação botânica (nome científico e popular), condições de entorno, abrangendo as vias de tráfego, tipo de imóvel associado, condições da calçada, canteiro, interferências dos fios de eletricidade e telefonia na copa, situação do tronco e das raízes, dendrometria (medição da massa lenhosa) e existência de doenças ou infestação de cupins.

Em Belo Horizonte, a empresa Digicade criou, em parceria com o Google, o sistema Geosite, que também facilita o monitoramento de árvores urbanas. “Trata-se de um sistema integrado a informações geográficas, que torna mais eficiente a gestão, em uma só ferramenta, de operações de inspeção, poda e manejo de árvores em cidades”, afirma João Carlos Tavares da Silva, coordenador de Desenvolvimento da empresa.

A empresa CAA Tecnologia da Informação, de Botucatu (SP), está finalizando um software semelhante ao Arbio e ao Geosite, em termos de funcionalidades e objetivos. “O programa poderá ser usado no planejamento e na gestão das árvores, além de promover a interatividade com a população”, afirma o coordenador do projeto na empresa, o engenheiro florestal Guilherme Corrêa Sereghetti. Os três programas têm entre seus potenciais usuários prefeituras, universidades, concessionárias de energia, consultorias ambientais e condomínios e organizações não governamentais.

A coleta dos dados para alimentar os softwares pode ser realizada por técnicos treinados. A responsabilidade pela análise ou tomada de decisão de manejo, no entanto, cabe a biólogos, engenheiros florestais ou agrônomos. “O sistema móvel [software em smartphone] facilita a inspeção da árvore pelo técnico e o armazenamento das informações coletadas”, explica Brazolin.

Um diferencial do Arbio, segundo Brazolin, é a capacidade de analisar o risco de queda de uma árvore. “O software tem um modelo de cálculo probabilístico, elaborado pelo IPT”, explica. “O programa é alimentado com uma série de informações, como tamanho da planta e da sua copa, diâmetro do tronco e estado de deterioração, como apodrecimento ou cavidades no tronco. Utilizando conceitos de biomecânica, o software faz cálculos matemáticos que determinam a probabilidade de queda para 12 diferentes velocidades de vento e gera um gráfico com os resultados.” Para chegar a ele é preciso medir a altura total da árvore utilizando um aparelho chamado de hipsômetro e a largura da copa pode ser obtida pela medida projetada no chão com fita métrica. Com isso, o Arbio calcula a área estimada da copa para os cálculos no modelo estrutural de risco de queda.

Os softwares também podem ser alimentados com dados fenológicos das plantas, como época da queda das folhas, da floração e da frutificação, além de informações sobre pragas ou doenças. “Nosso programa possibilitará a participação da população, que poderá solicitar poda ou corte de uma árvore ou a inclusão de um exemplar ainda não cadastrado, inclusive com envio de foto pelo celular”, conta Sereghetti, da CAA.

Plano diretor
Os três programas estão em fases diferentes de desenvolvimento, nenhum ainda em uso comercial. O Arbio começou a ser criado em 2013 e já está pronto para uso. A primeira cidade a implantá-lo nos próximos meses será Mauá (SP), na Região Metropolitana de São Paulo, cidade com 457 mil moradores. “O desenvolvimento desse software resultou de um projeto de capacitação financiado pelo governo do estado de São Paulo para aprimorar a gestão da arborização”, explica Brazolin. “O IPT está estudando disponibilizá-lo gratuitamente para os municípios do estado de São Paulo.”

Em Mauá, o Arbio integrará o Plano Diretor de Arborização Urbana, com recursos de R$ 2 milhões do Fundo de Interesses Difusos da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania. O objetivo é manter atualizada a base de dados sobre as árvores da cidade e fazer os plantios adequados, além de executar podas corretas, evitando que as plantas fiquem deformadas. Para operar o Arbio, a prefeitura conta com um biólogo, dois engenheiros florestais e um engenheiro-agrônomo. Ainda deverão ser contratados mais um biólogo e um engenheiro-agrônomo, além de outros profissionais como fiscais e técnicos ambientais.

Na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente utiliza um antigo sistema desenvolvido pelo IPT em 2004, o Sistema de Gerenciamento de Árvores Urbanas (Sisgau). Segundo a secretaria, existem cerca de 652 mil árvores na capital paulista, que são monitoradas com informações passadas por engenheiros-agrônomos das prefeituras regionais. Ele é utilizado para cadastrar informações geográficas, fitossanitárias e intervenções de manejo realizados ao longo da vida de cada árvore. Brazolin, do IPT, que participou da produção desse sistema, afirma que o Sisgau não tem funcionalidades presentes no Arbio como a de tentar prever ou gerenciar queda de árvore.

O Geosite, por sua vez, foi lançado em novembro do ano passado. “No momento ele está sendo testado, por meio de prova de conceito, em algumas prefeituras e por uma companhia de energia elétrica”, conta Silva. O programa da CAA começou a ser desenvolvido em novembro de 2016 e o primeiro protótipo está sendo finalizado. Os dois sistemas serão comercializados em breve, mas os preços ainda não estão definidos.

Sistemas no exterior
No exterior, já existem sistemas semelhantes em uso. Um exemplo é o Arbomapweb, criado na Espanha pela empresa Tecnigral, utilizado em cidades como Madri e Córdoba. Ele integra ações georreferenciadas de inventário, gestão e incidentes, fazendo planejamento, geração e acompanhamento da floresta urbana. Nos Estados Unidos surgiu o OpenTreeMap, um sistema de acesso via internet com o qual é possível criar projetos de arborização urbana, pagando US$ 164 ao mês. Ele foi desenvolvido por um pool de empresas, com recursos do fundo de apoio para pesquisa e inovação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). Além do inventário e fotos de árvores de uma localidade, o software calcula os benefícios da floresta urbana para a cidade como a quantidade de redução de dióxido de carbono (CO2), um dos gases do efeito estufa, nível da qualidade do ar e filtragem da água da chuva para o solo. É usado em vários países, além dos Estados Unidos, como Reino Unido, México e Portugal.

De acordo com o biólogo Marcos Buckeridge, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), que estuda a arborização em cidades, o sistema de monitoramento da floresta urbana usado em Nova York, chamado de New York City Street Tree Map, é um dos mais avançados do mundo. “Eles têm um bom mapeamento árvore por árvore e possuem um mecanismo de produzir um cálculo dos benefícios para a cidade”, comenta. O software estima o valor financeiro que cada planta dá de retorno à sociedade por meio de indicadores como, por exemplo, interceptação de água das chuvas, remoção de poluentes do ar e redução de CO2 e outros poluentes.

Para Buckeridge, seria um bom início passar a incluir um planejamento de arborização de forma mais séria e científica em planos futuros de uma cidade como São Paulo. Ele lembra que as cidades sempre terão características artificiais. “Mas elas podem pelo menos tentar ser mais integradas à biosfera do que são hoje”, analisa.

Projeto
Sistema RIA (Rich Internet Application) para planejamento e gestão de arborização urbana (nº 14/50612-5); Modalidade Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresa (Pipe); Pesquisador responsável Guilherme Corrêa Sereghetti (CAA Tecnologia da Informação); Investimento R$ 119.187,40.

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– Processos DAEE, INCRA, DEPAVE, SEMASA,
– Restauração ecológica (Plantio de compensação ambiental),
– Relatórios de monitoramento de plantio e de plantio,
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– Elaboração de PTRDA – DECONT (projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental),
– Processos GRAPROHAB
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Piscina pública com plantas filtrantes é aberta no Canadá- Esta é a primeira piscina externa pública sem produtos químicos do país.

Fonte: Site Ciclo vivo




Um espaço livre com parque infantil, muitas árvores, áreas para piquenique e até obras de arte. Assim é o Parque Borden, localizado em Edmonton, capital da província de Alberta, no Canadá. O local acaba de reinaugurar uma piscina que agora é totalmente natural.  
Esta é a primeira piscina externa pública sem produtos químicos do país. O processo de limpeza da água é realizado por meio de variadas combinações: pedra, cascalho, areia e plantas. Tudo isso aliado a uma bela estética visual, idealizada pelo escritório de arquitetura gh3, que integra perfeitamente com o ambiente ao redor.  

O projeto buscou montar um ecossistema equilibrado em que materiais vegetais, micro-organismos e nutrientes se unem no processo criando o que eles chamam de “água viva”. A filtragem ocorre por meio de duas técnicas basicamente: o sistema de Tratamento Mecânico Biológico e uso de plantas aquáticas (simulando o Pântano), cascalho e zooplâncton, que remove as bactérias e algas em excesso. No longo processo de circulação, a água percorre um lago de areia e pedra, depois um lago hidro botânico, além de um filtro granular cercado por paredes de gabião.


O resultado do sistema está dentro dos regulamentos do Canadá para piscinas públicas. Há também piscina infantil e, ao lado da estrutura, um edifício abriga vestiários, chuveiros e banheiros. Tudo aberto ao público.
O espaço ainda possui deck de madeira e até areia, que remonta ao ambiente natural. O projeto rendeu ao escritório um prêmio em Excelência em Inovação em Arquitetura.

Seleção de matéria e Postagem: Blanche Sousa Levenhagen – Ecobio/kastor Consultoria Ambiental.

Para informações:

Bióloga Blanche Sousa Levenhagen e Gestor Ambiental Ricardo Savarino Levenhagen
Fones: (11) 99440 3848 / 99191 2710
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Manter vegetação nativa em propriedades rurais rende ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – Os 270 milhões de hectares de vegetação nativa preservados em propriedades rurais – entre áreas desprotegidas e de Reserva Legal – rendem ao Brasil R$ 6 trilhões ao ano em serviços ecossistêmicos, como polinização, controle de pragas, segurança hídrica, produção de chuvas e qualidade do solo.

O cálculo foi publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation e endossado por 407 cientistas brasileiros, de 79 instituições de pesquisa.

“O artigo tem o objetivo de mostrar que preservar a vegetação nativa não é um impedimento ao desenvolvimento social e econômico, e sim parte da solução. É um ativo para o desenvolvimento sustentável do Brasil, de uma forma diferente do que foi feito na Europa há 500 anos – quando o nível de consciência ambiental era diferente”, disse Jean Paul Metzger, do Departamento de Ecologia da Universidade de São Paulo (USP) e primeiro autor do artigo.

O trabalho usou estudos de valoração de serviços ecossistêmicos e aplicou esses valores aos 270 milhões de hectares de vegetação nativa dos biomas brasileiros. Essas estimativas estão consolidadas e vêm sendo aplicadas há anos, inclusive pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês).

“Esse artigo é importante, pois reúne um conjunto sólido de informações para rebater argumentos que, embora não tenham fundamento, são usados como justificativa para alterações no Código Florestal e nas exigências sobre Reserva Legal”, disse Carlos Joly, coordenador do Programa BIOTA-FAPESP e um dos cientistas que endossam o artigo.

Joly afirma ser importante ressaltar que Reserva Legal e Área de Preservação Permanente têm papel complementar. “Uma não substitui a outra. A Reserva Legal tem uma importância para a manutenção ou restauração de serviços ambientais. Elas são essenciais não só para a questão da biodiversidade, mas também para a proteção e permeabilidade do solo, recarga de aquíferos, proteção de recursos hídricos, estoque de carbono e para manter a população de polinizadores, que é de interesse do próprio agricultor”, disse Joly.

No Brasil, o tamanho da área que deve ser preservada como Reserva Legal varia de acordo com a região: 80% no caso da vegetação florestal da Amazônia, 35% na transição entre Amazônia e Cerrado e 20% nas demais regiões como Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Atualmente, a área de Reserva Legal representa quase um terço de toda a vegetação nativa do país.

“O Brasil preserva bastante, tem mais de 60% de cobertura de vegetação e tem uma legislação rigorosa. Se olharmos o ranking do Banco Mundial, estamos na trigésima posição, atrás da Suécia e Finlândia, com cerca de 70%. Mas é preciso chamar a atenção de que preservar não é ruim”, disse Metzger.

O artigo foi elaborado em resposta ao Projeto de Lei n° 2362, de 2019, apresentado no Senado Federal. O texto, posteriormente retirado pelos autores, pretendia alterar ou eliminar a exigência de Reserva Legal. Uma versão do artigo em português será levada ao Congresso e apresentada aos deputados, senadores e auxiliares técnicos.

Se o projeto de lei fosse aprovado, uma área de 270 milhões de hectares de vegetação nativa poderia ser perdida, sendo 167 milhões em áreas de Reserva Legal, que se somariam aos 103 milhões atualmente não protegidos pela Lei de Proteção da Vegetação Nativa (conhecida como Novo Código Florestal), nem como Reserva Legal, nem como Área de Proteção Permanente (por não serem margem de rio, topo de morro, área de encosta e outros ecossistemas considerados sensíveis).

Perde-se dinheiro

Um dos argumentos apresentados no artigo é o impacto de polinizadores na produtividade das lavouras de café. “Um estudo realizado pelo nosso grupo mostrou que a produção dos frutos de café é maior com a presença de abelhas, e que isso representa um ganho de R$ 2 bilhões a R$ 6 bilhões por ano no Brasil. Sem o trabalho das abelhas, continuaria tendo produção de café, mas 20% menor”, disse Metzger.

O serviço de polinização, no entanto, ocorre apenas em áreas adjacentes à vegetação natural, geralmente a uma distância inferior a 300 metros, o que exige a criação de interfaces entre culturas agrícolas e mata nativa.

É importante saber que todo ecossistema tem um ponto de equilíbrio. Não adianta perder um Cerrado inteiro para plantar soja e ficar sem esses serviços. Essa é a base da Reserva Legal”, disse Paulo Artaxo , membro da coordenação do Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais, que também endossa o artigo.

“Quem tem uma visão de curto prazo, como parte do agronegócio, pensa em três ou quatro anos de lucro pessoal, e depois o país fica com um prejuízo enorme. Essa filosofia tem de acabar e o artigo deixa isso bem claro”, disse Artaxo.

O artigo Why Brazil needs its Legal Reserves (doi: 10.1158/0008-5472.CAN-19-0490), de Jean Paul Metzger, Mercedes M.C. Bustamante, Joice Ferreira, Geraldo Wilson Fernandes, Felipe Librán-Embid, Valério D. Pillar, Paula R. Prist, Ricardo Ribeiro Rodrigues, Ima Célia G. Vieira, Gerhard E. Overbeck, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S253006441930118X#bib0625.
 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Desenvolvemos diversos serviços na área ambiental. Dentre eles estão:
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– Regularização ambiental,
– Projetos de recuperação de área degradada,
– Projetos de compensação ambiental (restauração ecológica) conforme – Resolução SMA nº 32/2014 e Resolução SMA nº 07/2017,
– PGRCC (Plano de gerenciamento de Resíduos de Construção Civil),
– PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos)
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Nova espécie de peixe-elétrico descoberta na Amazônia emite 860 volts, descarga mais forte já registrada em animal

Fonte: bbc.com

Por: Letícia Mori Da BBC News Brasil em São Paulo

Electrophorus voltai no rio Xingu
Image captionO Electrophorus voltai é uma das duas novas espécies de peixe-elétrico descobertas na Amazônia

Para capturar e pesquisar espécimes do peixe-elétrico poraquê, o pesquisador brasileiro Carlos David de Santana precisou entrar em igarapés na Amazônia e, mesmo usando luvas de borracha, alguns choques foram inevitáveis.

Mas valeu a pena: a pesquisa de cinco anos resultou na descoberta de duas novas espécies de peixe elétrico – uma delas que capaz de dar uma descarga de até 860 volts, a maior voltagem já registrada em um animal. Até então, o recorde era de 650 volts.

Pesquisador associado do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington DC, nos EUA, Santana acaba de publicar a descoberta em um artigo na revista Nature Communications em conjunto com um grupo de diversos cientistas, incluindo diversos brasileiros.

O poraquê é um peixe-elétrico que vive na América do Sul e pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Há cerca de 250 tipos de peixes-elétricos, que produzem descargas fracas, usadas para navegação e comunicação. O poraquê é o único que produz descargas elétricas fortes, usadas para caça e defesa. Elas são produzidas por três órgãos elétricos no corpo.

Até agora acreditava-se que existisse apenas uma espécie de poraquê: a Electrophorus electricus, descrita em 1766 pelo naturalista sueco Carl Linnaeus. Mas duas novas espécies foram descobertas, diferenciadas pela voltagem das descargas elétricas emitidas e um processo de sequenciamento de DNA.

O “fato de duas novas espécies terem sido descobertas 250 anos depois da primeira do grupo ter sido descrita é um exemplo da enorme biodiversidade que existe na Amazônia”, diz Santana.

Professor Carlos David de Santana e poraquê de 2,1 metros
Image captionCarlos David de Santana chegou a tomar choque capturando poraquês, que podem ter mais de 2 m de comprimento; esse espécime de poraquê será levado ao Museu Natural de História Natural em Washington

“E não só da Amazônia. A gente só conhece uma pequena porção da biodiversidade do planeta. E conhecemos menos ainda a biologia dessas espécies – animais e vegetais”, diz ele. “E não podemos deixar isso ser destruído. É uma perda muito grande a longo prazo.”

“A pesquisa com essa biodiversidade é essencial. Muitos dos componentes dos remédios comerciais que se usam hoje são derivados de plantas e animais descobertos através de pesquisas com essas espécies. Cada uma delas é um depósito genético imenso.”

Quatro vezes uma tomada

Embora uma das novas espécies descobertas, a Electrophorus voltai, seja capaz de produzir um descarga de 860 volts, ou seja, quase quatro vezes a voltagem de uma tomada doméstica de 220 volts, ela não é letal para o ser humano por causa da baixa amperagem, explica Santana à BBC News Brasil.

“Não é suficiente para matar uma pessoa. A tomada produz uma corrente constante. O E. voltai dá uma descarga alternada. Quando ele descarrega da primeira vez, o choque dura de 1 ou 2 segundos, e ele precisa de um tempo para recarregar”, diz ele, que sentiu pessoalmente mais de um choque do peixe.

“Claro que dói, você sente uma contração muscular”, diz ele.

Teoricamente, se uma pessoa estiver em um rio cercado desses peixes, aí sim o problema pode ser bem mais sério. Segundo Santana, quando um peixe descarrega, todos os outros descarregam também e, nesse caso, um ser humano nas redondezas poderia ter uma parada cardíaca ou morrer por afogamento.

Diferentemente do que se acreditava antigamente, a espécie não é solitária, pode viver em grupos de até 10 indivíduos.

“Mas nunca ouvi falar disso acontecer”, diz ele.

Electrophorus varii
Image captionA outra espécie descoberta é o ‘Electrophorus varii’

Electrophorus voltai foi batizado em homenagem ao físico Alessandro Volta, criador da bateria elétrica. A outra espécie descoberta foi batizada de Electrophorus varii, tributo ao zoólogo Richard P. Vari, pesquisador do Smithsonian que morreu em 2016.

A pesquisa fez parte de um projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que financia expedições a lugares remotos com o objetivo de encontrar, descrever e entender espécies. Também teve financiamento da National Geographic Society e apoio de outras instituições, como o Museu de Zoologia da USP.

As duas novas espécies descobertas estão distribuídas nos rios Xingu e Tapajós, e por enquanto não são consideradas ameaçadas, mas a atual situação de crise ambiental na Amazônia pode mudar essestatus.

“O rio Xingu está sendo destruído pela hidrelétrica de Belo Monte, o que vai afetar impactar as populações do poraquê que vivem no Xingu”, afirma Santana. “E a biodiversidade da Amazônia está sob ameaça como um todo. É realmente uma pena que isso esteja acontecendo, com tantas espécies ainda por se descobrir.”

Segundo a Fapesp, há diversos grupos que estudam aplicações das pesquisas feitas com os poraquês, incluindo a análise do uso das enzimas para produção de medicamentos e modelo para criação de baterias.

Atualmente, outros grupos estudam possíveis aplicações das pesquisas sobre poraquês, seja em análises das enzimas produzidas pelos órgãos elétricos, a fim de testá-las como componentes para produção de medicamentos para possíveis tratamentos de doenças neurodegenerativas como Alzheimer, ou como modelo para a criação de baterias para próteses e sensores implantados em humanos, por exemplo.

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Dança da chuva — parte 1: Rios voadores

Fonte: Revista FAPESP

De onde vem a água que chega às torneiras das cidades no Sudeste brasileiro? O que explica a escassez que causou alarme nos últimos meses, num país renomado pela abundância de água doce? Sem a possibilidade de chegar a uma resposta simples e incontestável, aspectos diversos do assunto foram tratados na reportagem de capa da edição de dezembro de Pesquisa FAPESP. E não cabe num único vídeo. Fomos perguntar ao pesquisador Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre a importância da Amazônia na formação de rios voadores que levam água para regiões distantes dentro do Brasil e nos países vizinhos. O que ele contou, na conversa realizada no jardim do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), é essencial para as reflexões da engenheira Monica Porto, da Escola Politécnica da USP, sobre a importância da chuva para abastecer os mananciais paulistas. As entrevistas foram realizadas em novembro de 2014.

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Deserto do Saara encobriu antiga cidade romana, preservando-a por séculos

Fonte: Revista National Geographic


Antigo e próspero posto militar no norte da África, Tamugadi ficou esquecida sob as areias, até um explorador escocês resolver procurá-la séculos depois. segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Por Rubén Montoya

O Arco de Trajano, construído para homenagear o imperador romano, domina as ruínas de Tamugadi, localizada na Argélia moderna.FOTO DE IVAN VDOVIN/AGE FOTOSTOCK

Não é sempre que cidades inteiras somem sem deixar vestígios, mas foi exatamente o que aconteceu com o posto romano de Tamugadi. Fundada pelo imperador Trajano por volta de 100 d.C., a cidade, também conhecida como Timgad ou Tamugas, estava localizada na província norte-africana de Numídia.

Lar de veteranos da Terceira Legião de Augusto, Tamugadi prosperou durante centenas de anos e tornou-se, assim, um alvo atrativo para invasores. Após uma invasão dos vândalos em 430 d.C., sucessivos ataques enfraqueceram a cidade, que nunca se recuperou totalmente e foi abandonada durante os anos 700.

As areias do deserto entraram em ação e encobriram Tamugadi. Mil anos se passaram antes de a cidade receber a visita de uma equipe de exploradores liderada por um escocês aventureiro, por volta de 1700.

O teatro de Tamugadi foi construído no século 2 d.C. Retratado nesta foto de 1893, uma década após o início das escavações, ele ainda estava incrivelmente bem preservado. Biblioteca do Instituto Francês, Paris.FOTO DE GÉRARD BLOT/TMN-GRAND PALAIS

Representante do governo e intelectual

Hoje em dia mais conhecido por sua controversa descoberta da nascente do Nilo Azul, na Etiópia, o nobre escocês James Bruce ocupava o cargo de cônsul britânico na cidade costeira de Argel (atual capital da Argélia), em 1763.

Imponentemente alto e encorpado, Bruce era um intelectual voraz, de mente curiosa. Antes de sua chegada a Argel para assumir o cargo, ele passou alguns meses na Itália pesquisando sobre a história da região africana e seu papel na antiguidade.

O pavio curto e as opiniões fortes de Bruce logo causaram conflitos com seus superiores em Londres. Em 1765, ele foi exonerado e, em vez de voltar para a Grã-Bretanha, ele e um artista de Florença chamado Luigi Balugani embarcaram em uma aventura pela África. Durante a jornada, suas anotações e ilustrações retrataram as pessoas e os lugares extraordinários que conheceram.

Um tempo no deserto

Nos estágios iniciais dessa odisseia, eles haviam viajado ao sul do deserto argelino para procurar vestígios de civilizações antigas. Bruce e Balugani já haviam visto várias ruínas romanas, pois exploraram as mais remotas áreas da região.

Em 12 de dezembro de 1765, eles chegaram ao local que identificaram como sendo Tamugadi. Muitos acreditam que eles foram os primeiros europeus, após séculos, a visitar o local, próximo à encosta norte das montanhas Aurés. “Era uma cidade pequena, mas repleta de construções elegantes”, escreveu Bruce em seus diários. Ele estava convencido de que essas ruínas eram o que havia sobrado da cidade fundada por Trajano mais de um milênio atrás.

Este mosaico do século 4, que retrata o deus romano dos mares, Netuno, em uma carruagem puxada por hipocampos (seres mitológicos metade cavalo e metade peixe), foi encontrado em uma casa de banho no leste de Tamugadi. Museu Arqueológico, Tamugadi.FOTO DE DEA/ALBUM

No primeiro dia, Bruce descreveu e Balugani desenhou “o arco triunfal” de Trajano. Eles voltaram no dia seguinte para continuar a exploração e identificaram um anfiteatro. Bruce removeu a areia e revelou esculturas do imperador romano que sucedeu a Adriano em 138 d.C., Antonino Pio, e sua esposa, Faustina, a Maior, trabalhos que ele descreveu como de uma “beleza refinada”.

Bruce enterrou novamente as esculturas na areia e continuou viajando. Ele documentou outros locais por todo o norte da África e Etiópia, alegando ter encontrado a nascente do Nilo Azul. Balugani faleceu em 1770 e Bruce voltou a Londres em 1774. Quando ele relatou suas descobertas, elas foram recebidas com ceticismo e descrença. Incrédulo com tal reação, Bruce permaneceu recluso na Escócia. Em 1780, começou a escrever memórias da época em que passou na África, uma obra de cinco volumes intitulada Travels to Discover the Source of the Nile(Viagens para descobrir a nascente do Nilo, em tradução livre). O livro foi publicado em 1790. Quando Bruce faleceu, quatro anos depois, a maior parte dos britânicos ainda se recusava a reconhecer suas proezas.

Esplendor romano

Tamugadi permaneceu completamente esquecida nas areias do deserto até 1875, quando foi visitada por Robert Lambert Playfair, cônsul britânico em Argel. Em seu livro de 1877, Travels in the Footsteps of Bruce in Algeria and Tunis (Viajando pelos caminhos de Bruce na Argélia e Tunísia, em tradução livre), Playfair fez uma homenagem a seu antecessor consular, visitando alguns dos locais que Bruce havia registrado.

A descrição de Tamugadi feita por Playfair apresenta mais detalhes do que a de Bruce. Suas observações revelaram a importância regional da cidade, indicando que foi construída na interseção de seis estradas romanas. Na opinião de Playfair, a arquitetura superava a da cidade romana vizinha Lambésis, capital militar da Núbia. Playfair concluiu que Tamugadi foi um “centro de atividade comercial e agrícola”.

Ele também admirou a magnificência do Arco de Trajano na cidade. No chão debaixo do portal de mais de seis metros de altura ainda se pode ver o desgaste causado pelo tráfego das movimentadas estradas imperiais que cruzavam a cidade.

Os franceses assumiram o controle da área em 1881, alguns anos após a visita de Playfair, e mantiveram sua presença até 1960. Durante esse período, o local foi sistematicamente escavado. Por ter ficado encoberta durante séculos sob a areia e sem que nada fosse construído sobre ela, Tamugadi é uma das poucas cidades romanas escavadas em sua totalidade.

De grão em grão

A pesquisa realizada por Playfair e por acadêmicos franceses permitiu que os historiadores reconstituíssem a história da cidade. Originalmente chamada de Colonia Marciana Trajana Thamurga, em homenagem à irmã do Imperador Trajano, Tamugadi foi construída para que suas ruas tivessem uma disposição ortogonal.

Na metade do século 3 d.C., a população da cidade atingiu o auge de 15 mil habitantes. Eles desfrutavam de belas instalações públicas, incluindo uma biblioteca impressionante e um total de 14 casas de banho. O conforto das construções de Tamugadi e a presença de mosaicos muitas vezes levam a comparações com Pompeia.

A localização da cidade era estratégica para proteger as fronteiras do sul do Império Romano. O norte da África era um centro de produção de grãos e a Terceira Legião de Augusto de Roma ficou posicionada em Tamugadi para proteger os grãos e seu transporte a Roma. Diversas centenas de homens eram dispensados da legião a cada dois anos e se instalavam em Tamugadi como uma forma de pagamento pelos seus serviços. A presença deles também servia como um empecilho aos invasores.

A cidade era uma manifestação do poder romano na fronteira sul do império. Em sua população marcada pela diversidade, pessoas que veneravam deuses antigos conviviam com cristãos. Por um tempo, foi um reduto da seita de cristãos hereges, os Donatistas.

A crise geral que se acumulava nas fronteiras do Império Romano acabou atingindo Tamugadi. Após ser saqueada pelos vândalos durante o século 5, a cidade começou a entrar em ruínas. Depois da queda do Império Romano ocidental, Tamugadi vivenciou um breve ressurgimento como centro do cristianismo e um forte foi construído nos arredores da cidade, em 539. Porém, a cidade foi abandonada antes ou durante as invasões árabes dos anos 700.

A partir de então, o Saara foi encobrindo Tamugadi pouco a pouco, que permaneceu oculta por mil anos até James Bruce e outros exploradores redescobrirem sua glória enterrada. Em 1982, Tamugadi foi considerada patrimônio mundial pela Unesco.

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